5 dias (de fika) em Gotemburgo, Suécia

por: Lucia Malla Europa, Outros Roteiros da Malla, Suécia, Viagens

No verão passado, visitei a cidade de Gotemburgo na Suécia (Gothenburg em inglês, ou Göteborg em sueco). Confesso que a cidade não constava na minha lista de viagens ou locais que sonho conhecer. Visitá-la foi portanto uma destas serendipidades que a vida nos oferece e que a gente abraça com curiosidade.

André fora convidado para dar uma palestra num congresso científico na cidade. Resolvi aproveitar indo junto de férias. Meu sogro também se juntou nessa “balada escandinava”, andando pra cima e pra baixo pela cidade. Antes de viajar, achei poucas informações sobre Gotemburgo que me interessaram. Então decidi que o roteiro seria mais folgado.

Deixo um roteiro de 5 dias que não segue exatamente a ordem que fiz quando estive em Gotemburgo. Rearranjei alguns detalhes para ficar mais eficiente e relax. Acho que cinco dias é mais que suficiente para conhecer e aproveitar Gotemburgo com calma. Mas se você tem menos dias na cidade, talvez um condensadão deste roteiro funcione. Por exemplo, pode juntar os dias 2 e 4. Enfim, possibilidades à vontade. Portanto, se você um dia cair de para-quedas nesta cidade cool da Suécia e estiver no clima de o-que vier-é-lucro… Este é o seu roteiro.

Informações Básicas

Temperatura

Gotemburgo fica na costa oeste da Suécia, numa latitude um pouco abaixo de Estocolmo. Como fui nos primeiros dias do verão no final de junho, os dias eram longuíssimos. O solstício de verão tinha sido uma semana antes. Praticamente nunca escurecia. À noite o que acontecia era um twilight apenas e o céu nunca ficava pretão.

Apesar desta ser considerada a época mais quente/ensolarada do ano, estava ainda friozinho à tardinha para meus padrões tropicais (sou muito friorenta!) e usei bastante cachecol e meia 3/4 de lã. Choveu bastante. A temperatura média era em torno de 16ºC, mas ao meio-dia o calor era ok. O problema é o vento. Afinal, Gothenburg está na costa e venta bastante, principalmente à beira do canal principal da cidade.

Aeroporto

Gotemburgo é bem servida de vôos das principais cidades européias e a SAS é a empresa aérea sueca de maior importância. O aeroporto internacional de Landvetter fica a uns 40 minutos da cidade e é super-ajeitadinho, apesar de pequeno. Na nossa volta para casa saímos num vôo de manhãzinha. Decidimos portanto dormir uma noite no Landvetter Airport Hotel, a menos de 200m do aeroporto. São menos de 5 minutos de caminhada até o balcão de check-in do aeroporto, muito fácil. O hotel é super-conveniente, muito bom. Começa a servir café da manhã às 4:30am para aqueles que, como nós, voariam cedo. O café, aliás, é nota 10, estilo sueco, cheio de peixes defumados, geléias e pães maravilhosos.

Ferry nosso de cada dia…

Acomodações

Na cidade de Gothenburg, nós ficamos em 2 hotéis, ambos fora do centro, do outro lado do rio Göta. Passamos uma noite no Quality Hotel 11, em Eriksberg, e depois 4 noites no Radisson Blu Riverside, em Lindholmen, dentro do Science Park da Universidade de Chalmers. O Quality Hotel 11 é simples e eficiente, só achei meio fora de mão. Já o Radisson Blu Riverside me encantou pela temática científica e pela localização ao lado do lindíssimo Kuggen. Meu sogro ficou no Radisson Blu Scandinavia, e também achou um ótimo hotel. Cuja localização, aliás, era bem mais central e conveniente. Nos três hotéis, o café da manhã estava incluso, super-farto, em estilo sueco.

Transporte público

Nós literalmente andamos por Gotemburgo, porque o clima do verão permitia, e pegamos o mínimo possível de bonde, ferry ou ônibus. No geral, achei a cidade facílima de se caminhar. Com um mapa como o do escritório de turismo, é fácil que você faça bom proveito da cidade à pé. Mas para quem não quiser encarar quilômetros de caminhada, a cidade oferece o City Card, que além de transporte, dá direito à entrada gratuita em diversos museus e atrações da cidade, ou passes de 3 ou 7 dias, compráveis em qualquer loja Pressbyrån (a maior rede de conveniência da cidade).

Fika

O que eu mais curti na Suécia foi descobrir sua culinária, super-diferente e rica. E exercer o direito de fika, uma das tradições suecas mais deliciosas. Basicamente, é uma “hora do cafezinho” versão escandinava, uma parada no meio do dia para comer um docinho, apreciar um café gostoso enquanto se bate um papo com os amigos de forma descontraída. Um momento de socialização, que alguns acreditam ser o responsável pela eficiência sueca. Não saia de Gotemburgo sem pelo menos uma vez sentar num café para uma fika porque é nesse momento que os suecos se revelam mais interativos e sorridentes.

5 dias em Gotemburgo

Prepara um drip coffee para a fika, por favor, moço! <3 #MelhorCafé

(Para uma cafeinômana latina como eu, a pausa da fika só me fez cair de encantos imediatos pela cidade e minha estadia se tornou uma grande e contínua fikação. 😛 )

Dia 1 – Beira-rio

Começamos a manhã andando pela beira do rio Göta em Eriksberg. No passado, o bairro tinha um grande estaleiro, que faliu na década de 70. Mas deixou para trás um grande guindaste com o nome do bairro, que hoje é marca registrada da região. Eriksberg hoje é residencial moderna e o calçadão é super-delicioso, com alguns cafés para sentar e passar o tempo entre as inúmeras marinas. No dia em que andamos ali, como era início do verão, diversas famílias passeavam com crianças e bebês.

Num dos píers está estacionada uma réplica do veleiro Götheborg, um dos maiores veleiros de madeira do mundo e que cruzou os mares nórdicos no século XVIII. Há visitas guiadas para ver o navio por dentro – nós não fizemos porque os horários são bem restritos, mas fiquei com bastante vontade…

O que mais me encantou pelas ruas de Eriksberg, na verdade, foi descobrir diversas hortas comunitárias e perceber o quanto as construções suecas estão pensando em sustentabilidade e economia verde em seus detalhes – a quantidade de telhados “verdes”  e carregadores para carro elétrico que vi foi incrível.

Em Lindholmen

Uma das muitas hortas comunitárias de Gotemburgo. <3

A caminhada terminou em Lindholmen, no campus da Chalmers University. Ali está o Kuggen, e uma série de prédios de arquitetura moderna inspiradora. Dentro do Science Park, dá pra dar uma olhada nas pequenas exposições de trabalhos científicos suecos e se inspirar. Há poucas opções de almoço nesta área e as mais interessantes são os food trucks.

Entretanto, basta atravessar o rio de ferry e descer na estação Stenpiren, entre os bairros de Inom Vallgraven (o centro da cidade) e Nordstaden, para estar perto de diversos restaurantes, padarias e cafés deliciosos na Västra Hamngatan (gatan = rua). Como a padaria Brogyllen, que oferece na fika um cinammon roll dos sonhos além de diversos sanduíches e quiches tradicionais. Outra sugestão é descer do ferry na estação Lilla Bommen, só para dar uma espiada rápida no barco Viking que fica ancorado ali.

Museu de Gotemburgo e praça Gustaf Adolf

À tarde, nós ficamos pela região de Inom Vallgraven, que é lotada de lojas e cafés. Andamos pela beira do canal de Stora Hamn, onde fica o imponente prédio do Museu de Gotemburgo (Stadsmuseet). A caminhada até a praça do Brunnsparken é extremamente agradável; passamos pela praça Gustaf Adolf, onde uma estátua marca e celebra este que foi o fundador da cidade. Tudo estava florido, as pessoas animadas nas ruas. Tomamos um sorvete delicioso num quiosque da praça e visitamos o escritório de informação turística da Ostrahamng.

O melhor bartender do mundo

À tardinha (com sol em pino ainda!), nos direcionamos para o super-trendy Norda Bar, que fica dentro do Clarion Hotel Post. Este bar é famoso por seu mixologista bartender Dosa Ivanov, escolhido em 2015 como o “melhor bartender do mundo” – é, eu sei, esses títulos são extremamente parciais. Mas fato é que Dosa estava lá quando fui. Troquei umas palavras rápidas com o sorridente bartender e mais admirei a facilidade e paixão com que prepara seus drinks. Tomei seu signature drink, o Grand Horizon (receita aqui), e foi realmente maravilhoso. Ficamos para jantar no Norda, que oferece um cardápio eclético razoável a um preço mais salgado que bacalhau norueguês.

Dosa Ivanov, o melhor bartender do mundo, em ação no bar do Clarion Hotel Post.

Dia 2 – Visita a museus

Depois de um primeiro dia light, o segundo dia em Gotemburgo seria dedicado a muitas caminhadas. A idéia era explorar as ruas da cidade à pé, sentindo a vibe do lugar. Entretanto, o tempo estava meio nublado/garoa e a cautela falou mais alto: tomamos o rumo dos museus, se possível à pé.

Relembrando a Copa da Suécia

Curto muito futebol, então saindo de Brunnsparken, nós ~tínhamos~ que seguir pela Slussgatan até o clássico estádio de futebol Ullevi, onde em 1958 entrou em campo pela primeira vez no time brasileiro um jogador chamado Pelé, no jogo Brasil x União Soviética (ganhamos de 2×0, gols de Vavá) pela Copa do Mundo de 1958 – Copa esta que o Brasil ganhou, by the way. Hoje o estádio mantém o look vintage da Copa de 1958 e na frente de seu ginásio, uma pequena estátua do jogador sueco Gunnar Gren, o ídolo sueco da mesma Copa. Gren nasceu em Gotemburgo, portanto a homenagem no Ullevi é mais que compreensível.

Na Götaplatsen

Do estádio continuamos andando pela Park Gatan, a rua que margeia o parque, explorando o bairro de Heden. O bairro tem ruas mais largas, e em poucas quadras a gente chegou na Götaplatsen, o quadrilátero/praça da Berzeliigatan (rua Berzelius) formado pelo Museu de Arte de Gotemburgo, a Biblioteca da Cidade,  o Centro de Arte Contemporânea e o Teatro Nacional de Gotemburgo. Como chovia um pouco, entramos no Museu de Arte para apreciar. O que, por fim, terminou sendo uma decisão excepcional. Separe pelo menos uma hora para mergulhar na arte sueca.

Já era hora do almoço e paramos ali perto no minúsculo e stylish Viktors Café (na Geijersgatan) para comer uns sanduíches/salada. O café deles, por sinal, é excelente. Merece uma parada de fika também.

Universeum

Não sei por quê, mas gostei tanto da entrada do Universeum… #SharkFeelings

Como o tempo não colaborava, andamos pela Södra Vägen até o Universeum, o Centro de Ciência e História Natural da cidade de Gothenburg. Era verão e o Universeum estava lotado de crianças . Afinal, o museu é totalmente voltado para elas. Gostei muito de ver como eles organizaram a parte da floresta tropical. É, aliás, um ótimo exercício fazê-la completa, cheia de escadas e rampas.

A parte Water’s Way, que mostra o trajeto da água no mundo e na cidade, também é uma forma interessante de integrar a ideia de conservação de água à toda a exibição. O Aquário dentro do Universeum também é decente e eficiente, sem grandes destaques. Havia alguns tubarões para tirar um sorriso desta malla.

(Atrás do Universeum fica o Liseberg Park, um parque de diversões estilo antigo Playcenter de SP. Não fui nele, mas me pareceu outro passeio ótimo para famílias. #FicaAOpção)

Museu da Cultura Mundial

Ao lado do Universeum, fica o Museu da Cultura Mundial, que foi sem dúvida meu predileto na cidade. O museu é formado por diversas galerias, com artes de todos os estilos vindas dos mais variados cantos do planeta. É uma celebração das culturas do mundo mesmo e no dia em que fomos havia uma exposição fotográfica chamada “Afghan Tales” com imagens de um Afeganistão que nunca vemos nos noticiários. Principalmente, me encantei com as fotos de um dos parques nacionais do país. O prédio do museu também é um show à parte, com um vão central enorme perfeito para relaxar depois de tanta caminhada.

Dica de restaurante de comida sueca

Degustação de defumados, queijos e patês suecos no Smaka. Absurdamente delicioso.

À noite, queríamos provar culinária sueca de verdade. Tanto no hotel em que estávamos quanto no escritório de turismo nos sugeriram o restaurante Smaka. No início, desconfiei de tanta “indicação”, mas resolvemos encarar mesmo assim. Ainda bem que fomos… Porque foi a melhor refeição que tivemos em Gothenburg! Comida autêntica sueca, com vários peixes e frutos do mar salgados e defumados, ovas, patês e afins, num preço extremamente razoável. Neste jantar, estávamos em 4 pessoas e absolutamente tudo que pedimos estava gostoso. Não deixe de provar as almôndegas suecas, sensacionais.


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Dia 3 – Marstrand

Gotemburgo é uma das mais importantes cidade portuárias da Suécia e tradicionalmente comercial, devido principalmente à sua geografia. Afinal, é uma área de wetland cortada por um rio que deságua num arquipélago na costa, cujas ilhotas protegem o wetland dos grandes swells do Mar do Norte. Hoje, este arquipélago é destino certo de verão para os moradores locais – e os turistas incautos que a visitam. Há diversas opções de day trips para conhecer algumas destas ilhas. Você pode ir usando o City Pass, que inclui o transporte de ferry.

Minha sugestão: não tente fazer pinga-pinga. Escolha uma ilha e aproveite-a com calma.

Mini-cruzeiro a Marstrand

Nós optamos, entretanto, por fazer um mini-cruzeiro para Marstrand, um vilarejo fofíssimo considerado o coração do arquipélago. Os suecos consideram Marstrand uma “cidade” desde 1200 (mas com menos de 1500 habitantes, veja bem…). Marstrand está mais ao norte da costa oeste e o trajeto de Gothenburg até lá leva cerca de 1h e meia, saindo da estação Lindholmen. No barco, além das explicações dos guias, um bar com snacks e serviço de buffet para almoço ou janta (no trajeto da volta, apenas).

A principal atividade em Marstrand é velejar. Afinal, sua marina nunca congela, mesmo no inverno. Logo na chegada, vimos ali inúmeros veleiros e windsurfs de todos os modelos e estilos, se preparando para alguma competição.

Visita ao Carslten

Além de velejar, Marstrand também tem o Carlsten, um forte construído pelo Rei Carl X da Suécia para proteger a costa sueca dos inúmeros ataques dos vizinhos nórdicos, e que vale muito a pena ser visitado. A caminhada pelo forte é muito agradável. Depois de apreciá-lo, sobrou ainda bastante tempo para se perder pelas ruazinhas do vilarejo, sentir um pouco da vibe sueca ilhéu temperada. A cidade tem um ar bucólico delicioso e dá uma preguiça gostosa na gente…

E claro, em Marstrand fizemos mais uma fika básica, antes de encararmos o trajeto de volta.

Dia 4 – Mercados, Haga e Vasa

Acordamos cedo para chegar no Feskekôrka na hora de sua abertura ao público, às 8 da manhã. Feskekôrka em sueco significa “Igreja do peixe”, e é o mercado sueco de peixes e frutos do mar. Quando viajo, curto muito visitar mercados, então o Feskekôrka era praticamente obrigatório no roteiro. O prédio é inspirado em capelas neogóticas e sem pilares internos. Apesar de pequeno, o Feskekôrka oferece uma variedade e qualidade incrível de produtos do mar Báltico. Para quem curte, aqui é o lugar para provar um salmão fresco.

Em Haga

Do Feskekôrka, partimos andando para explorar o histórico distrito de Haga, famoso por seus cafés de fika e lojinhas de arte, souvenir e antiguidades. Claro, mal chegamos no Haga e sentamos para uma fika ~básica na En Deli Haga, um café vegetariano/vegan na rua principal do bairro, a Haga Nygatan. O Haga deve ser explorado à pé, com calma. De preferência, admirando os predinhos de madeira super-bem preservados que no passsado eram residências de trabalhadores braçais. E que hoje se tornaram point cool da cidade.

Ainda em Haga, subimos até o Skansen Kronan, uma fortificação do século XVII que fica em cima de um morro com uma vista ótima da cidade e seus guindastes. A fortificação foi construída para se proteger dos dinamarqueses, que costumavam invadir a cidade no passado. Hoje, a área é um parque e usado para eventos privados. A subida cansa um pouquinho, mas num dia nublado de verão é agradável.

Skansen Kronan.

No Vasastan

De Haga, seguimos para o bairro de Vasastan, onde ficam a Igreja de Vasa, construção neoromana no meio de uma praça, o campus principal da Universidade de Gotemburgo no Parque de Vasa, e o Röhsska Museum – o Museu da Moda e Design. A Suécia em geral tem excelentes designers contemporâneos, portanto o museu é uma boa oportunidade de ver uma seleção dos nomes mais famosos locais e internacionais. Vasastan é também o bairro da gastronomia, e o estrelado do Michelin Koka, de culinária da costa oeste sueca, fica aqui.

Caviar de colherada.

Vazamos do Vasastan pelo Avenyn até o Kungsparken, beirando um canal que te deixa no Stora Saluhallen, o Mercado Municipal de Gotemburgo. Dentro do mercado, todo tipo de defumados, queijos, caviares e doces escandinavos que você pode imaginar. Muitas frutinhas também. O mercado fecha às 18:00 e nós estávamos ali umas 16:00. Portanto um ótimo momento e lugar para… Mais uma fika. 😛 #Fikação

Dica de pub

O que não falta nesta região perto do Saluhallen são restaurantes, clubs e cafés. De noitinha, tínhamos combinado de ir a um pub. Apesar da distância, encaramos a caminhada até o Ölrepubliken para o happy hour. O bar tem mais de 30 variedades de cervejas on tap, mais um monte em garrafas. Várias delas produzidas localmente. Além de um menu de alimentação razoável. Provei a que os colegas suecos sugeriram, uma IPA da cervejaria local Beerbliotek (“a library of beers” de acordo com seu website). Muito gostosa.

Dia 5 – Jardim Botânico

Dediquei o último dia inteiro em Gotemburgo a um passeio “florido”: a visita ao Jardim Botânico de Gotemburgo. Este jardim botânico é um dos maiores da Europa, com mais de 16.000 espécies de plantas vindas de todos os cantos do planeta. Sua localização é um pouco afastada da cidade. Nós por fim pegamos 2 bondes para chegar lá. Mas não deixe que isso te desanime. Vale muito a pena passar o dia neste parque lindo, que já foi considerado o parque mais bonito da Suécia!

Um dos prédios do complexo do Jardim Botânico.

Como o Jardim Botânico é enorme e está num terreno em aclive, prepare-se para subir. Vagarosamente, mas ainda assim, subida. Há diversas trilhas possíveis para se explorar o local. Aliás, o mapa que eles oferecem é excelente para escolher “a sua trilha”. Na semana em que fomos, havia umas instalações artísticas no meio das plantas em alguns pontos do parque. Curti.

Point de piquenique

A maioria das pessoas que visita o Jardim Botânico leva algo para fazer um piquenique. Afinal, são tantos recantos fofíssimos e agradáveis para se sentar na grama que esta é realmente a melhor opção. O local é um convite a uma fika especial com os amigos. Por exemplo, vi um chá de panela acontecendo na seção de plantas do deserto, com a noiva vestida de vaquinha (!?!?!?!). Mas, para quem não quer piquenique, a única opção é o café/restaurante AnyDay, pertinho da entrada principal do Jardim.

Chá de panela/piquenique sueco no Jardim Botânico de Gotemburgo.

Passei o dia inteiro no Jardim Botânico – e não vi tudo.

Saldo da viagem

Era meu último dia na cidade. O saldo era de que Gotemburgo, afinal, foi uma agradabilíssima surpresa. A cidade me deixou com esse cheiro de flor selvagem do Jardim Botânico na memória – e do café quente da fika no coração.

Tudo de bom sempre.

Para viajar mais por Gotemburgo

  • Pros amantes de cafés, o Dear Coffee lista e resenha vários deles pela cidade. E para brunches, esta outra lista também é espetacular. Ou ainda esta. (Haja fika…)
  • O melhor recurso para visitar a cidade é seu site oficial de turismo. Muito eficiente.
  • Um passeio que ficou na minha vontade foi a visita a Tanum, um sítio arqueológico considerado patrimônio mundial da UNESCO. Ali, ficam vários resquícios da Era do Bronze Nórdica. Além de uma série de pinturas rupestres e petroglifos super-bem-preservados podem ser visitados. Tanum fica ao norte de Gotemburgo, a 2h de ônibus expresso. Portanto, é um passeio de um dia inteiro. Quem sabe, da próxima vez que for à Suécia… Afinal, sonhar não custa nada, não é mesmo? 🙂

Gustaf Adolf, o fundador de Gotemburgo.

 

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