Dos arquivos da National Geographic

Meu sogro está fazendo uma limpeza numas caixas antigas aqui em casa. São muitas, e de vez em quando verdadeiras preciosidades ressurgem nestes arquivos, em meio a mofo e poeira. Como a coleção de revistas National Geographic da década de 50.

(Confesso que ainda não me afundei nessas descobertas, e me prometo há semanas dar uma folheada pelas reportagens antigas, mas nunca o faço; e as revistas continuam empoeirando, agora na mesa da garagem. Das poucas revistas que folheei, terminei encontrando uma reportagem sobre o Lago das Águas-Vivas em Palau maravilhosa… São muitas revistas e requerem tempo para aproveitar cada página com o devido respeito que merecem. Mas sei que mais jóias ressurgirão assim que eu encarar a pilha amarelinha.)

Na edição acima, de novembro de 1955, que fiz questão de escanear e colocar aqui, há uma reportagem sobre a conquista do Everest e de outros picos himalaios pela equipe de Sir Edmund Hillary e Tenzing Norgay, com detalhes da rotina nepalesa além do Everest (a reportagem chama-se “Beyond Everest”). A foto que acompanha o relato é uma pérola à parte.

Eis Sir Hillary no acampamento-base do Everest escrevendo a história de sua aventura numa máquina de escrever, em meio ao gelo e ao ar rarefeito. Para mim, é uma foto clássica, que revela uma época em que o montanhismo era mais romântico, talvez. Em tempos de tocha olímpica no Everest a qualquer custo, relembrar que um dia contar as aventuras sobre escalar montanhas já foi assim, em lento low-tech, nos ajuda a refletir melhor sobre as prioridades e avanços que vivemos atualmente.

Tudo de bom sempre.

Lucia Malla

Uma Malla pelo mundo.

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  • Por força da situação e da minha história, sou low tech até o fim (existe medium tech?), no limite entre o farofa e o high tech (algo como o primo pobre das aventuras), rsssss
    No fim das contas, as restrições orçamentárias trazem um componente existencial para as aventuras, que nem sempre é notado por muita gente "das tribos".
    De todo modo, um dia levo minha Alpamayo 70 ou minha Verglass 55 para ambientes mais rarefeitos, rssss
    abraços,

  • Se eu soubesse que voce se interessa, teria te presenteado com alguns exemplares da década de 30 e 40 (as de 50 voce ja tem) que estavam bem pertinho lá na rua Tiradents no ano passado. Vou falar com a Augusta e da proxima vez que for a Limeira, vemos isso.

  • Catatau, é a velha lei do "quanto pior, melhor"! :D :D :D
    Flavio, da década de 30?? Eu quero ver sim. Deve ter umas preciosidades mais raras ainda.
    Beijos pros 2.

  • Puxa, achei chic mesmo a foto de sir Hillary no Everest à frente de sua máquina de escrever portátil. Tempo bom não volta mais... E olha que saíam preciosidades dessas maquininhas hoje obsoletas na era do computador e da Internet. Achei legal !

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Lucia Malla

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