Sexta Sub: leões marinhos do sul

por: Lucia Malla Animais, Argentina, Mergulho, Sexta Sub

Esta trupe curiosíssima de filhotes de leões marinhos do sul veio aqui desejar um bom fim de semana a todos! 🙂

Leões marinhos do sul

Algumas curiosidades sobre o comportamento dos leões marinhos do sul

Os leões marinhos do sul pertencem à espécie Otaria byronia (antigamente chamado Otaria flavescens). Esta espécie é encontrada por toda a costa da América do Sul, do Equador até o sul do Brasil. Em geral, vivem em colônias enormes em áreas rochosas.

Os grupos de Otaria byronia são do tipo harém: um macho com várias fêmeas. O macho mais forte é, comumente, alçado a categoria de chefe do harém. Entretanto, os machos que não são tão fortes não ficam sentados choraminguando as mágoas. Nada disso. Eles se juntam e fazem às vezes “arrastões” pelo grupo, na tentativa de retirar a dominância do chefe atual. E às vezes conseguem. Outras vezes eles sequestram filhotes de um grupo, para controlar as fêmeas. Desta forma, também irritam e podem levar à briga o macho chefe. Estas estratégias de comportamento social dos leões marinhos do sul são pra lá de interessantes.

As mães ficam dedicadas aos filhotes depois do nascimento por uma semana. Nas três semanas seguintes, ela vai ao mar caçar comida e trazer para o filhote. Apenas depois de doze meses, os filhotes vão viver suas vidas independentes.

Status de conservação da espécie

Os leões marinhos do sul não estão ameaçados de extinção de acordo com a lista vermelha da IUCN. A espécie é protegida na maior parte dos países onde ocorre, e seu território é bem demarcado.

Entretanto, o maior problema que a espécie enfrenta é a poluição dos mares e a interação dos indivíduos da espécie com atividades econômicas de aquicultura e pesca. Vários leões marinhos são capturados por redes de pesca – e uma porcentagem deles morre desta forma. Mas também destróem redes, ganhando a antipatia do pescador.

Além disso, dado que o animal se alimenta de peixes, há uma competição entre eles e a atividade pesqueira pelo peixe. Tudo isso acarreta problemas para a sobrevivência natural da espécie. Por enquanto, são problemas gerenciáveis, ainda bem.

Tudo de bom sempre.



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