Hoje é dia de Oscars 2018, a maior festa do cinema hollywoodiano que acontece todos os anos.

Acompanho esta cerimônia religiosamente desde 1983, quando ainda criança e fascinada pelo pequeno extraterrestre, torci loucamente para “E.T.” ganhar todos os Oscars – era ainda o tempo em que a Academia esnobava Steven Spielberg e o filme clássico infantil levou apenas os chamados “oscars técnicos”. (Levou tempo para Spielberg ganhar algum dos prêmios principais, e se tornar o que é hoje, um dos queridinhos do cinema americano.) E já comentei sobre o Oscar aqui no blog, mas não é prioridade, como vocês bem sabem.

E todo ano assisto à cerimônia empolgada pela festa – mas muitas vezes nem tão empolgada com os filmes. Acho que a última vez que um filme me fez torcer muuuuito no Oscars foi com “Boyhood”, do Linklater, em 2015. Este ano, em contrapartida à maioria dos anos, temos uma safra de excelente de filmes, em minha opinião. Meus pitacos são completamente descompromissados, pura diversão anual de quem curte cinema-pipoca.

Minha torcida para o Oscars 2018

Dos filmes a que assisti, concorrendo este ano, meu predileto é “Call me by your name”. Estarei hoje torcendo para Timothée Chalamet ganhar o Oscar de melhor ator – embora seja praticamente impossível vencer do gigante Gary Oldman em “Darkest hour”. Entre as atrizes, Frances McDormand de “Three Outdoors Outside Ebbing, Missouri” é favorita disparada, e também torcerei por ela, que é uma das minhas atrizes prediletas sempre.

“Get Out” foi um filme que me surpreendeu. Afinal, detesto filmes de terror e assisti a este filme sem saber que era um filme de terror. Entretanto, gostei no final, me impressionou demais. A trilha sonora de “Dunkirk” é a minha favoritérrima. Principalmente pelo experimentalismo em crescendo que contrasta com a tristeza “em descendo” da guerra. A trilha faz o filme, em minha opinião.

Adoraria que “Loving Vincent” ganhasse em animação – mas acho difícil. O filme é uma pequena obra-prima técnica, com um roteiro bonitinho e tal, mas não deve atrapalhar os planos de “Coco”.

Dos curtas, assisti recentemente a uma sessão no cinema perto de casa com todos os concorrentes a documentário e ficção curta-metragem. Meus favoritos são “Heaven is a Traffic Jam on 405” como documentário curta. E como ficção curte, meu predileto é “The Eleven O’Clock”. Embora tenha curtido bastante também “The Silent Child”.

Talvez o mais incrível deste ano na minha história pessoal de assistir Oscars, entretanto, seja que eu, que a-m-o documentários (é minha categoria predileta), só tenha assistido a um dos concorrentes, “Last Man in Aleppo”. Aliás, um filme que me deixou muito chocada e extremamente triste.

É isso. Agora é estourar o milho de pipoca e curtir a festa.

Tudo de cinema sempre.

P.S.

Lucia Malla

Uma Malla pelo mundo.

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Lucia Malla
Tags: cinemaOscar

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