Novidades no campo da diabetes

por: Lucia Malla Antigos, Biomédicas, Diabetes

Quando a gente abre o jornal ou uma publicação científica e vê uma novidade sobre “diabetes”, em geral refere-se à diabetes tipo 2. Faz sentido: mais de 90% dos casos de diabetes são desse tipo. Para os diabéticos tipo 1, obrigados a injeções diárias de insulina desde pequenos, poucas das soluções que as pesquisas trazem servem para seu problema auto-imune.

Então foi com uma pitada de alegria que abri o The Biotech Weblog esses dias e achei duas novidades animadoras para os diabéticos. Embora não tenha sido dito em um dos casos, achei a abordagem das duas pesquisas promissoras exatamente pros tipo 1.

1) Uma droga que foi desenvolvida para tratar leucemia mostrou ser capaz de atrasar (ou evitar, em 71% dos casos) o aparecimento da diabetes em camundongos geneticamente modificados para desenvolver diabetes tipo 1. A droga chama-se Imatinib e trata basicamente a inflamação do pâncreas, que é o prelúdio da diabetes tipo 1 no organismo. Mais: a droga não só evitou o aparecimento puntualmente, mas evitou o desenvolvimento da doença a longo-prazo. Lindo.

Novidades no campo da diabetes

Ilhotas de Langerhans no pâncreas de um camundongo. Microscopia feita por Lucia Malla.

2) Usando células-tronco embrionárias, um grupo da Harvard conseguiu gerar células produtoras de insulina (ou seja, células beta do pâncreas). Os pesquisadores transplantaram estas células em camundongos diabéticos. Conseguiram normalizar a glicemia dos animais. Além disso, estas células transplantadas não levaram ao desenvolvimento de teratoma (tumor geralmente associado a tratamentos com células-tronco embrionárias). Pelo contrário, continuaram produzindo insulina ao longo do tempo do experimento. Pesquisa supimpamente animadora.

Tudo de bom sempre.



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