A book like this

A book like this

Xará no centro.

A energia que a convidada de hoje emana não tem limites. Sua agitação contagia. E quando você está ao seu lado na vida real, percebe então o quanto gás essa moça tem para fazer de tudo um pouco por um mundo melhor, mais livre e mais bacana. Desde seus emails rápidos-correndo às reflexões que traz ao Faça e a toda a rede, sobre os mais diversos assuntos. Ela é dessas que viaja bastante, mas com um pé no chão danado. 

E por isso me cativa, porque tem sempre um olho na nossa realidade cotidiana, sem perder a capacidade de sonhar por um mundo melhor. Xará, eu te admiro muito, por toda essa energia e pelo carinho que dedica às causas que lhe são estimadas. You rock!

A book like this

Foi um enorme prazer ser convidada a escrever no blog da Xará Malla para comemorar o aniversário de seu blog. (O do Ladybug, mais novinho, é no final de outubro.) E, para mim, um blog é também o blogueiro. Afinal, estas páginas são recheadas com nossas crenças, fazeres e viveres. Não esperem grandes citações. A memória da Xará Freitas anda igualzinha à de um peixinho dourado.

Eu acho que encontrei a Lucia no final de 2006. Neste tempo volátil da rede, que passa num piscar de olhos e a gente perde um tanto da noção dos “quandos”, para mim já faz muito tempo. Foi na lista blogosfera, disso eu lembro. Um dia, ela abriu um convite, para um blog coletivo sobre ecologia, o Faça a Sua Parte. Topei na hora – eu adoro o tema. De quebra, ganhei uma turminha “do barulho” que sabe tudo de meio ambiente.

Confesso, não era leitora do “Uma Malla pelo Mundo”. Passava aqui (outro aqui) de vez em quando, assim como quem não quer nada. Adorava as fotos, as viagens, flutuava de barriga para cima em seus textos, como se mergulhasse num mar quentinho. Pela primeira vez gostei de verdade (sem conhecer ao vivo) alguém que leva pelo mundo o mesmo nome que eu.

Xará meets Xará

Tornar-me leitora assídua me ensinou sobre muitas paisagens que ainda não vi, mergulhos que não fiz, a paixão pelo mar e pelos tubarões dos quais eu tinha medo quando menina. Enquanto isso, a gente ia escrevendo a muitas mãos o Faça. E eu descobri uma mulher cheia de conhecimento, que se move entre os continentes com a fluidez das águas, que não tem medo de texto longo e os recheia com as lindas imagens do companheiro André e dela mesma.

Foi ela quem me ensinou a escolher os peixes que vêm para a minha mesa. Foi a partir da idéia (genial) da Lucia Xará que entramos de cabeça no Idéia 38 para comemorar o Dia da Terra. Além disso, descobri que as sacolinhas plásticas são mais que supérfluas. Quantas vezes a gente postou a mesma coisa em nossos blogs? E quando eu descobri então o DotSub e resolvi traduzir os nossos achados em vídeo do inglês pro português? E as blogagens coletivas? E ela se lembrar do meu post sobre eventos verdes e sugerir a gente usar canecas no LuluzinhaCamp?

Ao longo dos anos, no ritmo da vida, Xará afundou no coração da Joaninha. O que mais gosto na minha Xará é sua delicadeza, a capacidade de compartilhar seu gigantesco conhecimento sem arrogância nenhuma, em língua corrente, sem complicações. Como alguém com este nome pode ser tão bacana, nem Freud explica.

P.S.

  • Escrevi ao som de A book like this, de Angus & Julia Stone. Melodias doces como o vai-e-vem das marés e que, de alguma forma, evocam nossas pequenas conquistas juntas, ao longo destes anos. Parabéns Xará, pelos cinco anos. Tudo de bom, sempre.


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