Feedback de viagem: Juliana – uma pessoa aloha!

por: Lucia Malla Amigos de viagem, Educação, Havaí, Línguas do mundo, Maui, Oahu

Feedback de viagem - Juliana, uma pessoa aloha

Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, André e eu recebemos em casa nossas duas sobrinhas paulistanas, Juliana e Mariana, de 20 e 22 anos. (As duas apareceram neste post sobre nosso passeio em Maui para ver baleias.) Elas vieram para Honolulu para estudar inglês por 2 meses, numa escola perto do Ala Moana Mall, que elas escolheram quando estavam no Brasil. Hospedaram-se com a gente, e aproveitaram para aprender e curtir um pouco do cotidiano havaiano – fora as aprontações e animações adolescentes… Com elas, fomos a Maui e rodamos Oahu de cabo a rabo, fazendo diversas atividades e passeios, de campeonato de surfe a trilha no Kaena Point, passando por snorkel em Hanauma Bay e visita a Pearl Harbor. Foram dois meses intensos e divertidos.

Mês passado, pedi que a Ju me escrevesse sobre a experiência do seu curso de inglês e sua estadia aqui. Ela super-atenciosa me escreveu rapidinho – e a tia aqui enrolada só agora conseguiu publicar. #shameonme 

Deixo abaixo o depoimento da Ju, com suas ponderações sobre seu curso de inglês e sua estadia no Hawaii. Espero que curtam. Obrigada, Ju, pelo depoimento e pelo tempo que passou com a gente! 🙂

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A primeira vez que viajei para fora do país tinha apenas 4 anos, não tenho grandes memórias dos passeios e nem das  diferenças culturais. Levo o Havaí como a minha primeira viagem internacional.

Foi uma aventura desde o começo. Tinha medo de avião (tive que pegar 3 para ir para as ilhas paradisíacas), nunca tinha viajado (tive que falar em inglês desde o momento que pisei no avião).  Lembro-me de ficar encantada ao pisar no primeiro aeroporto dos Estados Unidos, nunca vi tanta coisa diferente, nas revistas do avião via propagandas de produtos que jamais eu imaginara que poderiam existir, tipo “máquina de refrigerante”. Eu estava em outro mundo, em outra dimensão.

Depois de mais de 20 horas de viagem, finalmente cheguei a Honolulu. Acho que esse “Aloha, bem vindo ao Havaí” resume o que esse estado realmente é, acolhedor. Pessoas altamente simpáticas, todos relaxados, de chinelo, blusas floridas. Encontrei com os meus tios queridos, Lucia e André, que me receberam com colar havaiano, e a partir daquele momento, eu virei uma pessoa Aloha.

Fiz um curso de inglês na Global Village, um lugar incrível, onde pude conhecer pessoas de diversos países. No primeiro dia de aula, um teste é feito para que a escola saiba seu nível de inglês e te encaixe na turma correta. São oito salas, a #1 é o inglês mais básico e a #8 o mais avançado. Eu entrei na sala #5, onde as aulas eram leves, quase não tinha lição de casa, tinha muitas atividades para conhecer os colegas. Depois de um mês passei para a sala #6, onde tudo mudou, as aulas eram muito mais fortes, muita matéria, lição de casa quase todos os dias, tive com certeza um melhor rendimento nesta sala.

A escola tem excelentes professores, computadores, um espaço para os estudantes (com televisão, geladeira, mesas, máquina de comidas), uma localização fantástica, é pertíssimo da praia. Sempre depois das aulas todos os estudantes saiam juntos para almoçar e depois curtir a vista da Ala Moana Beach. Fiz amizades que vou lembrar pelo resto da minha vida com pessoas do mundo inteiro.

A natureza rodeia as ilhas havaianas, chega a ser engraçado de tão irreal, imaginem a situação: você na praia, aparece uma tartaruga, logo surge um arco-íris, um casamento, pessoas animadas tocando ukulele, um surfista pegando perfeitamente uma onda, é uma sequência de fatos que para mim, paulistana, só aconteciam em sonhos, e para os havaianos, é uma realidade diária. O amor e respeito que eles têm pela natureza emociona, pessoas dispostas sem receber nada por isso, voluntários, protegem tartarugas e outros bichos de turistas, porque quem mora na ilha sabe que não pode invadir o espaços dos animais. O cuidado é tanto que em Hanauma Bay, um parque marinho, você só entra depois de assistir a um vídeo sobre preservação e atitudes proibidas que podem agredir o ambiente, e aprende o que deve ser feito para evitar degradação do ecossistema.

Eu sou outra pessoa depois dessa viagem, ela ficará marcada para sempre em minha vida. Espero um dia poder voltar para o Havaí, sinto que lá eu vivi pela primeira vez. Um dia eu estava sentada em Pipeline, a praia mais famosa de surf do mundo, e um surfista veio conversar comigo. Ele disse que eu era uma menina aloha, e que essa palavra significa “amor, olá e tchau”, mas que no sentido mais profundo, “aloha é um alívio de estar vivo, significa paz, compreensão, afeto pelos outros”. É assim que me sinto agora, e se um dia alguém me encontrar nas ruas paulistanas, pode ter certeza de uma coisa, estarei usando chinelos. 🙂

Ju snorkelando em Hanauma Bay.

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Obrigada, Ju! Agora que já aprendeu o caminho… volte quando quiser! 🙂

*Com exceção da primeira e da última foto, as demais imagens deste post foram gentilmente cedidas pela Ju. 



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