Nossa visita para fazer a flutuação no Aquário Natural de Bonito foi marcada pela chuva, como em 2003. Mas diferente da vez anterior, quando apenas garoava, dessa vez em 2008 o tempo estava completamente fechado. Nuvens pretas no céu. O que deu à visão embaixo d’água tons mais sombrios e misteriosos.
Decidi levar uma lanterna, porque o nosso guia havia dito que dava pra ver alevinos de piraputangas embaixo de algumas árvores – e nesses locais, a escuridão chuvosa predominava.
Apesar de sempre ver o Aquário em condições desfavoráveis, ele impressiona tanto quanto o Rio Sucuri ou o Rio da Prata – são flutuações diferentes entre si, na minha opinião. Enquanto a paisagem dramática domina o Prata e os tons de verde dominam o Sucuri, no Aquário são os tons de azul profundo da água que tornam o cenário tão único.
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A flutuação ali é a mais curta das três. Começa-se o passeio na área de nascente do rio Baía Bonita – que dá nome à reserva. Surge em pequenas borbulhas do fundo calcáreo. A profundidade é mínima, há diversos momentos em que a gente quase encosta a barriga no chão. Nosso guia disse ter visto um jacaré nesse local. Mas não avisou a ninguém, provavelmente com medo de que o resto do grupo se desesperasse. Para André, a foto de um jacaré embaixo daquela água cristalina seria perfeita, e o guia não tê-lo chamado foi um vacilo, amenizado pelo fato dele ser simpático.
Depois da área de nascente, a flutuação então começa. O grupo desce o rio e um barquinho acompanha. O azul é quase marinho e a chuva o torna mais profundo. Um ar de mistério permanente envolvia o cenário submerso, realçado principalmente pelas gotas da chuva forte nas nossas costas. Água embaixo e em cima.
Terminada a flutuação, passamos por uma longa trilha onde poderíamos fazer uma tirolesa. Onde também supostamente haveria muitos animais. Com a chuva forte, é claro, os animais estavam todos escondidos. Portanto, o máximo que avistamos foram os olhos de um jacaré dentro de um laguinho.
De volta no receptivo mais bonito de Bonito, com cotias no quintal, tudo que queríamos enfim era nos aquecer. A chuva que trouxe tanto ar de mistério azul profundo no passeio já gelava o corpo. Era portanto hora de se esquentar com o melhor chocolate quente que tomei na vida, num copão gigante e com uma camada de flan de chocolate na superfície. Delícia sem igual. Que no meio de tantas paisagens inebriantes, complementa perfeitamente o passeio.
Tudo de bom sempre.
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
Começo 2021 no blog resenhando um dos livros que mais me marcou em 2020, "Slavery…
Quando pensamos em receitas para uma boa saúde e longevidade, geralmente incluímos boa dieta e…
Eis que chegamos à maioridade votante. 16 anos de blog. Muitas viagens, aventuras, reflexões e…
O ano de 2020 tem sido realmente intenso. Ou como bem disse a neozelandesa Jacinda…
Nesta maratona de resenha de livros que tenho publicado durante a pandemia, decidi escrever também…
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A inveja mata! :)
Morri.
Chantinon, não morra: vá. :D :D
Beijos.
e um lugar fora do narmal,muito lindo...
Lindo mesmo, José...