índia

Casamento na Índia

Tem 2 indianos na empresa que trabalho. Um deles é hinduísta, morava na Finlândia antes de vir parar na Coréia do Sul, e casou-se com outra hinduísta da mesma casta antes de aceitar a proposta de emprego aqui. Vivem como um casal moderno hindu. O outro indiano é da região próxima a Caxemira (fronteira com o Paquistão), muçulmano e vegetariano, nunca saíra da Índia antes e chegou na Coréia em 2004 solteiro. Eu sou uma pessoa bastante calma, mas esse indiano muçulmano me vence por anos-luz: é o ser mais tranquilo que já conheci na vida, sempre de bom humor e sorridente. Logo o apelidamos de “Gandhi”, por seu temperamento sempre plácido. E é esse indiano que tem uma história que me faz refletir constantemente sobre diferenças culturais.

A Índia, como bem mostra essa ótima análise do New York Times, está fadada à contradição, e a meu ver pode entrar numa enorme crise cultural caso algumas tradições não se modifiquem depois de tanta mudança econômica que o país vem sofrendo nos últimos anos. Veja bem, por mais que eu seja favorável à manutenção da diversidade de culturas, uma cultura é por si só intrinsicamente dinâmica para chegar num ponto em que um povo se adequa a novos parâmetros, a uma nova realidade, ao novo mundo que o cerca. O maior exemplo disso para mim é o Japão com sua comilança de carne de baleia: na hora que as baleias acabarem, eles vão continuar mantendo essa tradição? Claro que não, adaptar-se-ão ao novo mundo – e a grande questão nesse caso que os grupos ambientais tanto insistem é “por que não se adaptam desde já”, papo para longas discussões que não interessam aqui. O que quero dizer é: haverá uma mudança cultural inevitável na sociedade japonesa quanto ao hábito de comer baleias, e nem por isso a cultura japonesa será ofendida ou minimizada. Apenas terá se modificado com o passar do tempo e com a nova condição de não-existência do mamífero.

Mas voltemos a Índia e ao indiano que trabalha comigo.

O indiano chegou solteiro na Coréia. Até aí, nada de mais. Em suas primeiras férias de volta à Índia (depois de mais ou menos um ano aqui), eis que seu casamento começa a ser arranjado: o pai havia selecionado anteriormente uma série de candidatas “plausíveis” à vaga de noiva. Não são muitas aparentemente as moçoilas disponíveis por aquelas bandas, como mostra esse artigo, portanto nosso amigo considerou-se afortunado de poder escolher.

(Parênteses: Eu imagino que meu colega de trabalho indiano faça parte de uma casta social elevada, caso contrário não haveria estudado em boa escola e não haveria tanta preocupação com a escolha da sua noiva, mas isso pode ser apenas viagem minha de desconhecedora da cultura indiana. Fecha parênteses.)

E o indiano foi apresentado a uma lista de pretendentes – e sem nunca ter visto nenhuma delas ao vivo e a cores. Como a maioria dos indianos, eis que ele “se decidiu” – entre aspas porque significou basicamente o aceite da escolha que os pais já haviam feito – por uma das moçoilas muçulmanas e começou então o planejamento do grande dia.

Nesse meio-tempo, suas férias acabaram. Como seu aceite da pretendente foi muito próximo da data de voltar pra Coréia e sua noiva não era da mesma cidade que ele, seu noivado foi realizado apenas alguns meses depois: ele aqui e ela lá. Para celebrar o noivado à distância, ele nos mostrou umas foto-montagens representativas que os parentes fizeram, com ele e ela recortados de fotos separadas e colocados não-photoshopicamente abraçados, como se estivessem juntos naquele momento tão importante. Uma colagem pueril, mas engraçadinha. Até então, ele não havia trocado sequer uma palavra com a escolhida, mas já era noivo dela.

De acordo com a tradição indiana, os casamentos são festas enormes e fartas, que duram uma semana inteira: a celebração final de um contrato social bem-sucedido entre famílias, que se apresentam umas às outras – uma das “cerimônias” do evento é a entrega oficial do dote da noiva, prática comum que os ocidentais consideram muito controversa. Afinal, muitos abortos seletivos são realizados no país como efeito da existência de tal tradição, pois as famílias não querem ter filhas mulheres, já que elas significam apenas despesas futuras. Com isso, a proporção desigual de mulheres para homens é escandalosa em alguns recantos do país. Os grupos de direitos humanos estão sempre rondando a Índia (não sem razão…) vigiando a quantas anda o preconceito à mulher e às pessoas de diferentes castas.

Eis que meu colega de trabalho ano passado vai então de férias para a Índia, dessa vez para seu casamento, que já estava todo organizado pelas partes contratuais. Pela primeira vez, ele conversa com a noiva, num ponto em que já não é possível mais voltar atrás na decisão da escolha. Mas, como plácido Gandhi que é, aceitou de bom grado a moça escolhida pela família. Ocorre a enorme festa de casamento, famílias felizes confraternizando, uma semana de comilança e festejos típicos de Bollywood. E depois de uma semana, eles voltaram casados para a Coréia.

Não somos muito amigos, mas é claro, sou curiosa de culturas diferentes. E várias perguntas me passaram pela cabeça ao saber do casamento indiano finalmente efetivado depois de um noivado sem conhecer a noiva – perguntas tipicamente ocidentais, do tamanho da minha ignorância da cultura indiana. Será que a moça sabe que vai morar na Coréia? Será que ela está preparada pra esse choque cultural que é morar num outro país (e logo num país tão diferente de tudo)? Será que ela pode trabalhar? Será que ela se adapta à alimentação? E se ela não suportar o frio? (Eles chegaram aqui no auge do inverno.) E se adoecer de tristeza e saudade da família?

Coincidentemente, na primeira semana dela aqui, houve uma festa de aniversário da filha de uma colega de trabalho, e fomos todos prestigiar o bolinho. Tive a oportunidade de conhecer a moça e minha língua coçou para perguntar tudo que queria, mas por polidez, deixei que ela falasse mais – o que significou quase nada, pois ela parecia muito envergonhada e não respondeu nenhuma das minhas perguntas mentais. A atitude complacente/submissa da moça me chocou num primeiro momento, mas logo percebi que estava assistindo a mais um exemplo da diversidade cultural do mundo ainda vigente. Depois dessa festinha, nunca mais vimos a moça, mas ao que tudo indica ela está bem, (sobre)vivendo em terras coreanas. E eu continuo com minhas dúvidas culturais não-respondidas.

Essa é a dicotomia de casamento que a Índia me serve diariamente: um contrato meramente social de um lado, e do outro (o indiano hindu) um casamento moderno, em pouco diferente do que os ocidentais experimentam. Para o casamento tipo contrato social, fica o mote: nada de amor nem nóias. O que vale é seguir à risca as regras contratuais.

Eis que, no meio de todos esses devaneios enquanto escrevo esse post, sem querer me pego olhando profunda e placidamente pro meu marido, que está compenetrado em seus afazeres na mesa ao lado, inocente às minhas divagações viajantes do momento. E me pergunto mentalmente: será que as mulheres indianas são felizes, nesse mundo moderno e cheio de novos desafios, sem a possibilidade de escolha do companheiro para compartilhar seus momentos? O quanto essa não-escolha pode afetar o futuro econômico da nação?

Mais dúvidas a serem não-respondidas.

Tudo de bom sempre.

*******

Para refletir mais sobre a Índia…

– Uma perspectiva interessante sobre as consequências culturais da tradição hindu dos casamentos arranjados.

– Uma narrativa pessoal sobre casamentos indianos, num blog bastante delicado.

– O lado negro do sistema de castas: os indianos estão alugando suas mulheres e vendendo suas filhas, por causa da pressão econômica do dote.

– Uma sociedade com seus preconceitos arraigados. Eis que o príncipe de uma das regiões indianas foi deserdado por sua família. Seu crime? Assumir sua homossexualidade.

– A Denise tem uma série de posts bem ricos e informativos sobre a Índia, escritos durante sua passagem pelo país. Vale a pena conferir.

– Essa história de dote e perseguição às filhas mulheres, embora choque boa parte dos ocidentais, existe em várias culturas ainda, principalmente na Ásia. Aqui na Coréia, por exemplo, o resquício dessa tradição está nos consultórios de obstetras: é proibido por lei revelar o sexo do bebê durante o ultra-som de uma mulher grávida – uma tentativa (vitoriosa) do governo já na década de 90 para diminuir os abortos seletivos de meninas.

ATUALIZAÇÃO EM 2017: Dada a quantidade de emails e comentários similares que recebi desde que publiquei este post, deixo aqui a dica: a Clarissa Donda escreveu um post ótimo esclarecendo a história de “homens de países tradicionais querendo casar com brasileiras que conheceram na internet”. Por favor, leiam antes de marcar uma passagem para um lugar desconhecido, com a Índia ou o Egito. 

Lucia Malla

Uma Malla pelo mundo.

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Ver Comentários

  • Comentários que estavam neste post quando o blog ainda era hospedado no blogspot:
    "Oi Lu. Muito interesante seu post. A cultura deles eh muito diferente mesmo, mas vc viu que nao eh so a mulher que eh escolhida. Segundo meu amigo, que eh do sul da India, a familia faz toda uma analise dos "signos" dos dois, pra ver se existe compatibilidade e ai eles apresentam o casal. Eh estranho pra gente, mas eh tao parte da cultura deles, que talvez eles nao se sintam obrigados...
    Cyntia | 07.10.06 - 11:39 pm | #
    *************
    Lucia, que post delicioso! fiquei com os olhinhos pregados na tela, sou fascinada por tudo que diz respeito à India!
    Olha, a India é uma loucura, não dá pra gente nem tentar entender... e o que me choca é que mesmo as pessoas mais esclarecidas mantém essas tradições, como seu colega, um cientista, que estudou fora do país.
    Uma vez recebemos a visita de um amigo indiano, Arun Gupta, com seu filho, aqui em casa. Ele é médico, defensor da amamentação. Aí perguntei, na lata, se eles vão pedir dote à esposa do filho e se eles vão arranjar o casamento também (conheço ele há uns 10 anos).
    Menina, quase caio pra trás quando ele disse, constrangidíssimo, que sim, que eles pretendem seguir todas as tradições.
    É duro de mudar as coisas por lá... pelo menos nossos amigos não vão queimar suas esposas pra receber mais dotes... mas, se elas ficarem viúvas, só Krishna sabe o futuro que as espera...
    E, Cyntia, acho que a análise não passa muito pelo "signo", não, viu? a coisa é bem menos romântica e passa é por uma análise de casta e de dote mesmo...
    Beijocas!!!!
    Denise Arcoverde | Homepage | 07.11.06 - 12:02 am | #
    *************
    Quando se fala de indianos morando no exterior, as coisas começam a mudar nas segundas gerações de imigrantes. Os filhos de indianos que nascem nos EUA e Europa, embora participem de todas as festas da família, freqüentam as escolas ocidentais, têm amigos na maioria estrangeiros, e então começam a questionar os valores e tradições de suas famílias. Alguns abandonam o idioma hindu. Mas ainda assim, não é tão fácil escapar do núcleo familiar, que é fortíssimo nessas comunidades.
    Um filme legal sobre a tradição dos casamentos na Índia e o conflito com a modernidade é o "Monsoon Wedding".
    bjs
    Leila | Homepage | 07.11.06 - 2:11 am | #
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    Muito interessante este post sobre a India!! Ainda não tive oportunidade de conhecer pessoalmente, mas num futuro próximo (2-3 anos) pretendo viajar até lá!!
    pisconight | Homepage | 07.11.06 - 3:41 am | #
    *************
    Lu: usando seu blog pra papear com a Denise:
    Oi Denise,
    Puxa..entao eles sao mais praticos do que eu imaginava. Essa historia dos signos quem me contou foi meu amigo de Madras. Ele disse que tinham algumas candidatas e que a familia dele as entrevistavam e viam se havia compatibilidade de personalidade entre ele e a futura-esposa. Faziam tb una analise da "compatibilidade dos signos", mas nao me falou nada de dote..acho que essa parte ele deve ter preferido omitir!
    ate +!
    Cyntia | 07.11.06 - 6:13 am | #
    *************
    Cy e Denise, acho q nos casamentos indianos o dote fala sempre mais alto, mesmo pq eh uma tradicao sedimentada q ultrapassa religioes (a India tem pelo menos meia duzia de religioes "oficiais") e linguas (sao mais de 400 dialetos no pais, alem do oficial hindu e o ingles). Pode ateh ser q haja esse "mascaramento" de q os signos precisam estar em sintonia astral, etc. - alias, eu nao duvido q os pais expliquem dessa forma pros filhos mais jovens como um embuste, pq eh a familia q recebe o dote, nao os noivos. O dote eh repassado (nao sempre) pro noivo, para manutencao da noiva, mas muitas vezes os pais simplesmente ficam com o dinheiro do dote, entendendo q eh uma recompensa pelo trabalho de terem criado um bom filho "casamenteiro". Em cima desse argumento nada espiritual e bastante economico, eh quem tem o melhor dote q leva - mas eh claro, se a moca for "errada" (?!?!) ou de uma casta inferior, nao hah dote no mundo q a faca ser aceita. Eh uma historia muito complexa para minha ocidentalidade entender... Nao eh doido isso em pleno 2006? E mesmo entre as pessoas mais instruidas? Eu acho de certa forma surreal.
    Leila, sobre indianos no exterior eu tenho uma historia engracadissima: conheci um indiano q andava SEMPRE com uma brasileira, de mao dada pra lah e pra cah, cheio de gracinhas - mas eles garantiam pra todos q nao namoravam, eram apenas amigos, blablabla, pq ele era "prometido" pra uma moca lah na India e nao podia fazer a desfeita pra familia. E o moco estava nos EUA fazendo o PhD, mas nunca terminava o curso, sempre "aparecia" uma disciplina qualquer q o "segurava" mais um tempo... Acho q o ditado tbm eh valido lah: tem pai hindu q eh cego...
    Pisconight, eu tbm quero visitar o Taj Mahal um dia!!
    Beijos a todos vcs!! Obrigada pela conversa deliciosa proporcionada aqui sobre uma cultura tao complexa!
    Lucia Malla | Homepage | 07.11.06 - 6:47 pm | #
    *************
    Não entendo esse tipo de submissão: a pessoa que aceita passar a vida com um estranho escolhido por outros; a mulher que aceita um papel menor; castas que comandam e outras que obedecem conformadas.
    Libertè, Egalitè, Fraternitè.
    Allan | Homepage | 07.11.06 - 6:48 pm | #
    *************
    Lúcia, antes de mais nada estou perplexa. O Tesco do Nós Por Nós falou recentemente sobre sincronicidade e eu falei como tem acontecido um monte de coincidências na minha vida. Hoje eu ia falar exatamente sobre a Índia, suas castas e casamentos arranjados, mas na hora H, por não ter conhecimento suficiente para tal, escrevi outra coisa.
    O que eu acho interessante nisso tudo é a apatia que as pessoas têm em aceitar esse tipo de situação. Eu sei que a cultura deles é diferente, mas já era tempo de fazer alguma coisa para mudar isso.
    O que mais me deixa de queixo caído é saber que o país aceita pacificamente essas famigeradas castas. O grande Gandhi, mesmo lutando contra os ingleses, achava isso normal. Ele dizia que os párias (ou intocáveis) também eram filhos de Deus e ficou só nisso. Tudo bem, existia um grande problema a ser resolvido primeiro, mas ele com a sua grande força poderia ter dado um pontapé inicial para mudar essa situação.
    Bom, seu post foi simplesmente maravilhoso. Parabéns. Beijocas
    Yvonne | Homepage | 07.11.06 - 9:17 pm | #
    *************
    Nossa, Lu! Eu sou uma pessoa bastante interessada por culturas orientais...acho que já havia falado isso. E ao ler o post me lembrei de um livro que li certa vez sobre as condições de mulheres chinesas: "As boas mulheres da China" da jornalista Xin Ran, vale muito a pena. Eu também ando com essa mesmas dúvidas em minha cabeça...será que elas não fariam diferente se tivessem oportunidade? Ótima viagem, belo post. Beijos
    Manu | 07.11.06 - 11:58 pm | #
    *************
    Cyntia, é como a Lucia falou, acredito que eles, hoje em dia, dão uma mascarada na história e falam em mapas astrais mesmo, mas, infelizmente, o que interessa é o dinheiro, o dote. E o mais impressionante é isso acontecer com pessoas tão esclarecidas e até que vivem fora do país.
    Enfim, não dá pra gente entender a India mesmo, de jeito nenhum, mas dá pra adorá-la, ainda assim. Se existe reencarnação, tenho certeza que fui uma indiana, nepalesa, ou algo que o valha, nunca me senti tão feliz num lugar como pra aquelas bandas
    Beijoca!
    Denise Arcoverde | Homepage | 07.12.06 - 12:01 am | #
    *************
    Allan, Liberdade ainda q tardia.
    Yvonne, eh muito mais complexo do q agente imagina. Penso q Gandhi na epoca lutava por algo muito maior q modificacoes sociais finas, lutava pela independencia do pais. O q deveria ter surgido talvez fosse alguem q se levantasse contra os preconceitos absurdos q o sistema de castas traz ateh hoje. Uma loucura, nao?
    Manu, eu nao conheco esse livro, mas fiquei curiosa de ler!
    Denise, eu tbm gosto da cultura indiana, mas acho q mais como "curiosidade". Nao me sinto "em casa" entre asiaticos, tudo eh muito diferente. Eh um eterno exercicio de tolerancia, q aconselho a qqer um!
    Beijos a todos.
    Lucia Malla | Homepage | 07.12.06 - 1:52 pm | #
    *************
    Lu,
    Este tipo de casamentos arranjados é uma coisa que eu já convivo desde de criancinha e nunca me acostumei.
    Em São Paulo, sempre tive amigos das mais variadas cores e sabores.
    Os descendentes de japoneses que só podiam se relacionar com os companheiros de raça. Os judeus e muçulmanos, mais parecidos do que imaginam, que sempre tinham seus conjuges encomendados diretamente da fonte. E nem os coreanos e chineses escapavam!!! Eu tinha uma amiga filha de coreanos que tinha que namorar escondido da mãe e falava sempre em fugir de casa! O casamento dela estava arranjado pra quando ela terminasse a faculdade. Perdemos o contato e não sei se ela conseguiu fugir de casa...
    Felizmente as coisas mudam. Muitos dos meus amigos de infância japoneses estão hoje casados com pessoas de raça diferentes. E eu fico muito contente com a coragem que eles tiveram para contrariar as tradições e a família.
    Além disso, como boa brasileira, eu acho a mistura de raças e culturas a coisa mais linda que pode haver!
    Beijos,
    Pati
    Patricia | 07.12.06 - 9:53 pm | #"

  • CURIOSIDADE:
    GOSTARIA DE SABER SE NAS TRADIÇÕES DA INDIA, PERMITEM QUE UM INDIANO SE CASE
    COM UMA MOÇA DE OUTRO PAÍS?

  • Eudenira, no blog Indi(a)gestão, a Sandra responde a essas questões... Ela é brasileira, mora lá na Índia, e é casada com um indiano.

  • Tem uma informação básica aí equivocada. Sendo muçulmano, o rapaz não tem casta... e provavelmente não teve um casamento hindu, sobretudo porque a moça tambem é muçulmana... devem ter tido um casamento muçulmano!!!
    Mariana.

  • "Eu imagino que meu colega de trabalho indiano faça parte de uma casta social elevada". Não sei se o é, realmente, nunca perguntei.
    E ao reler o texto, perceba o final, onde está escrito:
    "Essa é a dicotomia de casamento que a Índia me serve diariamente: um contrato meramente social de um lado, e do outro (o indiano hindu) um casamento moderno, em pouco diferente do que os ocidentais experimentam."
    São 2 indianos diferentes: 1 hindu (casado com outra hindu) e 1 muçulmano, cuja história está no post. Com certeza foi um casamento muçulmano. Em momento algum sugeri que estava narrando um casamento hindu. O foco do post é o meu amigo muçulmano e a cultura indiana como um todo.

  • Eu gostaria de saber se seria possível um casamento entre um indiano hindú e uma brasileira cristã, divorciada e com um filho? já aconteceu algo parecido? quais chances de aceitação de algo assim existe? alguns povos indianos estão mudando suas atitudes em relação ao casamento?

  • Gostaria de saber se no casamento de uma brasileira com um hindu aparentemente ocidentalizado, caso haja um desinteresse formal por parte dela e queira se separar e nesta relação já tenham filhos, como fica os direitos da mãe e esposa, ou até mesmo sem filhos. Existe alguma penalidade?
    Por outro lado, caso parta dele o interesse nesta separação, ela poderá retornar para o Brasil, com o filho caso tenha, ou mesmo sózinha caso não tenha filhos?

  • Olá, gostaria de saber o que os indianos oferecem de "lembrancinha" aos seus convidados ao término da festa de casamento.
    Agradeço pela atenção.

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Lucia Malla

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