Um dia no Cinque Terre

por: Lucia Malla Europa, Itália, Parques Nacionais, Viagens

No nosso penúltimo dia na Itália em abril/2009, estávamos hospedados em Gênova. Eu já havia lido, através da dica do Flavio, sobre o Parque Nacional de Cinque Terre, a cerca de uma hora de trem de Gênova. O local é um Patrimônio Histórico Cultural E Natural da Humanidade, e as fotos que eu vi pela web, como nos relatos da Luisa e do Jorge Gira me deixaram impressionada.

Cinque Terre - Vernazza

Vernazza.

Então decidimos que passaríamos, nem que fosse um dia apenas, pelo Cinque Terre, para apreciar um pouco aquela maravilha. Como o próprio nome diz, o Cinque Terre é um conjunto de 5 cidadezinhas italianas encrustradas em penhascos à beira do Mar da Ligúria, no estado da Ligúria (duh!). As cidades são:

  • Monterosso al Mare
  • Vernazza
  • Corniglia
  • Manarola
  • Riomaggiore

À pé pelo Cinque Terre

Há trens interconectando todas elas, mas o mais bacana é sem dúvida caminhar entre uma e outra, para se deliciar com a brisa do mar, com a paisagem espetacular e parar em todos os recantos possíveis para fotografar – todos os ângulos são lindos.

Riomaggiore

Como só tínhamos um dia – pecado mortal para o turismo naquela região, entenda-se – fomos de trem direto até Riomaggiore, a última cidade. Ou seja, começamos do final. Isto porque a dica mais imperdível e consistente foi a da trilha entre Riomaggiore e Manarola, a chamada Via Dell’Amore. Com esse nome, é óbvio que eu também não queria perder. 🙂

Cinque Terre - Riomaggiore

Riomaggiore.

E não há palavras para explicar a beleza e o romantismo dessa região. Quando chegamos em Riomaggiore, a vontade era ficar o dia todo ali. Aquelas casas coloridas todas penduradas no penhasco rochoso maravilhoso, o mar clarinho em frente, os barquinhos, o clima de pacatez… ah! uma delícia. (Na definição ótima do Jorge, são as favelas do passado – e sabe que ele não está errado?) Eu, claro, só fiquei pensando na engenharia para construir aquilo tudo ali, naquele terreno super-complicado e praticamente vertical. Haja saúde.

Riomaggiore

Uma visão das construções coloridas no morro em Riomaggiore.


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Pela Via Dell’Amore até Manarola

Começamos a caminhada pela Via Dell’Amore. Ainda era de manhã cedo, mas a trilha já se entupia de gente, como minha amiga genovesa nos avisara. Esta primeira trilha é curtinha, super-tranquila. Leva-se cerca de 30 minutos (a passo de passeio) para chegar em Manarola, o segundo vilarejo do Cinque Terre.

Cinque Terre - Manarola

Manarola.

Manarola é supostamente a cidade mais antiga do Cinque Terre, com uma igreja de 1338 – embora o Cinque Terre acredita-se tenha começado em torno do ano 1000. Os penhascos íngremes e dramáticos, um portinho. Manarola é primeiro uma imagem dentro do penhasco – quando cruzamos o túnel deste penhasco, entendemos que a cidade está virada para o outro lado. Lindinha também.

Corniglia

Cinque Terre - praia

Uma das muitas praias que vemos da trilha. Olha a transparência da água!

A trilha que leva à Corniglia, próxima cidade do Cinque Terre, é mais longa e mais “selvagem” (o conceito de selvagem aqui é extremamente urbano), mais cheia de verde intenso, plantas que nunca vira antes e prainhas de pedra que me deram muita vontade de pular na água. Uma pena que eu não fui com meu biquini – aliás, se voltarmos ao Cinque Terre de novo, certamente queremos mergulhar lá, já que pela exposição que vimos no Aquário de Gênova, a fauna sub da região parece ser muito interessante.

Ajudou também a vontade de cair no mar o fato de já ser próximo do meio-dia quando lá chegamos – e o sol começava a castigar. O final da trilha para a Corniglia não é para fracos. Nos dá, portanto, um pouco da dimensão do que é a vida nesses vilarejos verticais. Afinal, é uma escadaria gigantesca, que requer um bom fôlego para subir. Diferente das demais cidades ali, Corniglia é toda no topo do penhasco – que aqui é um verdadeiro paredão. Mas ainda cheia de charme.

Vernazza

Por causa do horário e do cansaço pelo sol + subidas, decidimos pegar o trem da Corniglia até Vernazza. Chegando em Vernazza… Me apaixonei. Esta se tornou sem dúvida a minha favorita das cidades do Cinque Terre. De um charme irresistível, sem tráfego de carros algum, diversos restaurantes na pequena praia dentro da baíazinha protegida que se forma com os penhascos ao redor. Uma jóia.

Em Vernazza, visitamos o Castelo Doria, que fica numa pequena península protetora da cidade. O Castelo foi construído no século XV e possui uma torre de onde se vigiava o movimento do mar. Principalmente, qualquer invasão pirata era logo percebida.

Cinque Terre - marina de Vernazza

Na marina de Vernazza.

Mas estávamos com fome, e aproveitamos para almoçar ali em Vernazza. Naquele clima romântico, uma macarronada de molho pesto genovês, um vinho local e um sol lindo colorindo ainda mais aquela paisagem única e sensacional. Estávamos na Itália, num vilarejo dos mais pitorescos e lindos que já vi e queria respirar mais daquele lugar. A felicidade realmente existe.

Monterosso Al Mare – para a próxima vez no Cinque Terre…

Então decidimos (com aperto no coração…) que não visitaríamos a última cidade do Cinque Terre, Monterosso Al Mare. Afinal já era tarde, e preferimos aproveitar mais de Vernazza. Andar pelas ruelas, espiar um pouco as habitações, os habitantes e entender a dinâmica daquele povoado, da movimentação de sobe-e-desce, dos barquinhos de pesca, das visões dos telhados e varandas para o mar.

Plantações de oliveiras. A cada passo uma sensação diferente, um mirante mais emocionante. Então nos perdemos um pouco por ali, pra cima e pra baixo. Aliás, acho que estava difícil tirar o brilho dos olhos a cada nova curva que aparecia morro acima. Vernazza superou toda expectativa e é uma jóia muito rara mesmo.

Foi difícil dizer tchau. Mas este é sem dúvida um lugar que eu quero voltar na Itália: para mergulhar, curtir o mar, a fauna sub que não vimos, para fazer um passeio de barco e ver toda essa costa maravilhosa do mar. Para sentir de novo aquela brisa verticalizada, apreciar mais os penhascos sem fim e as macarronadas perfeitas. Curtir as cidadezinhas ao redor. Para amar.

Ah… A Itália…

Tudo de bom sempre.

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