Sexta Sub: Parte 6 – snorkel em Nukuatea, Wallis & Futuna

por: Lucia Malla Melanésia, Polinésia, Sexta Sub, Wallis & Futuna

Um dos dias mais incríveis e relax da minha vida.

Nukuatea

Foi assim que rankeei minha experiência em Nukuatea, em Wallis & Futuna, no último dia do ano de 2011. A ilhota ou motu, que fica ao sul da ilha de Wallis, foi o nosso destino do dia para piquenique. Era sábado e uma “viagem” de barco de apenas 20 minutos nos separava do píer ao sul de Wallis para aquele pedaço de paraíso novo.

Explorando Nukuatea de cima

Assim que chegamos, fui “depositada” na praia principal. André foi mergulhar com o Pascal, e fiquei ali aproveitando Nukuatea sozinha. Uma ilha bem pequena, com uma cruz/capela no topo do único morro, como é comum em todos os motus que circundeam Wallis, capitaneados que são pelo cristianismo dos missionários. Comecei minha exploração da ilha por lá, encarando a escadaria para o céu.

Praia de Nukuatea vista de cima

A vista lá de cima era, como esperado, inacreditável de linda. O mar do sul do Pacífico em todos os seus tons lindos de azul e ciano. Dava pra ver perfeitamente o “colar” que a barreira de corais forma ao redor da ilhota. E também perceber o quanto a Îlot de St. Christophe estava perto de Nukuatea, distante a uma simples caminhada pelas águas mornas e rasas do canal.

Ilha deserta

Depois de descer do santuário do morro, fui dar uma andada ao redor da ilha. A cada recanto, uma nova paisagem e vista mais encantadora. Passei boas horas simplesmente fazendo nada, olhando para o céu azul, contemplando e sendo banhada pelo Pacífico, completamente desestressada – mais saudável descanso físico e mental não há, garanto.

Nosso barco ancorado, solitário.

O silêncio era delicioso, só o barulhinho das marolas quebrando calmamente na areia e alguns pássaros cantando. Ninguém mora em Nukuatea, mas alguns wallisianos vão ali passear, descansar ou pescar. Ou snorkelar, o que era nosso caso.

Uma volta por Nukuatea – pelo mar

Bastou André voltar do mergulho para que começássemos nossa exploração com snorkel das ~áreas rasas~ de Nukuatea. Não nos impusemos dar a volta na ilha. Nosso plano era, enfim, ir circundeando a barreira de corais até quando desse. E se cansássemos, voltaríamos então para a praia.

Mas, claro, assim que colocamos máscara e pé de pato e vimos o que nos esperava embaixo d’água, os planos mudaram. Uns corais lindíssimos, saudáveis e com muita vida ainda. De modo que fomos seguindo a barreira, admirando e se emocionando a cada pernada que nos levava para um ponto novo do coral. Nukuatea é tão pequena que, quando nos demos conta, tínhamos dado a volta na ilha pela água em pouco mais de uma hora.

Nukuatea - snorkel Wallis & Futuna

Mas que uma hora… Não havia um pedaço sequer de coral mal-tratado – todo o ecossistema era saudável, lindo como deveriam ser todos os corais do planeta. O baixíssimo impacto turístico no local certamente colabora para a qualidade da vida marinha que ali floresce.

Relax na praia

Quando chegamos de volta à ilha principal, um grupo de franceses moradores de Wallis havia aportado também. Eles queriam aproveitar o sabadão de sol em Nukuatea, ora pois. Ficamos na água batendo papo, até que o Pascal voltou para nos buscar e levar de volta a Wallis. Naquele dia de tranquilidade, o único mantra que veio a minha cabeça era o do Ina. Afinal, a vida é boa e cheia de possibilidades.

Numa ilha deserta do sul do Pacífico, este mantra fez ainda mais sentido.

Tudo de bom sempre.

Para ler os outros posts da mini-série sobre Wallis & Futuna

PARTE 1 – Chegada

PARTE 2 – Atrações

PARTE 3 – Mergulho

PARTE 4 – Curiosidades

PARTE 5 – Igrejas 

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