Sexta Sub: por que eu amo Honolulu

por: Lucia Malla Havaí, Memes, listas & blogagens coletivas, Oahu, Sexta Sub

Esta semana, esbarrei em diversos links que afirmam, reafirmam, confirmam e auto-afirmam como a cidade de Honolulu, na ilha de Oahu, é super-hiper-ultra-über-legal. Compartilho aqui pros que querem se inspirar a vir me visitar um dia. Aconselho muito – mas sou suspeita, claro. 🙂

O primeiro link veio das peripécias de canyoning de um grupo pequeno de aventureiros pelas montanhas do Ko’olau (que circunda Honolulu) e de Waianae. Fotos sensacionais de cachoeiras permanentes e temporárias exploradas de uma maneira totalmente diferente, nas trilhas mais absurdas e escondidas da ilha, podem ser vistas no post do Unreal Hawaii, com fotos do Kitt Turner. Sensacional é pouco.

O segundo link veio da National Geographic Traveler, que fez uma galeria de fotos de Honolulu muito cativante, com diversos passeios, lugares e atividades que empolgam na cidade. Muita coisa turística, como tomar maitais no Duke’s, mas uma das fotos mostra a vista da Tantalus Drive, meu mirante predileto em Oahu – e que recentemente ganhou um balanço fofíssimo do projeto urbano-artístico #OahuSwingProject. (Veja fotos dos balancinhos aqui.) O projeto, organizado pelo ArtTruckHawaii, espalhou balanços por diversos pontos da ilha de Oahu, e pistas para as pessoas acharem os mesmos. Clima de gincana com paisagem de cinema. <3

O terceiro link – e mais suspeito… – veio da revista Honolulu Magazine (ahá!), que fez uma lista – dessas que a gente a-do-r-a discordar e discutir e acrescentar outros itens – das razões pelas quais a gente, que mora aqui, AMA Honolulu. Eu amei o #12:

“Because no shirts, no shoes, no problem”,

uma filosofia de vida e felicidade para mim.

E sério, baseado neste último link, resolvi incluir mais uns itens nessa lista – ou melhor dizendo, fazer a minha própria lista: por que eu amo Honolulu.

(P.S.: Essa é uma lista poliana. Claro que a cidade tem problemas também, e eu serei a primeira a apontá-los sem dó nem piedade. Mas hoje só vou listar as coisas boas, ok? A parte complicada da história fica pra outro dia…)

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Honolulu vista do Tantalus Drive.

 

POR QUE EU AMO HONOLULU

1. Porque fica numa ilha (#islomaniacfeelings), e o mar ao redor está sempre aberto a atividades diversas, e a qualquer dia e hora, posso pegar meu snorkel e ir ver peixes coloridos, ou águas-vivas, ou tubarões, sem preocupações com visibilidade na água. Fora as tartarugas, que estão quase sempre presentes… Fora os naufrágios a menos de 5 minutos da costa

2. Porque em um snorkel corriqueiro num recife de coral eu vejo mais diversidade de peixes que em muitos lugares do planeta.

3. A cidade é uma metrópole, tem tudo que você precisa de uma cidade grande, mas tem a vibe de cidade pequena de praia – todo mundo sorrindo pra você, te cumprimentando e conversando como se conhecessem há gerações. Aliás, as pessoas são simpáticas e prestativas – pelo menos, nunca tive do que reclamar.

4. A cidade é atlética por natureza. Vá às 5 da tarde em Ala Moana Park ou Kapiolani Park e confira todo mundo correndo, jogando bola ou se exercitando. Ou então, olhe para a água e veja o número de surfistas, SUP’istas, canoístas e outros istas não-artistas. Todo dia, chova ou faça sol. É animador, todo mundo praticando atividades outdoor, já fico com vontade imediata de fazer exercício.

5. As pessoas são simpáticas. Muito. E solidárias. Sempre sorridentes, vão além do possível para te agradar. A mistura populacional de japoneses super-educados, filipinos improvisadores, polinésios desencanados e amantes da natureza, portugueses musicais, e americanos eficientes gerou esse melting pot que a gente vê nas ruas. As pessoas que moram aqui são muito tranquilas, o bom humor predomina e tudo é muito relax. Aloha spirit total.

6. A possibilidade de ver uma foca-monge havaiana é alta – outro dia mesmo estava em Sandy Beach tomando sol e nem percebi que uma estava na areia. Quando levantei pra ir na água, levei o maior susto com o mamífero jogado na areia descansando! Como bióloga, ver bichos ameaçados de extinção assim, tão facilmente, me enchem o coração de amor. <3

7. …e às vezes é a foca quem tropeça em você.

8. Chinelos everywhere. Só ando de chinelo. Como tenho que trabalhar de sapato fechado, deixo um par de tênis no trabalho – assim como a maioria dos meus colegas de trabalho também fazem. Mas já saio do lab de chinelo. Tenho chinelo de praia, chinelo de festa, chinelo de trabalho, chinelo de dar uma volta domingo à tarde, chinelo da night… sempre chinelo. Adoro!

9. Os fogos do Aloha Friday, toda sexta-feira às 7:45pm, pra indicar o início do fim de semana. Me sinto morando na Disney, com o plus da praia.

10. Os piqueniques em Magic Island pra ver os fogos do Aloha Friday, ou aos domingos, para curtir o dia na praia.

11. Porque até alerta de tsunami vira festa com violão.

12. Poke, poke, poke. Melhor modo de comer peixe. Ever. (Barato. Informal. Imbatível.)

13. Dirigindo com aloha: apesar de sempre ter um ser do limbo que não seja paciente, em geral dirigir no Hawaii é muito tranquilo, porque os motoristas tendem a ser educados e pacientes, cedendo o lugar e a vez pro seu carro. E, para agradecer, ainda fazem o shaka (que a gente chama de hang loose).

14. A língua havaiana misturada do dia-a-dia. Pau hana com pupus. Ser akamai. Descontos para kama’aina. Por favor, kokua com os keikis e os kupunas. Moro mauka. O laboratório fica makai. Mahalo. A hui hou. Tudo lindo – ou melhor, tudo aloha.

15. Kaka’ako, o bairro onde trabalho e que promete ser a sensação de Honolulu daqui a uns 5 anos (os planos são bem ambiciosos), hoje é uma galeria de grafite a céu aberto, com os artistas havaianos soltando a criatividade, e restaurantes estrelados que começam a pipocar. Adoro essa atmosfera de mudança positiva.

16. Ar limpo. Estar no meio do Pacífico, longe dos grandes focos geradores de poluição e com uma densidade urbana relativamente pequena, colabora para que o Havaí tenha uma ótima qualidade de ar comparado com a maior parte das cidades do mundo. Apenas nos dias de vog (1 vez por mês, mais ou menos), a cidade fica um pouco menos respirável – mas eu até relevo, porque sei que o vog é a indicação de que temos um vulcão ativo ali pertinho, a uma hora de vôo… (#lavajunkie). Mas em geral, a clareza ríspida com que vemos o horizonte é, para mim, um ótimo sinal de saúde. Para uma asmática como eu, isso sim é o paraíso. [respira fundo]

17. Estacionamento de prancha de surfe no meio da rua, que outro lugar do mundo tem? E prédios que anunciam: “2 vagas para carros na garagem e 2 vagas de prancha”?

18. Cansei da urbanidade nagô? Então dirijo 15-30 minutos e escolho uma praia “deserta” preferida do dia, pra leste ou pra oeste. Ou pro norte.

19. Cansei do clima hippie-surf-chinelo havaiana-woodstock? Quero me sentir numa urbe de verdade? Vou ver o jazz no The Dragon Upstairs ou no Jazz Minds Art & Café. Ou ver um concerto da Hawaii Symphony Orchestra no Blaisdell Center. Ou uma peça no Hawaii Theatre. Ou visitar as galerias de arte do downtown. Ou visitar o Honolulu Museum of Art, com sua coleção notável de arte asiática – e sua filial no Tantalus, o Spalding House, com arte contemporânea. Ou comer numa das dezenas de restaurantes estrelados. Ou (para quem gosta) fazer compras nas lojas badaladas de sempre. A cidade não é uma NY ou Londres, claro, mas tem bastante pra se entreter se você não curte o estilo outdoor.

20. Cansei do clima praia, mas não quero voltar pra cidade, quero continuar em contato com a natureza? Vou ali então fazer uma caminhada pelo Manoa Falls. Uma trilha no meio da floresta que termina numa cachoeira. Ah!

21. Tantalus Drive, uma floresta tropical bem grande dentro da cidade na encosta de um morro, com vista pro mar. Onde podemos respirar o verde e sentir o friozinho de mais cachoeiras. E nós cariocas achando que éramos os únicos com esse privilégio…

22. Free wifi. Na cidade. Graças aos diversos hot zones espalhados pela prefeitura no projeto Kokua. Em 2011, a cidade foi eleita a mais digital dos EUA.

23. Os diferentes pontos para se ver o pôr-do-sol, todos lindos e de emocionar. Ala Moana. Diamond Head Lighthouse. Magic Island. Hawaii Kai. Kewalo Park. Waikiki. Kaimana Beach. Punchbowl Crater. Tantalus Park. Top of Waikiki. Ala Wai Harbor. Kuhio Beach. Ko’olina. Kaena point. Duke’s tomando maitai. Escolha o seu e se embasbaque.

24. Ah, e se o horizonte estiver limpo, sem nuvens e sem poluição, a chance de ver no momento do pôr-do-sol o green flash, raro fenômeno óptico, é maior. O Hawaii é um dos melhores lugares do mundo para se ver o green flash.

25. Falando de fenômenos ópticos… arco-íris. De novembro a março, praticamente todos os dias; no resto do ano sempre que chove fino. E como chove quase todo dia nos vales, essa garoinha deliciosa gostosa com um sol lindo, é só olhar pras montanhas e eis os arco-íris. Singles, duplos e já vi um triplo. Totalmente emocionante. É o estado do arco-íris, e o desenho está inclusive nas placas dos carros por ser tão comum de se ver.

26. “Eu moro onde você passa férias” é um bom lema para se escolher uma cidade para viver, pelo menos para mim. É uma sensação deliciosa andar pelas ruas e ver as pessoas curtindo a cidade, sempre de bom humor e encantadas, um clima leve e sorridente no ar. E eu adoro brincar de turista, ir nos points onde eles estão, interagir com as pessoas. Então, fica aquela sensação como se eu estivesse também de férias, e cada vez que vou a Waikiki ou a Hanauma Bay dou uma descansada extra nos neurônios.

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Eu poderia ficar aqui listando mais uns 100 motivos pelo menos, mas vou só cansar todo mundo e ser ainda mais malla. 😀

Então deixo o desafio: QUAL O SEU MOTIVO PARA AMAR HONOLULU? 

Tudo de bom sempre.

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Ah, a foto da Sexta Sub láááá em cima do post? Sou eu nadando em Waikiki, em frente a Rainbow Tower do Hilton. 🙂

 



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