Os dois lados de uma foto

por: Lucia Malla Antigos, ArteSub, Fotografia

No dia 19 de agosto (portanto daqui a 3 dias e poucos minutos) comemora-se o dia mundial da Fotografia. Quase todo ano aqui no blog, eu escolho fotos que celebrem esta que é a “arte do momento”, a arte aprisionada em um clique simples – bem, às vezes nem tão simples assim (2006, 2008 e 2009). Mas uma foto não existiria enquanto arte para que admirássemos se não fosse pelo olhar do fotógrafo, o artista que vislumbra uma cena, que vai além do mero registro ao apertar o botão da máquina.

Eu adoro fotografia desde criança (fui fotógrafa de festas e casamentos nos tempos de faculdade) e hoje convivo com um fotógrafo diariamente, casei-me com ele, e nossa casa reflete esta paixão mútua quase devocional pela arte do clique. E uma das milhares de coisas que aprendi sobre fotografia é: o olhar não se cansa. Porque é um olhar apaixonado, de quem parece sempre enxergar o mundo dentro de uma moldura prestes a ser clicada. É um olhar que se renova a cada nova luminosidade que invade a mesma cena batida. O mundo toma uma outra dimensão quando encarado por trás de diferentes lentes, ele se expande, se contrai e ganha camadas de informação que nossos olhos simples deixam passar desapercebido.

Mas devaneio. Fato é que desde que conheci o André, uma das constantes que mais me impressiona nele é sua paixão intrínseca pela fotografia. Ele consegue enxergar ângulos a cada virar de esquina, e muitas vezes de cenas que pra mim não significam “nada” ele consegue extrair dimensões inacreditáveis de informação. Com um clique.

Então que, antes de homenagear a Fotografia, esta arte da modernidade, eu queria deixar aqui uma homenagem pessoal ao meu fotógrafo predileto de todos os tempos. No formato de uma pequena brincadeira, que mostra um pouco da versatilidade e do olhar incansável pelo mundo de um apaixonado pelas cores – principalmente as da natureza. Seria um passeio pelos bastidores, para explorar a diversidade potencial de um mesmo momento dependendo do indivíduo que a vê: a cena que eu percebo ao meu redor observando-o trabalhar e que termino expressando melhor em palavras que terminam caindo aqui no blog, invariavelmente; e a cena que o André por trás de sua lente termina por revelar, expandir para mim e para todos com quem ele compartilha suas fotos. Duas facetas do mesmo momento: fotógrafo e o que é fotografado, lado B e lado A. Espero que vocês curtam.

1) Nos Lençóis Maranhenses, uma viagem que eu ainda não contei em detalhes e fotos aqui no blog:

Lado B:

Lado A:

2) Na baía de Kaneohe, Havaí:

Lado B:

Lado A:

3) Com o boto-rosa em Novo Airão:

Lado B:

Lado A:

4) No Parque de Seoraksan, na Coréia do Sul:

Lado B:

Lado A:

5) Com os peixes-bois da Flórida:

Lado B:

Lado A:

6) No Arquipélago de São Pedro e São Paulo:

Lado B:

Lado A:

7) Em mar aberto, esta imensidão azul cheia de surpresas, que é onde nós dois mais gostamos de estar:

Lado B:

Lado A:

A brincadeira serve para a gente lembrar que nessa vida, até uma simples fotografia tem pelo menos duas possibilidades – na realidade múltiplas. Na maior parte das vezes, a gente não consegue nem fazer cócegas nos lados mais obscuros – que existem, faltando apenas ser explorados. Não é, nessa filosofice, a fotografia como a vida?

Tudo de bom sempre.



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