Dia 13 de março vai entrar para a história. Um dia em que uma votação das mais importantes do mundo aconteceu. Uma votação acima de tudo política, de caráter mundial, cheia de emoção e torcida e que requeria 2/3 para aprovação. Que felizmente chegou a uma louvável conclusão. Um dia para respirar aliviado e recuperar a fé na humanidade.
É claro que eu NÃO estou falando da mudança de presidente da ICAR, Inc.
A votação fundamental do dia para mim ocorreu em Bangkok, Tailândia, onde neste momento estão reunidos os delegados de dezenas de países, na 16a Reunião da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Selvagem (CoP – CITES). Este é um tratado entre governos que delinea o perfil da política de conservação biológica mundial em caráter oficial. Fazem parte do CITES 177 países-membros, que discutem e decidem os rumos da sobrevivência daqueles que estão à mercê da nossa voracidade.
A importância legal do CITES é enorme. É a partir da lista decidida pelo CITES que se moldam as regulamentações de cada país para a proteção ambiental das espécies ameaçadas. Ter uma espécie animal ou vegetal listada no CITES, seja em que apêndice for, é abrir um importante precedente político e jurídico para se pleitear mais incentivo à preservação e evitar o colapso total da mesma numa região, estado ou país.
Pois a Convenção da CITES vem agitando já há alguns meses a minha timeline tubaromaníaca do twitter, primeiro com a campanha do #SharkStanley, criada pelo pessoal do Shark Defenders, depois com as discussões das propostas apresentadas por cada país instigadas pelo David Schiffmann (@WhySharksMatter), do blog Southern Fried Science, pelo próprio @SharkDefenders e por mais uma legião enorme de tubaro-arrobas do twitter. À medida que a data da reunião do CITES foi chegando, o zunzunzum das possibilidades e análises foi aumentando, bem ao estilo mesa-redonda com Luciano do Valle. Nem a cerveja faltou. 😀
E hoje foi uma animação, torcida e vibração sem limites na timeline, com a vitória final [link em pdf]. A elasmogalera foi ao delírio, bem ao estilo de jogo final de Copa do Mundo, com a votação que selou o assunto sobre a conservação de espécies de tubarões bastante ameaçadas. Teve até tentativa de re-votação (e esculhambação da organização) por Japão e China para retirar algumas espécies da lista, numa jogada típica de time desesperado aos 40 do segundo tempo.
As espécies de elasmobrânquios que por fim entraram para a lista do CITES: tubarão galha-branca oceânico (Carcharhinus longimanus), 3 espécies de tubarão-martelo (Sphyrna lewini, Sphyrna zigaena e Sphyrna mokarran), tubarão-sardo (Lamna nasus), 2 espécies de jamanta, uma oceânica e a outra de recife (Manta birostris e Manta alfredi).
É claro que ter estas espécies listadas não significa que, da noite pro dia, elas nunca mais serão pescadas. Nem que todos os países terão leis perfeitas de fiscalização e conservação, ou que o uso humano delas vai acabar assim, pluft. Não mesmo – afinal o CITES regulamenta o comércio “sustentável” das mesmas, e há de se pensar nas comunidades mais afetadas pelo fim deste comércio, nas implicações econômicas do mesmo mais rígido, etc.
Mas, dado que estas espécies de tubarão estão em um declínio populacional considerável por causa da nossa pressão pesqueira, é muito provável que a entrada na lista traga um impacto positivo no futuro das mesmas, já que agora há respaldo político para que se exija mais controle. E – por que não? – mais pesquisa para esclarecer diversos aspectos da biologia, ecologia e comportamento destas espécies que ainda desconhecemos. O que seria um conhecimento sem dúvida alguma para auxiliar na elaboração de estratégias mais eficientes de preservação. #polianafeelings
De qualquer forma, hoje é dia de celebrar. Afinal, o passo principal político está dado, selado e carimbado. 13 de março se tornou um dia histórico na conservação dos tubarões e dos oceanos do mundo. E eu estou feliz à beça com essa vitória cartilaginosa.
FINtastic day!!!! 😀
Tudo de tubarões sempre, no mundo inteiro.
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
Começo 2021 no blog resenhando um dos livros que mais me marcou em 2020, "Slavery…
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Eis que chegamos à maioridade votante. 16 anos de blog. Muitas viagens, aventuras, reflexões e…
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Nesta maratona de resenha de livros que tenho publicado durante a pandemia, decidi escrever também…
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Que Maravilha! Fico contente em saber que mais um passo foi dado para preservação dessas espécies marinhas que estão cada vez mais ameaçadas, principalmente na região da China e Japão. Salve os nossos mares! Aloha!
Idilia, salve os mares mesmo! o/
Olá, boa tarde!
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