Parque nacional fijiano: Dunas de Sigatoka

por: Lucia Malla Fiji, Melanésia, Parques Nacionais, Viagens

A meio caminho entre Nadi e o Pacific Harbor, onde nos hospedamos na 1a etapa de nossa viagem a Fiji, fica um dos orgulhos dos fijianos: o Parque Nacional das Dunas de Sigatoka. Pelo Lonely Planet, uma das atrações naturais mais bacanas de Fiji. O que, num país com tantas ilhas paradisíacas e cachoeiras bacanas, deve ser realmente uma honra.

Eu adoro dunas, então quando li sobre a existência desse parque no nosso trajeto, asterisquei para uma paradinha. E foi com o espírito de “vamos ver qual é” que chegamos ao parque.

Nossa visita ao Parque Nacional Dunas de Sigatoka

De cara, tivemos que tomar uma decisão: fazer a trilha longa (2h ou mais) ou a curta (1h no máximo). Já era mais de 10 da manhã, o sol começava a ficar forte e nós queríamos curtir no mesmo dia outros pontos da Coral Coast, então decidimos fazer a trilha mais curta.

Mirante cênico - Dunas de Sigatoka

Vista do mirante.

A trilha começa com uma área de mata em subida, e você não vê sinal de duna por um bom tempo. Nem do mirante a gente acha que verá duna. Mas aí depois de uns 15 min de caminhada, você começa a descer, e aparecem as dunas.

Há dunas e dunas

Meu problema maior: não dava pra não se lembrar da minha experiência favorita em termos de dunas, os Lençóis Maranhenses. Em termos práticos, a duna em Fiji é quente à beça. A areia é mais escura e não há muito vento (pelo menos não no dia em que fomos). Ou seja, se você for de chinelo de dedo, como eu fui, terá que correr literalmente duna abaixo para não queimar o pé. Nos Lençóis Maranhenses, como é sabido, o vento constante torna a areia sempre fresquinha e dá pra andar com muito mais tranquilidade.

Em termos de magnitude, Sigatoka é praticamente uma microduna. O parque todo tem 650 hectares. Entretanto, pela formação advinda dos depósitos de um rio e pelos achados arqueológicos já revelados, principalmente da cultura melanésia local antepassada, Sigatoka se torna realmente mais importante que pela beleza natural em si.

Dunas de Sigatoka

Uma Malla na Dunas de Sigatoka.

Na praia de Sigatoka

Depois da longa descida pela duna, chegamos na praia. Calor escaldante, mas você não pode nadar ali porque as ondas são Pipeline-style: formam tubos enormes. Dava pra perceber que o mar tinha uma corrente rasteira forte. O mar era mais árido que a duna e em nada lembra o mar da Fiji das revistas de turismo. Ainda assim, mar lindo.

Mas a brisa em si da praia já colabora um pouco com o calor.

Atrações da trilha da volta

Depois de uma caminhada de uns 150m pela praia, atravessa-se uma área minúscula de vegetação de praia e a trilha já começa a voltar. E foi nesse trecho que eu, na verdade, comecei a curtir bastante o parque. Porque a gente passa por uma floresta de pandanas (Pandanus sp.), árvore típica das ilhas do Pacífico e que eu acho das mais diferentes e lindas.

Pandana - Dunas de Sigatoka

Árvore de pandana, uma das minhas favoritas pelo sul do Pacífico.

A trilha continua em subida até a volta à entrada do parque, passando por árvores de mogno e todo o calor que você sentiu andando na areia se dissipa em meio ao fresquinho da floresta. Ou seja, a trilha é bem balanceada, pensada para o conforto do turista. Achei bacana.

Na entrada do parque há diversas informações sobre o local e uma pequena exposição dos artefatos arqueológicos encontrados ali. Há também uns bancos que servem para piquenique. 

Entrada do Parque Nacional Dunas de Sigatoka

Entrada do parque.

Em suma

Vale a parada, mas se você tiver esse tempo. Ou tiver interesse arqueológico. Mas como duna em si, achei ok, não muito impressionante. Talvez a trilha maior seja mais interessante, mas ficou pra próxima. 😛

Tudo de areia sempre.

 

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