Reabrindo a janela

por: Lucia Malla Amigos de viagem, Antigos, Europa, Mallices, Viagens

Estou de volta das minhas pseudo-férias virtuais. Pseudo porque quem me acompanha pelas redes sociais sabe que fui postando diversas impressões de viagem nesse último mês, apesar do blog parado. Mas mesmo assim, me sinto reenergizada para reabrir a janela desse meu nano-lar bloguístico. Para compartilhar um pouco mais das minhas aventuras pelo mundo.

E o timing é ótimo. Daqui a 3 dias, meu blog completa 9 anos! Uma criança já crescida, que daqui a pouco começa com as amolações da adolescência – oh, céus… Mas espero que tenha tido uma infância feliz, cheia de aventuras relatadas e muitas interações e brincadeiras com a vizinhança. Não tenho planos pro blogversário, mas tenho 3 dias pra pensar ainda. 😉

Filosofia Malla

A viagem em si foi excepcional. Tudo correu maravilhosamente bem, dentro do pouquíssimo que planejei, e meus objetivos foram alcançados: nenhuma dica de blog foi lida durante o preparo ou durante a viagem. Comprei passagens aéreas, marquei hotéis, e só.

Segui meus instintos viajantes, conversei com pessoas locais, sentei em cafés e andei muito, permitindo que a serendipidade tomasse conta. Enfim, deixei meu coração fluir pelas cidades por onde passei. Queria eu mesma relembrar que a gente ainda pode se surpreender com os lugares mais conhecidos, sem sermos reféns das dicas alheias – elas são apenas isto, dicas, não obrigações contratuais. Que a jornada é definitivamente o que importa, e ela é pessoal, intransferível. Que a laundry list de passeios que “têm que ser feitos” pode – e deve – ser repensada para abarcar a sua individualidade. Afinal, nada numa viagem de férias “tem que ser feito” a não ser que o seja com coração.

(A única dica virtual que segui foi de uma amiga de infância, que, ao perceber que estava em Lisboa, me sugeriu via Foursquare ir ao Museu do Azulejo – fui e adorei!)

Por onde passei

Mas voltemos ao mês de setembro. Revi Berlim, minha cidade favorita da Europa, em cores outonais, e percebi as diferenças que surgiram desde 1997. A transformação de Potsdamer Platz foi tão intensa que fui diversas vezes lá, para ver se alguém me beliscava e me fazia crer que a Potsdamer de 1997 floresceu naquela lindeza ali. No último dia, ainda fui presenteada com um sol maravilhoso de outono. E uma rave light em pleno Brandenburger Tor, celebrando o feriado de 3/outubro na Alemanha. Um desses sonhos que você pensa que nunca reviverá na vida, ver uma festa de rua no Tor, e que por serendipidade perfeita se realizou de novo para mim, com direito a roda gigante na Strasse des 17 Juni e Siegesäule ao pôr-do-sol, música eletrônica cheia de lasers e hard beats, relembrando os tempos de Love Parade. Inesquecível.

Revi Potsdam, onde morei, e todas as memórias voltaram, do S-Bahn ao Lindenallee. Conheci Cracóvia, linda cidade cheia de recantos fofos. Visitei Bologna e Piacenza, cidades-mundo cheias de história e lindeza da Itália. Revi Riva e Milão, dos gelattos mais deliciosos. E finalmente, pus meus pés em Portugal.

Amigos de viagem

Mas muito mais importante que estas cidades, revi amigos e sentimentos. Que puseram um constante sorriso no meu rosto, com todos os mimos, papos, risadas e momentos incríveis, de culinária excepcional. Obrigada é pouco pra tanto carinho e tanta saudade. Queridos Allan, Eloá, Bianca, Luiza, Alline, Alberto, Norah, Aloisio, Flavio, Marly, Beatriz, Marcelo, Júlio, Gustavo, Pâmela: vocês fizeram TODA a diferença desta viagem pela Europa. Aliás, vocês fizeram a viagem. Eu, malla total, apenas acompanhei cada uma das histórias e rotinas que vocês deram a honra de compartilhar comigo. Isso, para mim, foi o ganho mais valioso de toda esta jornada pela Europa. Obrigada de coração.

(O Allan até já publicou um post em seu blog com alguns momentos em Piacenza. Ele me recebeu no aeroporto com a seguinte frase: “O objetivo é não te deixar de estômago vazio em hora alguma.” Na Itália, o significado dessa frase é elevado no mínimo a enésimas potências de queijos. E o objetivo foi alcançado. Fofura total do Allan e sua família!)

Recompensa do trabalho

E, sobre o congresso de Selênio, objetivo técnico da minha viagem: foi excelente. 5 dias de muitas novidades e conversas sobre este não-metal que nos mantém vivos. E acho que minha apresentação oral foi boa… bom, pelo menos ganhei o prêmio de Melhor Apresentação Oral dado pelo Comitê Local, concorrendo com outras 80 apresentações. 😀

Uma surpresa e tanto, que me deu ânimo para continuar no caminho que trilho de pesquisas de obesidade e diabetes. Que venham mais PCRs! #keepwalkingfeelings

Agora é me organizar para começar a contar alguns pedaços dessa viagem por aqui. Tudo não dá, porque são histórias que cabem num livro, de tanta coisa e tamanha intensidade. Mas pelo menos os highlights, os locais e momentos que realmente me emocionaram, intrigaram ou me fizeram refletir, e que podem ser de alguma valia a quem passeia e curte conversar por esta janela malla.

E agora é pensar na celebração de 9 anos de blog!

Tudo de volta sempre.



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