Nem sempre onda grande é sinal de surfe

por: Lucia Malla Antigos, Havaí, Oahu, Surfe

Ontem tínhamos uns compromissos burocráticos chatos. Imaginei que íamos ficar o dia todo resolvendo papelada, pulando de escritório em escritório. Felizmente, antes do meio-dia, tínhamos resolvido todos os tais compromissos. O Surfline dizia que as ondas iam subir “gigantemente” no North Shore havaiano – falava-se no “maior swell do inverno”, o que não é pouco aqui no Havaí. Então não pensamos 2 vezes em aproveitar o dia que nos restava em meio ao surfe de onda grande.

Como noticiado, as ondas eram enormes, mas não eram ótimas para o lendário campeonato Eddie Aikau. Porque o mar estava completamente mexido, as ondas não se configuravam como os típicos tubos perfeitos de Pipeline: eram paredões de 30-35 pés desorganizados, quebrando misturadas, água marronzada. Pouquíssimos surfistas estavam na água, porque o aspecto do mar era literalmente assustador. Vimos um grupo de moleques bodyboarders brincando na beiradinha, se jogando nas sobras espumantes de ondas, e até aquela brincadeira inocente assustava.

Em Waimea Bay, o mesmo cenário: praia lotada e ninguém na água. Nem cogitamos parar em Sunset Beach – fomos direto pro tradicional trailler do Kahuku comer algo. E terminamos o dia calmamente num mai tai bar, apreciando o pôr do sol.

Tiramos fotos de tudo com a máquina do André, mas estamos sem o cabo de download, de modo que semana que vem, quando teremos acesso de novo às nossas malas, eu posto aqui as fotos desse dia pelo North Shore, ok?

Tudo de bom sempre.



141
×Fechar