A São Paulo dos cartões postais

por: Lucia Malla Brasil, Fotografia, São Paulo

Há umas duas semanas, fizeram alguns raros dias maravilhosos em São Paulo, de céu super-azul e pouca poluição visível no horizonte (porque invisivelmente, a poluição está sempre aí, a irritar olhos, gargantas e brônquios). Os dias estavam com uma luminosidade primorosa. Nós então decidimos largar o que fazíamos para sair por São Paulo fotografando – aproveitar esses raros momentos. Eu adorei as fotos que saíram dessa investida fotográfica, verdadeiros cartões postais de São Paulo. Afinal, a cidade carece de belezas naturais, mas há recantos muito fotogênicos esquecidos na correria do dia-a-dia, do trânsito e das buzinas de motoqueiros.

São Paulo dos cartões postais

A intenção das fotos não foi ser “artístico” nem mostrar uma São Paulo exótica ou abstrata, de linhas retas e cruzamentos. Foi simplesmente mostrar que São Paulo, a cidade com complexo de “patinho feio”, é bela à sua maneira. Um aglomerado urbano com visões ótimas, típicas de cartões postais de São Paulo. Julguem o resultado vocês mesmos.

Cartões postais de São Paulo: Avenida Paulista

O passeio começou pela Avenida Paulista, é claro. Eu adoro andar por ali.

Avenida Paulista

Onde o destaque é, sem dúvida, o MASP.

Cartões postais de São Paulo - MASP - Avenida Paulista

Cartões postais de São Paulo: Consolação e Centro

Depois, fomos descendo a Avenida da Consolação, onde um carro antigo vermelho compôs melhor uma das visões que mais gosto da cidade, no cruzamento com a Maria Antônia.

Lindo andar na cidade de São Paulo

No final da Consolação, fica a Igreja da Consolação, que considero um oásis arquitetônico em meio aos demais prédios da região. As duas fotos abaixo poderiam ser em uma cidadezinha da Europa, não?

Igreja da Consolação - São Paulo
Igreja da Consolação em São Paulo

Paramos então para uma subida no Edifício Itália, talvez o passeio mais chavão de um turista na cidade. Nos dias de semana, das 3 às 4 da tarde é de graça a visita.

Edifício Itália - São Paulo

Vale a pena andar pelo terraço, e se deslumbrar com a enormidade concreta que é essa metrópole.

Edifício COPAN - São Paulo

Num dia de sol claro e sem muita poluição, dá também pra ver o quadrado vermelho do MASP imponente.

MASP na Selva de Pedra - São Paulo

No centro da cidade, fica a Catedral da Sé. Uma construção belíssima, em minha opinião, que não deixa a desejar a muitas catedrais do mundo.

Catedral da Sé - centro de São Paulo - Cartões postais

Cartões postais de São Paulo: Museu do Ipiranga

De lá, esticamos para a zona sul, e assistimos ao pôr-do-sol no Museu do Ipiranga – hoje é 7 de setembro, supostamente o dia para comemorar o local, que tem um parque muito agradável, onde vale a pena passear e descansar.

Museu do Ipiranga - São Paulo - cartões postais

No dia seguinte, aproveitando a maré de bom tempo, fomos pela Marginal Pinheiros visitar o novo cartão postal da cidade, a Ponte Estaiada (que muitos chamam de ponte “Estagnada” ou “Estilingão”).

Marginal Pinheiros e Ponte Estaiada - São Paulo

A Marginal em si tem um bom skyline.

Marginal Pinheiros - São Paulo

Cartões postais de São Paulo: Pinheiros e Ibirapuera

Seguimos então para a Praça Cazuza, na subida para a Vila Madalena, de onde se tem uma visão melhor do Instituto Tomie Ohtake, o modernoso prédio rosa da Pedroso de Moraes.

Centro Cultural Tomie Otahke - São Paulo

Para terminar esse 2º dia de fotos, assistimos ao pôr-do-sol… da Praça do Pôr-do-Sol, em Pinheiros, onde a gente pode sentar na grama e deixar o tempo passar sem preocupações. Sentimentos de cidade de interior numa metrópole.

Praça do Por do Sol - Vila Madalena

Dias de um inverno que insiste em não existir numa cidade que se revela aos olhos de quem presta atenção nela. E que cada vez aprendo mais a gostar.

Monumento aos Bandeirantes - São Paulo
Essa foto do Monumento aos Bandeirantes perto do Parque Ibirapuera é mais antiga, de 2006, mas também tirada num dia de sol lindo. O monumento foi feito por Victor Brecheret no início do século passado e os cavaleiros estão voltados para o interior, como a galgar para o início de suas bandeiras. Eu o acho o monumento mais representativo da saga desenvolvimentista dessa metrópole desvairada.

Tudo de São Paulo sempre.

P.S.



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