Como comentei há alguns dias, o Faça a sua parte está com uma ecopromoção para o Natal. Diz lá:
“A campanha do Natal do Faça é bem simples. Escreva um post no seu blog com dicas de como presentear de forma ecológica. “
Pois este ano preferi desdicar.
De verdade: pedi aos familiares próximos para não me darem nada de presente neste Natal (sou mesmo uma malla, não nego). Nada de compra de presentes. E para aqueles insistentes da família que decidirem comprar, que o façam apenas no último dos últimos casos quando realmente é um item necessário. E, mesmo assim, quando a necessidade apertar, pensar mais 50 vezes se aquilo é realmente necessário.
Porque, veja bem, eu adoro festas, celebrações e afins. Se troca de presentes é incluso na brincadeira, até animo minha criatividade a fazer algo. Mas estou de mudança. A última coisa que quero é ficar carregando itens pesados e/ou com valor sentimental minúsculo, comprados apenas para satisfazer o ímpeto natalino do mercado. O melhor mesmo neste caso é esquecer o apelo das lojas e das leis da política e da economia que ditam que “é preciso consumir para a engrenagem do mundo ser lubrificada e rodar melhor”. Mark Lynas diz em seu livro “Seis Graus” a seguinte frase sobre as mudanças climáticas:
“O que é politicamente realista para os seres humanos não tem absolutamente nada a ver com o que é fisicamente realista para o planeta.”
Eu acrescento: politicamente E economicamente.
Para mim, deixar de consumir em exagero passou a ser a forma mais ecoconsciente que posso fazer para ter um Natal verde. Aquela que melhor condiz com a atual conjuntura física do planetinha azul, minha (e sua) casa. É como melhor ajudarei o ambiente neste e em todos os Natais que vierem pela frente. Desacostumar os familiares e amigos dessa panacéia de presentes desvairados, principalmente os que irão ficar trancafiados no armário pro resto da vida, tamanha sua “utilidade”. Consumo do que é necessário, apenas. Eu sei, o que é “necessário” é um conceito variável para cada pessoa em cada lugar do mundo. Mas espero que no geral todos comprem menos persentes que nos anos anteriores. Que consumam de preferência com mais ecoconsciência.
Menos quinquilharia, por favor.
Eis, portanto, o presente ideal para o meu feliz Natal. 🙂
Tudo de bom sempre.
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
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Bem, Lucia, o problema é convencer por aqui à família viciada em presentes e comilanças. Não comprei nada, talvez algo para meus pais, mas é um desperdício sem tamanho. A gente faz a nossa parte e ainda somos chamados de pão-duros.
Um ótimo Natal o ano inteirinho pra todos nós, hehe.
beijo, menina
Feliz Natal pra vcs dois =)
sempre tento colaborar nas festas de natal levando coisas e comidas ecologicamente viaveis..mas a fama eh de pao dura mesmo... mas tambem peço q nao me deem presentes, nem no aniversario.. e pelo amor de deus, nunca surpresas.. sempre sao desastrosas !!!
lembrei um monte de vcs la em noronha, achei ter visto a vida diminuir!
beijoca