Onde Dubai vai parar??

por: Lucia Malla Antigos, Ásia, Economia, Emirados Árabes

Que parece não haver limites para as loucuras arquitetônicas e empreendedoras de Dubai, isso todo mundo já sabia. Mas os últimos movimentos desse Emirado Árabe no jogo de xadrez futurístico são simplesmente impressionantes. Dubai está se preparando para:

1) Clonar Trazer a vibração da cidade de Lyon, na França, para Dubai. Os dois governos envolvidos já fizeram um acordo para tal empreitada, projetada por um homem de negócios de Dubai que “se apaixonou por Lyon e seu estilo de vida”. Loucuras de amor, por que não?

2) Como dizia James Bond, “The World” is not enough: já há planos para fazer o “Universo” em Dubai. O Sol, a Lua e mais alguns planetas, rodeados por um mar com recifes de corais artificiais. Tudo isso planejado com energia sustentável, é claro.

3) Não bastasse toda a megalomania petrodolarizada (ou melhor seria petroeuroizada?), os Emirados Árabes Unidos também têm um projeto de construir a primeira cidade “zero-carbon” do planeta, 100% auto-sustentável. Mais: já anunciaram um investimento inicial de 15 bilhões de dólares para melhorar Abu Dhabi, segunda maior cidade dos UAE, implementando fontes de energia limpa, tornando-a “zero-carbon” e investindo em educação, pesquisa e tecnologia. Pequenos ecoparaísos, auto-sustentáveis em energia, oásis no deserto de emissão de CO2 que insistimos em viver no presente. Mais visionário (e esperto) que isso, impossível.

E como Dubai vem amealhando imensas quantias de dinheiro por conta dos empreendimentos viajantes em que vem investindo – e pondo o Golfo definitivamente na rota do turismo milionário internacional – a consequência inevitável já começa a aparecer: países vizinhos como a Arábia Saudita também estão entrando na festa, querendo construir cidades super-modernas e investir localmente seus lucros do petróleo. A indústria de armas americana, bastante devota do mercado consumidor das guerras do Oriente Médio, não está satisfeita com esse “desvio de prioridades”, é claro. Mas quem sabe a opção pela melhoria da qualidade de vida das pessoas que lá moram finalmente proporcionada pela riqueza do petróleo não possa ser o início do fim das confusões do Oriente Médio? Sonhar não custa nada.

Tudo de bom sempre.

(Link da nota 1 via Intelligent Travel.)



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