Nova Caledônia

Pela costa nordeste da Nova Caledônia: de Poindimié a Hienghène

Durante nossa viagem pela Nova Caledônia, tiramos uns poucos dias pra visitar a costa nordeste do país. Afinal, André e eu havíamos lido em fóruns que ali era bacana pra mergulho. Mais especificamente, queríamos conhecer Hienghène, que fica na parte norte da ilha principal de Grand Terre. Fomos de carro e decidimos então que atravessaríamos o país em nosso roteiro pela cidade de Koné, no noroeste da ilha. Chegando portanto em Poindimié.

A estrada até Poindimié

Os XIV Jogos Olímpicos do Pacífico de 2011 aconteceram na Nova Caledônia, e Koné foi uma das cidades-sede. Na estrada, o logo do evento.

A estrada em si até Poindimié é bem bonita, em sua maioria verde. Os pinheiros e araucárias são predominantes. Como a Nova Caledônia é um país de baixa densidade, percorre-se muitos quilômetros sem sinal algum de povoado. Uma fazenda aqui, outra ali, e só.

Onde ficamos em Poindimié

Todos com quem conversamos sugeriram que acampássemos. Isto porque o país é conhecido por sua boa estrutura de camping. Ficamos no camping Le Mosasa, um pouco mais “caseiro”, muito amigável, de um casal kanak-francês. O pessoal que mora na Nova Caledônia ou acampa ou fica em vilarejos kanak, já que há escassez de hotéis. Só passamos por dois hotéis-resorts enquanto dirigíamos por aquelas bandas.



De Poindimié a Hienghène

Poindimié foi nossa base. A cidade está a ~200km de Noumea, a capital do país. Poindimié é minúscula, com uma praça central onde o fuzuê do dia acontece. Além disso, ao redor do vilarejo, diversas praias.

Do píer, saem os barcos de mergulho. Infelizmente, no dia em que chegamos, o tempo estava bem chuvoso. Por isso, o mar estava meio mexido e a visibilidade ruim. Então decidimos não arriscar um dia inteiro num passeio tão longe. O Passe Centrale, onde a única operadora da região geralmente vai mergulhar, está a ~1 hora da costa de barco.

Placa comum pelo Anel de Fogo do Pacífico. Faz parte da minha “mania” de viagem agora achá-las por onde passo. 🙂

Fomos de carro pela costa até Hienghène, que fica a uns 50 km de distância pro norte. No meio do caminho, diversas paradas com mapas das lagunas protegidas pela UNESCO. Nelas, se explicava a geologia, a fauna, a razão de ser um patrimônio da humanidade, etc. Informações bacanas.

Araucárias as mais diferentes possíveis, uma exuberância de diversidade desse grupo de plantas tão geograficamente restrito. Já chegando perto de Hienghène, eis que uma das atrações mais interessantes apareceu, o Linderalique.

Atração imperdível: Linderalique

O Linderalique é uma formação rochosa de calcário na beira da praia. A moçada local usa esta formação como ponto de escalada. Há passeios de caiaque na região que levam pelos meandros do paredão. Além de diversas trilhas de hiking. É muito bonito de perto, extremamente imponente. Principalmente se comparado à paisagem ao redor, que é um pouco mais baixa. Da estrada, a gente vê a parte de trás dele, e já é impressionante.

(Ali pertinho tem o camping Koulnoué. Este camping é muito bem cotado no Lonely Planet e tem uma operadora de mergulho dentro dele. Nós passamos por lá e curti o visual. Pena que o tempo não colaborou. Mas ficou anotado no caderninho malla pra uma próxima ida à região.)

Outra visão do Linderalique.

Em Hienghène

Quando chegamos em Hienghène, fomos direto ao escritório de turismo, num prédio bacaninha na beira da baía. A baía de Hienghène é famosa por um rochedo que fica ao centro, chamado de “Galinha chocando” (tradução do francês). Que primordialmente lembra uma galinha.

Hienghène é um lugar mais bonito e agradável de se passear. Bem menos habitado que Poindimié, mas cheio de corais pertinho.

Essa cor de água é porque havia chovido, imagina em dia normal…

Infelizmente, nenhum passeio de snorkeling nem aluguel de caiaque estava disponível no dia, por causa das chuvas. Paramos então num parque da cidade que tinha uma vista privilegiada da baía. No dia seguinte, conseguimos enfim passar a manhã em Tibarama para snorkelar.


Leia mais aqui sobre o snorkel na ilha de Tibarama.


Îlot Tibarama, seus pinheiros incríveis e um morador kanak pescando de forma tradicional. A água suja da tempestade não tirou a beleza de Poindimié. Só deixou um gostinho de “quero voltar”…

A volta pra casa

Saímos de Poindimié no dia seguinte, rumo a Noumea. Fizemos o trajeto pela costa do níquel.  No geral, curti muito a costa, mesmo com o tempo não colaborando. Pelo menos ainda deu pra ver e apreciar paisagens exuberantes cheias de araucárias mil ao lado de coqueiros, dessas visões bizarras e interessantes do país. Confesso que a visão da barreira de corais ao fundo era enfim bastante tentadora pra ficarmos mais… Mas não podíamos.

Como as paisagens são encantadoras e o mergulho promete, Hienghène e Poindimié entraram pra lista de “para voltar com calma”. Um dia, quem sabe…

Tudo de bom sempre.


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Lucia Malla

Uma Malla pelo mundo.

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Ver Comentários

  • Mari, valeu! Nova Caledônia deveria estar na lista de todo mundo de viagem. O país é uma delícia. :)

  • Que lindeza! E isso "mesmo com o tempo não colaborando"! E que divino começar um post (ou qq conversa) com "durante nossa viagem pela Nova Caledônia..." :D :D :D

  • Ai, Oscar, preciso MESMO começar a postar as fotos aqui... vou ver se consigo separar em breve. São muitas araucárias bizarras, vc vai enlouquecer! :)

  • Oi Bóia Paulista! Tudo beleza. Que honra! Sempre uma delícia ter um post selecionado pra #viajosfera. Valeu demais! Beijos!

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Lucia Malla

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