Pimenta de Ação de Graças

por: Lucia Malla Ásia, Comes & bebes, Coréia do Sul

Hoje é dia de Ação de Graças, um grande feriado nos EUA. Comemorei por 3 anos lá: uma vez em casa no frio de Boston, uma vez no frio do Cape Cod (em ambas com a mesma família, com quem morava), e um ano com um peru de 25 lb (!!!!) para 4 pessoas em Honolulu na minha casa – uma coisa bem “ohana”… O peru ficou rodando um mês depois lá em casa, virou sanduíche e todos os pratos imagináveis à base do dito cujo.

Peru de Ação de Graças

Ação de Graças na Coréia do Sul

E hoje estou aqui, na Coréia do Sul. Aqui não é feriado, foi Ação de Graças em setembro, quando aproveitamos o feriado nas Filipinas. A comida da cafeteria onde almoço foi a mesma de sempre: sopa com pimenta, frutos do mar com pimenta, repolho com pimenta… ah! e galinha com maionese. (Vale ressaltar que eu sou alérgica a pimenta, portanto almocei bastante hoje…) Coreano adora uma pimenta, em tudo e em todas as refeições. Mas nada de peru. E por isso eu pus essa foto do peru assado do meu primeiro ano nos EUA, em Boston, 2000: a primeira vez a gente nunca esquece.

Mas tô com desejo de comer um peru assado, com purê, geléia de cranberries, bastante farofinha… Humm.. Que delícia! Não sou americana, mas confesso que gosto do dia de Ação de Graças pela comilança. E aqui no meio da Coréia não tem peru assado, aliás não tem nem carne direito. (Para os desavisados, um bom bife de boi no supermercado custa cerca de 100 dólares/kg. Amigos, ainda não brota dinheiro na plantinha da minha sala…)

Kalbi

Acho que a minha chefe percebeu minha “tristeza” e me levou pra jantar num kalbi. Kalbi é um churrasquinho à la Coréia, onde você assa sua carne (vaca ou porco) na mesa, e vários pratinhos com outras guloseimas são servidos. Essas guloseimas incluem obviamente um monte de pimenta com repolho e tudo o mais que vocês imaginarem. Mas pelo menos 30% da mesa estava desapimentada, então pude aproveitar e comer. Não é um peru assado Brastemp, mas quebrou o galho. No calbi, a carne é cortadinha em quadrados, e você faz uma “trouxinha” com as folhas de alface servidas, e recheia sua “trouxa” com o que quiser – o tradicional é carne com molho de pimenta, mas eu ponho geralmente alho frito. É talvez a comida coreana que mais me atrai, por causa do lúdico de fazer a comida na mesa. Fico sempre brincando com o fogo – sou sagitário, signo do fogo…

Restaurante de kalbi - coreano com pimenta
(Essa foto foi tirada num restaurante de kalbi em Jeju Island, ao sul da Coréia, onde fomos em maio mergulhar. Por isso minha roupinha “light” – hoje em dia, não dá para sair assim aqui, ia virar pingüim.)

Como fazia nos EUA, tirei a noite de hoje pós-kalbi para preparar a casa pro Natal. Arrumei a árvore, lavei o chapéu de Papai Noel, pus enfeites nas plantinhas e amarrei uns penduricalhos natalinos no rabo do Catupiry (o ser miante que co-habita aqui) porque afinal, ele também tem que entrar no espírito da coisa.

😉

Tudo de bom sempre.



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