Sexta Sub: mergulho em Fajardo, Porto Rico

por: Lucia Malla América Latina, Esportes, Ilhas, Mergulho, Porto Rico, Sexta Sub, Viagens

Uma boa surpresa da viagem a Porto Rico foi o mergulho em Fajardo. Minha idéia inicial ao marcar o mergulho era fazê-lo na ilha de Culebra, que todos os sites de mergulho diziam ser imperdível. Entretanto, o mar no início de dezembro estava pra lá de revolto, e a travessia para Culebra havia sido cancelada pela operadora de mergulho que contratei, a Casa Del Mar, no dia anterior. Tudo bem, fazemos limonada com limões: decidi manter minha resolução de cair na água. A operadora nos levou então para dois points de mergulho mais próximos da costa em Fajardo: o Sandslide e o Cayo Diablo.

Tudo que eu tenho ouvido falar recentemente sobre os recifes de corais do Caribe é triste: mais de 90% da cobertura está destruída, espécies invasoras causando danos em grandes áreas, poluição agroindustrial aos montes. Ou seja, minhas expectativas eram bem baixas de que um recife perto da costa pudesse estar ok. E, dadas as condições do mar no dia, o mergulho também tinha tudo para ser fraco.

O primeiro mergulho no Sandslide foi realmente ruim. Não pela paisagem, que parecia até interessante, mas pela baixíssima visibilidade. Mas já no segundo mergulho, em Cayo Diablo, a situação não podia ser mais interessante: corais bem saudáveis, muito peixe, tartarugas e meu mais-que-saudoso frade (Pomacanthus paru), o peixe da foto lá em cima, espécie que só existe no Atlântico e que eu A-D-O-R-O ver. A visibilidade estava bem melhor e a temperatura da água perfeita, morninha. Ou seja, foi um destes mergulhos que você não quer que acabe.

(É claro que eu não sou ingênua de achar que aquela é uma amostra representativa da situação geral dos recifes de coral no Caribe. Pelo contrário: deve ser um dos poucos pontos que sobram com cobertura coralínea decente em Porto Rico, e razão para a operadora de mergulho escolhê-lo para mostrar aos seus clientes. Independente disso, o mergulho dá uma amostra bacana da biodiversidade que havia nos corais do Caribe antes deles começarem a colapsar. Quase um museu biológico subaquático, infelizmente.)

Na volta do mergulho, o barco parou por umas horinhas na ilha Palomino, para quem quisesse snorkelar mais – vi uma raia e uns poucos peixes. A praia da ilha é a única de areia branca pra quem está nos resorts em Fajardo, e há barcos indo e vindo de/para ela o dia inteiro. Como consequência, boa estrutura e muita gente. #ficaadica

Tudo de mergulho sempre.



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