Última atualização do roteiro pela Ilha Norte “Nova Zelândia em 12 dias – Hobbiton, Auckland e Poor Knights”: 08/dezembro/2019
Era de manhã cedo quando nos encaminhamos para a vila maori de Whakarewarewa, ao lado do nosso hotel. Era a vila que avistávamos da janela.
Na Vila de Whakarewarewa mora uma comunidade maori da Ilha Norte que ainda usa e vive de acordo com os costumes tradicionais. Portanto a autenticidade da experiência é a marca registrada.
O tour é guiado por um dos moradores da vila. É mostrado primordialmente o quanto eles incorporam no dia-a-dia a abundância geotermal que têm ali. Por exemplo, para cozinhar, tomar banho quente, etc. Muito interessante.
De longe, ainda é possível também ver o gêiser Pohutu.
Depois do passeio pela vila, assistimos ao show de dança maori que incluía a tradicional haka. É fundamental incluir em seu roteiro pela Nova Zelândia assistir a um espetáculo de dança haka. Porque é uma das mais interessantes e importantes manifestações culturais dos maoris. Um verdadeiro grito de guerra aliado à dança.
Do Whakarewarewa, continuamos nosso roteiro pela Ilha Norte e tomamos o rumo de Matamata, para visitar Hobbiton, a “cidade” hobbit.
Chegamos lá mais cedo do que o horário reservado para nosso tour. Pudemos então almoçar no café de Hobbiton, o The Shires Rest – nada de especial, confesso. A lojinha fervilhava de gente. Enquanto esperava, enviei um cartão postal de lá, com selo de “Middle Earth”.
O tour em Hobbiton é bem organizado. Nosso guia era um estudante universitário de Cinema – bem apropriado. Juro que achava que ia ver umas 3 casinhas hobbits, e que o passeio todo não duraria mais de meia hora… Mas não!
A cidade tem umas 20 casas hobbits, além de todas as áreas de hortas, jardins, árvores, etc. que vemos no filme. É realmente uma vila hobbit. A trilha para ver todo o Shire leva pelo menos uma hora de caminhada. No fundo leva-se mais, porque toda hora paramos para ver algo, fotografar, o guia conta uma história das filmagens etc.
Enfim, eu não estava muito animada com esse passeio na Ilha Norte. Mas no final curti bastante tê-lo feito. A fazenda é extremamente bucólica, muito lindinha. Ainda por cima, o cenário é todo uma fofura, as flores são reais e lindas, tudo é super-bem-cuidado. Só faltou mesmo ter alguém vestido de hobbit fazendo uns comentários gandalfianos para ficar perfeito.
Gostei também que o tour termina no pub hobbit – que é uma gracinha! Ali, eles te oferecem um copo de cerveja hobbit gratuito (Amber Ale ou Stout). Para as crianças, cider de gengibre. Fazia um calor inacreditável no meio daqueles morros bucólicos sem muita sombra e sem vento. Portanto, a Amber Ale desceu mais-que-perfeita.
Chegamos em Auckland já quase ao anoitecer. Mal deixamos as malas no nosso hotel (o Rendezvous) e fomos subir a famosa Sky Tower, a Torre de Auckland. Lá de cima, assistimos ao pôr-do-sol. Enquanto isso, do outro lado, a lua despontava atrás da ilha Rangitoto.
O jantar foi no ótimo restaurante turco Midnight Express, pertinho da torre. Os pratos vegetarianos eram ótimos, e a ovelha… Sem comentários! Recomendo muito.
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Mais um dia de folga para todos. André e eu continuamos nosso roteiro e saímos cedinho de Auckland rumo a Tutukaka, depois de Whangarei. Ali, encontraríamos o Oscar e a nossa amiga Silvia para mergulhar em Poor Knights.
A manhã estava inacreditavelmente incrível de linda, o mar uma piscina, e a travessia ao Poor Knights, que notoriamente pode ser bem turbulenta, foi das mais tranquilas possíveis. Mergulhamos com a Dive Tutukaka, que fica na cara do píer, e cujo serviço foi nota 10, super-relax com explicações fundamentadas da biologia local.
Poor Knights é uma reserva marinha desde 1975, situada a 25 km da costa e que foi escolhida por Jacques Cousteau como um dos seus 10 pontos favoritos de mergulho do mundo. Pois é, com essa reputação o mergulho só podia ser excelente, né? Ainda mais na companhia de amigos tão queridos.
O local é sagrado para os maoris. É mantido em excelente estado de conservação pelo governo neozelandês. É proibido atracar na ilha. Portanto os barcos só podem se aproximar e ficar a alguns metros da costa. A fauna é simplesmente inacreditável de abundante. O barco mal para e os cardumes de peixes já estão se agitando na superfície do mar.
Só tem um problema: a água é ultra-hiper-super-gelada para os meus padrões extremamente tropicais. Fiz apenas um mergulho, mas o resto do pessoal aguentou dois.
O fundo é dominado por kelp, mas não são aquelas florestas enormes que crescem na costa da Califórnia: aqui o kelp é um pouco menor e se mistura ao fundo rochoso de uma maneira bem interessante. O visual debaixo d’água é espetacular, e em cima da água, os rochedos são também de uma dramaticidade – e altura – incríveis.
Depois dos mergulhos, o barco fez um passeio ao redor de uma das ilhas do Poor Knights, aproveitando que o mar estava uma piscina, e pudemos perceber o quanto a geologia do local é fascinante.
De volta do mergulho, fizemos um mini-tour pela costa da região de Whangarei, que é lindíssima. As praias, baías escondidinhas, recantos cheios de samambaias, areia branquinha e mar azul piscina… Ô Nova Zelândia para ser bonita, gente!!!
Nossa hospedagem da noite era na casa da nossa amiga Silvia. Sabíamos que ela morava off-grid. Ou seja, usando ao máximo os recursos da terra e desconectados das instalações públicas de fornecimento de água, esgoto e energia elétrica. Entretanto, não fazia noção do que isso queria dizer, até chegarmos na casa dela. Que fica, por sua vez, num santuário ecológico de kiwis, no meio do mato.
A casa é uma experimentação máxima de sustentabilidade. Tem geração de energia 100% solar, sistema de saneamento próprio e água captada da chuva. Ou seja, nenhuma gota de água vem do sistema de abastecimento público. Nossa amiga e seu marido plantam vários dos alimentos que consomem. Por causa da distância da estrada e dos morros pra chegar na sua casa, vão ao mercado apenas uma vez por semana para o essencial que não podem produzir.
Apesar de soar desconfortável, a casa era muito bacana, com internet, telefone etc. Além disso, com espaços envidraçados para admiração da floresta ao redor. Jantar no deck, ao som de centenas de passarinhos, conversando com amigos e vendo a lua cheia nascer entre os galhos de árvores e samambaias foi um dos momentos mais energizantes desta viagem.
Aliás, viver sabendo que energia e água não são derivadas de combustível fóssil… Ah! Meu sonho de consumo pra vida! Ali, naquele pedacinho de terra, a Silvia me mostrou que é possível.
Saí da casa daquela propriedade, portanto, com a esperança renovada.
Último dia dos nossos 12 dias na Nova Zelândia. Sempre meio triste acabar uma viagem. Afinal, dá aquele amargo sabor de saudade antecipada. Fizemos uma trilha simples pela mata da Silvia, onde Oscar nos mostrou a samambaia prateada que é o símbolo do país. Depois, então, tomamos o rumo de volta para Auckland.
No caminho, parada básica para encher o cooler de queijos no Puhoi Valley, uma loja de queijos e sorvetes que é das minhas prediletas ever. Almoçamos no Puhoi. Já em Auckland, o Oscar gentilmente nos ofereceu um mini-tour VIP pelo Mount Eden. Lá de cima, temos uma vista linda da cidade! Auckland tem 48 cones vulcânicos, e o Mount Eden é o mais alto deles.
Passamos no mercado para comprar mais queijos e uns vidros de Lewis Road Creamery, um achocolatado orgânico que é o maior hype da Nova Zelândia. Deixamos então o Oscar na casa dele. Fomos afinal buscar o resto da nossa patota de viagem, para voltarmos mais tarde para a casa do Oscar e do Mauricio. Era nosso último happy hour na Nova Zelândia, enfim.
O MauOscar Resort estava padrão 5 estrelas, com uma mesa de queijos e vinhos e outras delícias incríveis. Mas a maior delícia mesmo foi conversar um pouco mais com os dois, antes de irmos para o aeroporto. Grata mesmo por esta amizade que a internet trouxe e a realidade consolidou!
E quanto a Nova Zelândia… Até a próxima! Porque, é claro, haverá uma próxima. Afinal, o país é tão lindo que a vontade que dá é de voltar sempre.
Tudo de kia ora sempre.
Queenstown, Fiordland e Wanaka
Cruzamento para a Ilha Norte, Wellington e Rotorua
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
Começo 2021 no blog resenhando um dos livros que mais me marcou em 2020, "Slavery…
Quando pensamos em receitas para uma boa saúde e longevidade, geralmente incluímos boa dieta e…
Eis que chegamos à maioridade votante. 16 anos de blog. Muitas viagens, aventuras, reflexões e…
O ano de 2020 tem sido realmente intenso. Ou como bem disse a neozelandesa Jacinda…
Nesta maratona de resenha de livros que tenho publicado durante a pandemia, decidi escrever também…
Ver Comentários
Menina, que delícia de roteiro. Pena que acabou. Vou guardar com carinho para qdo eu for.
Flora querida, ainda tô devendo um post genérico (mas esse é mais farra, o roteiro da viagem já acabou mesmo). Aloha!
Lucia, muuuito gostoso essa viagem!! Já estou linkando e vai ser a base para o sonho de consumo número 1 do Ogro aqui de casa! Fantástica essa casa off grid, sonho de consumo (ou desconsumo) como você disse. Beijos!!
Oi Marcia, eu tb fiquei encantada com a casa da minha amiga. Ainda estão construindo muita coisa, ela tem altos planos mais off-grid ainda, mas desse jeitinho mesmo, já me encantou saber que dá pra viver, é viável. Um sonho mesmo! Obrigada pelo comentário! :)
A Bianca vai morrer de inveja da tua foto na casa Hobbit.
:)
Hahahahaha!!!! Mostra pra ela então, Allan!! :D
(Tem mais um monte, se ela ficar curiosa... inclusive da casa do Sam.)
Adorei viajar com vocês um pouquinho nesta parte do roteiro :D Bjs
Aaaaa, que legal!! :)