Sexta Sub: Nos bailes da vida

por: Lucia Malla Animais, Antigos, Ciência, Sexta Sub

Nos bailes da vida marinha

“Cantando me disfarço e não me canso de viver nem de cantar.”

(Milton Nascimento & Wagner Tiso)

Peixes-palhaço (Amphiprion tricinctus) “cantam”. Na realidade, fazem barulho ao soltar bolhas da boca, mas funciona como cantassem. É curioso, mas nessa espécie, todos os filhotes que vivem numa anêmona (no caso da foto, uma anêmona bulbosa) nascem machos. Quando a fêmea dominante morre, os machos começam a “cantoria” para ver quem é o mais forte. O peixe-palhaço que convencer mais “cantando” (a ciência não sabe ao certo como isso é “escolhido” entre eles), ou seja, o mais forte, se transformará em fêmea e dominará a anêmona até sua morte, gerando mais filhotes e garantindo a segurança da perpetuação da espécie. Um comportamento natural fascinante e intrigante aos olhos dos biólogos. Na foto acima, dois deles não param de “cantar”, fazendo esse biquinho tão peculiar.

Se “Cantar é buscar o caminho que vai dar no sol” para Milton Nascimento, para o peixe-palhaço é o sentido da vida. E não são a mesma coisa, no final das contas?

Tudo de bom sempre.



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