O não-voto de uma expatriada

Amanhã acontecem as eleições para presidente do Brasil, o país da minha cidadania. (Minhas viagens na maionese sobre cidadania já expliquei antes.)

Enfim, eu não vou votar. Por um motivo simples: para tal, precisaria voar até Los Angeles – o que custa um dinheiro razoável; pra votar, entenda-se. Talvez se eu tivesse um motivo a mais para ir a LA até o faria, mas infelizmente, no meio do semestre, com um monte de compromissos de trabalho estourando aqui em Honolulu, fica praticamente impossível. Além disso, para complicar mais, ainda não transferi meu título de eleitor para cá. Isso torna impossível votar, mesmo se eu quisesse.

(Parênteses: O Havaí não tem um consulado brasileiro “real”, um escritório em si, apenas um cônsul honorário. Este, de acordo com o Itamaraty, é um serviço voluntário, que um cidadão de bem com cidadania no país onde reside e conhecedor da comunidade brasileira local presta para ajudar nos locais onde não há representação oficial do país. Pequenos pepinos são resolvidos pelo cônsul honorário; grandes pepinos, se não forem emergenciais, podem ser resolvidos no consulado itinerante, que passa por aqui pelo menos uma vez por ano; emergenciais, precisa ir ao consulado de Los Angeles resolver. Ou mandar os documentos pra lá, dependendo do que for. Fim do parênteses.)

De modo que este ano, por conta da não-votação forçada, resolvi me dar um refresco da política. Entendo sua importância, entendo sua necessidade, entendo que o voto é a base, o início da construção de um mundo melhor – e isto é algo pelo qual prezo MUITO. Mas confesso que o clima de torcida de futebol que as eleições se tornam me desanima um pouco. Li as propostas dos candidatos a presidentes em seus sites oficiais apenas, ponderei e escolhi em quem eu votaria. Mas li pouquíssimos posts de política – e os que li me convenceram mais ainda em que eu votaria. Mas, como não o farei, prefiro me abster desta discussão “e se”; é contraproducente. O que importa no final é que ações reais por um Brasil melhor sejam concretizadas nos próximos 4 anos.

Afastada que estou do burburinho das eleições, pensando em outras facetas da vida, venho aqui apenas desejar a todos um bom domingo eleitoral. Escolham com a cabeça consciente, aquele ou aquela que vocês acham que representa melhor o que o país precisa pro futuro. Não interessa quem seja; se você escolheu pelos motivos que acredita importantes para sua lógica pessoal, isso já está de bom tamanho, a meu ver. Porque no final, vence a escolha da maioria, e portanto, este será o denominador comum das lógicas pessoais que cada um digita na urna eletrônica. Enfim, votem por esta Malla que está pelo mundo, torcendo não só por um Brasil melhor, mas por um planeta melhor. 🙂

Tudo de bom sempre.

Lucia Malla

Uma Malla pelo mundo.

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  • Pois, Lucia, eu votei por ideologia. Eu pesquisei, mandei mensagens, conversei, analisei propostas. Acho que, pela primeira vez, votei acreditando que meu voto ia melhorar o mundo. Votei pensando que havia luz no fim do túnel.
    E caí do cavalo, viu? Só elegi uma deputada estadual. Enfim, é a vida. Espero que os eleitos me representem como eu gostaria. Já fiz uma tabelinha e vou tentar acompanhar ao máximo, cobrar, correr atrás.
    Quem sabe em quatro anos, né?

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Lucia Malla

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