Última atualização do roteiro “Nova Zelândia em 12 dias – Cruzamento para a Ilha norte, Wellington e Rotorua”: 08/dezembro/2019
Roteiro Nova Zelândia em 12 dias – Dia 7
Pois era dia de se despedir de Kaikoura. O que me deixa por certo com uma dorzinha no coração… Acordamos cedíssimo para ir de novo ver os leões marinhos no parque. Qual não foi nossa surpresa quando mal chegamos no estacionamento e vimos vários descansando na passarela e no asfalto!
Como era feriado, então a maioria dos cafés não estava aberto. Decidimos então procurar um lugar na estrada pro café da manhã, já a caminho de Picton.
Trilha do Ohau Stream
Antes do café, paramos em Ohau Stream, para vermos a outra colônia de fur seals de Kaikoura. Fizemos a caminhada até a cachoeira de Ohau, que é super-agradável. Aliás, a estrada oceânica que sai de Kaikoura rumo ao coração de Marlborough é linda. Outro trajeto incrível e recomendadíssimo da Nova Zelândia.
Leia mais: o que aconteceu com Ohau depois do terremoto de 2017.
Tínhamos hora marcada pra passagem de ferry. Afinal, hoje cruzaríamos da ilha sul para a norte da Nova Zelândia. Portanto, a decisão era “pra frente, sempre”. Só que já estávamos há mais de uma hora sem café… O que para os cafeinômanos (eu inclusa) era motivo de nervosismo. Então decidimos parar no primeiro lugar da estrada que estivesse aberto.
O desespero cafeínico compensou. Paramos no The Store em Kekerengu, um café simpaticíssimo, com uma arquitetura colonial bem aconchegante e horta orgânica. Além da vista pra uma praia linda. Logo outro problema apareceu: não queríamos sair dali mais! 😀
Em Picton para a Travessia para Wellington, Nova Zelândia
A estrada pra Picton passa por inúmeros vinhedos. A maioria deles ficou anotada mentalmente para uma próxima viagem. Em Picton, chegamos a tempo de comprarmos um almoço no Seabreeze Café para levar na travessia do ferry.
A viagem de ferry para a Ilha Norte é uma atração a parte. É sem dúvida alguma uma das travessias de ferry mais lindas do mundo, como a companhia propagandeia com razão. Assim que sai de Picton, o ferry atravessa o Queen Charlotte Sound, o Tory Channel e o Marlborough Sound. Nestes sounds, há abundância de prainhas, baías e uma vegetação verde-lindo. Muita água-viva. Além de diversas fazendas de ostras. Quando o ferry finalmente chega ao fim do Marlborough Sound, uma tristezinha no coração. Afinal, é hora de dizer tchau para a ilha sul.
O estreito de Cook estava calmíssimo no dia em que atravessamos. Durante as 2 horas restantes de travessia pelo mar, ficamos vendo um show de mágica na área de crianças do navio. Até que Wellington, capital da Nova Zelândia, começou enfim a aparecer no horizonte. Estávamos no rumo certo para Wellington e Rotorua.
No Jardim Botânico de Wellington
Depois de devidamente instalados em downtown Wellington no James Cook Hotel, fomos então andar de cable car. Este é o bondinho histórico famoso que liga a parte baixa à parte alta da cidade. Lá em cima fica o Jardim Botânico de Wellington, onde fizemos uma caminhada longa e muito agradável. O vale onde fica o Jardim Botânico é exatamente onde passa a falha tectônica que corta Wellington. Esta falha geológica torna a cidade muito vulnerável a terremotos.
Dentro do Jardim Botânico, a seção de samambaias foi a minha favorita. Mais pela variedade de espécies que a Nova Zelândia tem. Também adorei o Jardim Australiano.
A trilha terminou no Jardim de Rosas Lady Norwood, onde várias pessoas faziam piquenique. Viajei que o jardim seria o local perfeito para um encontro entre casais apaixonados de final de filme… #suspiros
Caminhada pelo downtown
Para voltar para o centro de Wellington, o caminho mais fácil é o que cruza o Bolton Street Memorial Park. Este Memorial Park é um antigo cemitério cortado pela construção de uma rodovia. A caminhada pelo cemitério é agradável.
Desembocamos então perto do Beehive, o prédio do Parlamento neozelandês. Devido ao feriado, o downtown Wellington estava às moscas. Apenas na área do píer, onde ficam restaurantes e bares, havia um pouco mais de movimento. Jantamos no italiano Portofino, onde os green mussels estavam excepcionais.
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Roteiro Nova Zelândia em 12 dias – Dia 8
Pelo planejamento, esse era o primeiro dia livre do nosso roteiro, em que cada um podia fazer o que quiser. Ainda assim, todos decidimos ir ao Te Papa Museum, passeando pelo waterfront de Wellington de manhã. O café da manhã foi no café do museu, de onde já entramos direto para as exibições.
Visita ao Museu Te Papa
O Te Papa é um museu gratuito, e tem diversas exposições, permanentes e temporárias, sobre tudo relacionado à Nova Zelândia. Vai desde cultura maori à volcanologia, de fauna à história recente. No dia em que fomos, a Air New Zealand estava patrocinando uma exposição em comemoração aos 75 anos da empresa sobre cultura popular neozelandesa durante este período.
Mas a parte do Te Papa que mais amo é sem dúvida a de geologia. Por causa de todos seus painéis explicando detalhes do aquecimento global, dos terremotos, etc. Ainda visitamos a única lula gigante em exposição no planeta. (E que teve seu processo de coleta e formolização viralizados na internet.). Além das galerias de arte moderna e contemporânea neozelandesas, com trabalhos muito interessantes.
A exposição sobre selfies também faz sucesso. Estava ao lado de um espelho côncavo/convexo para brincarmos com a física óptica da coisa. Meu sogro, que é físico, disse que podia explicar a equação por trás do fenômeno, caso quiséssemos. #FamilyScience
Shaaaaarks!!!
Do Te Papa, André avistou um painel de tubarões do outro lado da rua.
Na hora do almoço, a curiosidade nos levou até ele. E que lindeza! Amei, amei, amei! Um paredão enorme de um depósito, todo pintado com diversos “tipos” fantasiosos de tubarão! Sem dúvida, achei meu ponto na Nova Zelândia. 😀
Centenas de fotografias tubaronísticas depois, fomos almoçar no Mama Brown. Esta é uma hamburgueria creola pertinho do Te Papa. Na decoração do lugar, as cadeiras são assentos de avião – com cinto de segurança e mesinha. Uma diversão para viajantes inveterados!
De volta ao Te Papa
Passamos a tarde pelo Te Papa, e ficamos até o museu fechar.
À noite, nosso jantar foi no One Red Dog, único restaurante do píer com vagas que encontramos. (Afinal, era feriado na Nova Zelândia.) Eles têm um ótimo fondue de chocolate para dividir, com kiwi, morango e marshmallow. Ou seja, bye-bye dieta…
Roteiro Nova Zelândia em 12 dias – Dia 9
Primordialmente para dar tempo de chegar em Rotorua, que fica a 6 hrs de carro ao norte de Wellington, tivemos que sair bem cedinho. Nosso café da manhã teve que ser mais uma vez na estrada. Acima de tudo, bem rápido.
Em Mordor
A pressa compensou. Afinal, deu tempo da gente parar diversas vezes ao longo da rodovia 01 da Ilha Norte para fotografar o Monte Tongariro, o Ruapehu e o vulcão Ngauruhoe, também cenários do LOTR.
O Ngauruhoe é o vulcão mais ativo da Nova Zelândia. Além disso, é onde fica o “Monte Doom” em Mordor na trilogia do anel. Mas, na vida não-fictícia, a vegetação do Parque Nacional de Tongariro é que arrebata o palco. Simplesmente sensacional! Uma espécie de cerrado cheio de samambaias em cima de um terreno bastante instável vulcânico. Uma loucura de lindo! Não à toa, aliás, o parque está na lista da UNESCO como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade.
Almoçamos com tranquilidade perto do Lake Taupo, num restaurante delicioso chamado Plateau. O clima era de muita descontração, com o dia ensolarado. Taupo é fofa, aliás. Sem dúvida alguma mereceria um dia inteiro de visita. Contudo, Rotorua nos esperava com mais atrações ainda.
Em Wai-o-Tapu
Lá pelas 15h, chegamos no Wai-O-Tapu, parque geotérmico onde ficam algumas das maiores e mais surreais maravilhas geológicas do mundo. Já havia visitado o parque em 2004, na minha primeira vez na Ilha Norte da Nova Zelândia. Desta vez, mostrá-lo aos calouros de Nova Zelândia foi um prazer a mais.
A Champagne Pool tem a cor mais linda do mundo. Leva esse nome pela constante liberação de CO2, que gera bolhinhas constantes como uma taça de champanhe. O pH da Champanhe Pool é 5,5, a temperatura é ~75ºC. As cores laranja e verde refletem a presença de sulfito de arsênico e sulfito de antimônio, respectivamente. Em suas águas, 3 espécies novas de bactérias termofílicas foram descritas.
Outra atração linda (e verde) é o Devil’s Bath, maravilha da geoquímica de Middle Earth. O Devil’s Bath tem essa cor por conta da concentração de sais de enxofre. Seu pH é de 3,3 (bem ácido) mas a temperatura é um agradável 23ºC. O parque inteiro dá para ser visitado em 3 horas de caminhada. Mas nós fizemos o circuito menor, apenas das maravilhas geotermais e para ver um pedaço do Terraço Primrose. Decidimos por esse trajeto curto para que evitássemos caminhar muito no calor, que castigava.
Finalmente, Rotorua
Nosso hotel em Rotorua, o Holiday Inn, ficava ao lado de uma área geotermal. Então aquele cheiro de sulfa era sentido em diversos pontos do hotel (menos nos quartos, felizmente). Da janela do quarto, víamos a fumaceira das piscinas geotérmicas – e o calor infernal. Não muito longe também, fica o curioso lava-pés.
Havíamos combinado de nos encontrarmos com os queridos Mauricio e Oscar à tardinha, no Government Gardens. Quando André, seu pai e eu chegamos, estavam então os dois sobre uma toalha na grama, no maior piquenique delícia.
O Government Gardens é lindo, mas decidimos aproveitar os amigos VIPs e explorarmos outras áreas de Rotorua. Em primeiro lugar em nosso roteiro, fomos ao parque central da cidade, que tem diversos “laguinhos” geotermais. Por onde você anda, tem fumacinha com cheiro de enxofre saindo do chão.
Sequóias e Tarawera
Depois fomos para Redwoods Whakarewarewa Forest, uma floresta de sequóias californianas em plena Ilha Norte da Nova Zelândia. Uma caminhada refrescante, já que o calor era geral. De lá, fomos para a margem do lago de Rotorua, onde diversas aves se acumulavam. A vista do lago é bem bacana também, com uma atmosfera super-relax.
E, por fim, fizemos uma nano-road trip ao redor do lago Tarawera. O objetivo deste roteiro era ver o monte Tarawera. Ali ficava o Pink Terrace, estrutura geológica muito parecida com Pamukkale (Turquia) que entretanto foi completamente soterrada por uma explosão vulcânica do Tarawera em 1886.
À noite, todos jantamos no Sabroso, um restaurante latino de Rotorua muito aconchegante. A conversa foi sobretudo animada. Várias margaritas depois, capotamos.
Para ler outras paradas deste roteiro
Queenstown, Fiordland e Wanaka
Hobbiton, Auckland e mergulho em Poor Knights
P.S.
- Este post é a continuação do roteiro de 12 dias pela Nova Zelândia.
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