Bonito & Pantanal

Mergulho autônomo no rio da Prata

Quando a gente fala de rio da Prata em Bonito, há uma unanimidade: é a melhor flutuação da região – e do Brasil. E muito por causa da quantidade de peixes que vemos durante as duas horas de descida entre a nascente do rio Olho D’água até a arquibancada final já no rio da Prata. E, de uns tempos para cá, foi introduzido o mergulho autônomo no rio da Prata. Entretanto, assim que soube da novidade, antes mesmo de pensar em visitar Bonito de novo, a primeira pergunta que me veio à cabeça foi: para quê?

Por que mergulhar no rio da Prata em Bonito?

Porque, analisando friamente, na flutuação a gente já vê muita fauna e cenários fantásticos. Além disso, a profundidade máxima do rio ali na região do Recanto Ecológico é de apenas 7 metros. Então… Para quê gastar energia mergulhando?

Apesar da minha incredulidade, fui enfim checar a tal atividade em nosso penúltimo dia de viagem a Bonito. Apesar do frio da manhã nublada (devidamente sanado com muitas xícaras de café), fui encarar mais essa aventura em Bonito.



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Como é o mergulho no rio da Prata

Diferente da flutuação, o mergulho é feito integralmente no rio da Prata, não passando em momento algum pelo Olho D’água. Porque, afinal o rio da Prata é muito raso. Nosso divemaster João explicava o que veríamos naquele trecho, o quão raso ficaríamos em certos pontos. E eu ainda mais incrédula de que aquilo seria um bom mergulho. Saímos então de uma das plataformas de apoio que existe no Prata e ali percebi que a temperatura da água estava mais agradável que a do ar, o que me trouxe “felicidade térmica”.

Preparativos para o início do passeio sub…

Quando descemos ao fundo, aquele mergulho supostamente “água com açúcar” começou a fazer mais sentido para mim. Com um tanque nas costas e completamente submerso, independente da corrente te levando rio abaixo, dá para a gente se aproximar mais das margens e se enveredar com mais calma pelos troncos e galhos, procurando peixes (e quem sabe uma sucuri), fuçando buraquinhos e admirando mais de perto algumas espécies que não se aproximam da superfície. Como o cascudo, por exemplo.

Fauna do rio da Prata

Das 90 espécies já registradas no Planalto da Bodoquena (onde fica Bonito), pelo menos 24 podem ser avistadas especificamente em Bonito. Embora nem todas numa só flutuação/mergulho. Apesar do número, a vantagem de se mergulhar em Bonito está na visibilidade da água, claríssima, o que é raro em águas doces do Brasil.

Se a flutuação no Prata é dominada por piraputangas, dourados e curimbatás, no mergulho temos a oportunidade de ver, além destes, também os cascudos entocados. E perceber o quanto eles são rápidos em se esconderem ao ver uma pessoa chegando. Além do cascudo, podemos observar também a joaninha (Crenicichia lepidota) e o canivete (Leporinus striatus), peixes pequenos que se alimentam no fundo; e o piavuçu (Leporinus macrocephalus), que em geral fica debaixo da vegetação aquática.

Piavuçus.
Peixe canivete.
Cascudo descansando num toco de madeira.
Peixe joaninha.

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As formações no fundo do rio

Mas nem só da fauna diferente vive o mergulho autônomo no Prata. A proximidade das formações de pedra e dos galhos mais retorcidos, dos verdadeiros paredões de raízes vistos de baixo, é uma visão por exemplo que impressiona muito. Lembrei-me daqueles mergulhos em naufrágios, cheios de encrustrações esculturais. Entretanto, aqui é tudo natural. Não há estrutura de metal servindo de substrato e sim madeira em decomposição, além de plantas verdes e peixinhos e insetos. É emocionante.

Debaixo de troncos e galhos retorcidos do fundo, os peixinhos mais tímidos são achados…

Mergulho raso, emoção profunda

Há trechos em que o rio fica mais raso e é extremamente bizarro estar com tanque de ar tão próximo à superfície. Mas na maior parte do tempo, ficamos num fundo muito tranquilo e rodeado dessas esculturas naturais. Elas fazem toda a diferença para a paisagem. Afinal, modificam bastante nossa visão do passeio pelo rio da Prata – para melhor.

Há áreas muito rasas por onde a gente passa. Portanto, é preciso cuidado redobrado para não perturbar o fundo. No geral, entretanto, o mergulho se estringe em média a uns 4m de profundidade, onde há muito para se ver.
Uma Malla durante o mergulho no rio da Prata.

Saí da água muito satisfeita. O mergulho não só vale a pena como atividade extra. Ele traz uma nova perspectiva sobre o rio da Prata, diferente da que mais de 90% das pessoas vê. Aos que gostam de visões beeem diferentes do ambiente natural, recomendo com afinco. 😉

Tudo de bom sempre.

P.S.

  • Os passeios feitos em Bonito em outubro/2008 pela blogueira foram apoiados (#ap) pela Bonito Brazil.

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Lucia Malla

Uma Malla pelo mundo.

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Ver Comentários

  • Lucia,
    Nossa que coincidência... Estava eu passeando pelos blogs e descobri que eu e você quase nos encontramos em Bonito!!! Estive lá no começo de setembro e meu blog está sendo alimentado com a viagem ainda... quando dou de cara com o seu e BONITO!!!!
    Agora, vamos falar com sinceridade, é um lugar inesquecível né? Principalmente para os amantes da natureza, como nós! Sobre os mergulhos, só fiz scuba no Abismo Anhumas por falta de tempo mesmo, nos outros rios acabei apenas fazendo flutuação... que já foram sensacionais!!
    Lindas fotos.
    Abs,

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Publicado por
Lucia Malla

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