Tudo começou com um pequeno dilema de transporte para viajar: levar ou não o gato diabético para o Brasil.
A opção mais fácil era sem dúvida deixá-lo na Coréia do Sul, onde estávamos morando. Afinal, ele está meio velho (9 anos) e diabético, condição que torna uma viagem de transporte longa de avião praticamente letal para o animal.
Há 3 anos, quando ele chegou bastante estressado na Coréia vindo do Havaí após viajar por 10 horas num bagageiro de avião, olhos esbugalhados, ficara assombrado no primeiro dia em terras coreanas com o admirável mundo novo em que viveria. Recusou-se então a sair de sua casinha, mal bebeu água, não comeu. Mas sobreviveu, e não era diabético na época. Depois acostumou-se com a terra do kimchi, é claro.
Entretanto, imaginá-lo (re)vivendo todo aquele stress de novo – e acrescido de que agora ele realmente requeria cuidados especiais – me desanimou deveras. Confesso que comecei a achar que melhor pro bichinho seria ficar por Seul mesmo. Menos sofrimento para ele, aperto no coração para mim.
Fui então conversar com o veterinário. Perguntei sobre a Sociedade Protetora dos Animais da Coréia, se eles recebiam gatos, etc. O veterinário foi muito sincero: os coreanos não gostam de gatos, em geral. No passado, gatos eram considerados animais de mau agouro, e tê-los em casa era sinônimo de azar pra família. Essa falácia ainda paira sobre boa parte dos coreanos, de modo que eles quase não têm gatos como animais de estimação. O veterinário acrescentou ainda que a situação dos gatos entregues aos grupos de proteção de lá não era das melhores, em geral os bichinhos sofriam muito e chegavam até a morrer por lá mesmo.
Com essas palavras nada encorajadoras, comecei então a procurar alguém que quisesse ficar com o gato de presente (de grego, eu sei). Coreano não adiantava perguntar, porque eles culturalmente não gostam do bicho. Ofereci a alguns brasileiros. Tirando os que já não gostavam de gato de cara, os demais deram a mesma resposta. Estavam enfim de passagem pela Coréia, não poderiam se comprometer com um bicho. Justo. A infrutífera tentativa de deixá-lo na Coréia pôs fim ao dilema: faria o transporte dele para o Brasil.
Com a logística de viagem começando a expandir em volume e pressão na minha cabeça, liguei de novo pro veterinário: “Quanto tempo você acha que o meu gato diabético agüenta sem água?” “Umas 24h, no máximo. Ele precisa beber água por causa da diabetes.”
24 horas. Pressenti logo que viriam pela frente momentos típicos de Jack Bauer. Porque o vôo entre Seul e São Paulo obrigatoriamente faz uma parada (na Europa, na África ou nos EUA) e no total são pelo menos 25 horas de vôo continuado, sem contar tempo de trânsito em aeroportos, etc. Se eu tivesse a melhor das conexões possíveis, seriam umas 30 horas no mínimo. O que com certeza não daria muitas chances de sobrevivência ao meu gatinho.
Pioravam o dilema dois fatos. Em primeiro lugar, o fato do gato ser gordo. Porque isso determinava que o transporte dele seria obrigatoriamente no bagageiro, longe de mim. Em segundo lugar, o fato de morarmos a duas horas do aeroporto de Incheon, de onde sairíamos. Esta distância no transporte em terra acrescentaria duas horas de stress desnecessário ao gato diabético perante a jornada dura que viria pela frente.
Várias noites sem dormir, pensando no problema. No meio-tempo, comecei a ver a papelada burocrática necessária para entrar com um gato diabético no Brasil. Todos os documentos dependiam da definição da data de saída, uma nova dor de cabeça. Precisávamos achar uma empresa aérea que fizesse o transporte de um animal por trajeto tão longo.
Indo pela Europa, a passagem era mais cara para mim, portanto não compensava. Pela África, a South African Airways não aceitava animais a partir de Hong Kong (parada obrigatória). Indo pelos EUA, a Continental, mais renomada no transporte de animais, não faz vôos para Seul. Sobravam United, American Airlines, Northwest e as empresas coreanas, Korean Air e Asiana. Logo descobri que a American não transportava bichos em vôos internacionais. A Northwest exigia uma conexâo com outra empresa da mesma aliança aérea, o que não seria simples. O gato tinha vindo pra Coréia de Korean Air, foi super-bem-tratado. Então comecei a pleitear comprar uma passagem pela Korean, com parada em alguma cidade americana para troca de avião. Aí começava o outro problema.
As (poucas) empresas aéreas que restavam só aceitavam fazer o transporte do animal se o trajeto inteiro de Seul até São Paulo fosse feito por elas. Ora, só a United e a JAL fazem isso. Quando me dei conta desse pepino, fiz uma reserva de passagem pela United e outra pela JAL. Mas a conexão pela United era enorme, mais de 8h em Chicago. Pela JAL eram 2 escalas, em Tóquio e em NY, sem possibilidade de ver o gato em nenhuma delas. Isto minimizava a chance de sobrevivência dele, já que ele ficaria sem água por todo o tempo de traslado. Apesar das reservas feitas, ainda estava insatisfeita com a situação. Decidi continuar procurando uma alternativa com menos tempo de conexão.
A insistência me presenteou com um esquema vencedor. Iria enfim até Los Angeles pela Korean, e lá, após apenas 3 horas de conexão, pegaria um vôo da Lan Peru até Lima e de lá para o Brasil. A vantagem dessa alternativa era simples. Em LA, eu seria obrigada a pegar o gato diabético, passar pela alfândega com ele, e recolocá-lo no vôo da Lan. Pegando-o, teria o tempo fundamental para dar água ao bichinho. Além disso, eram apenas 3 horas de conexão. Ainda mais, Lima era apenas uma escala, não conexão. Decidi por esse esquema, finalmente.
Comecei então a papelada burocrática do bicho. 30 dias antes, vacina contra raiva. 7 dias antes da viagem, precisava ir ao aeroporto com o gato, para que o veterinário oficial coreano desse um parecer dizendo que o gato estava saudável para viajar – os 7 dias de antecedência são exigência da embaixada brasileira (se fosse pros EUA apenas, esse documento poderia ser pego na hora do embarque).
De posse do certificado oficial, fui à embaixada brasileira em Seul para que eles emitissem o documento oficial da Vigilância Sanitária, requisitando a entrada no Brasil com o gato. O documento só ficava pronto dois dias depois.
Tudo feito nos conformes. Faltando 5 dias para a viagem, recebo um telefonema do agente de viagens, me informando que o vôo até LA não mais seria feito pela Korean Air, e sim pela Asiana. O que a priori soou maravilhoso, porque a conexão em LA seria agora de apenas 2 horas. Menos stress pro gato.
Chega o dia da viagem. Na minha bagagem de mão, um potinho pequeno com ração a ser dada em LA, uma seringa sem agulha e algodão (2 utensílios diferentes para dar água ao animal). O gato estava insatisfeito no aeroporto de Seul. Dei água e despachei-o no balcão da Asiana. Era dada a largada à maratona de vida ou morte do meu bichinho amado. Agora só me restava mesmo confiar na fisiologia dele.
Vôo de 14h até LA. Fui a primeira a sair do avião, correndo para a imigração – queria agilizar tudo para ter mais tempo com o gato em terra. Como eu estava em trânsito pelos EUA, a aeromoça me informara que eu não precisaria do formulário de imigração para entrar nos EUA. Entretanto, ao chegar na imigração, a primeira pergunta do agente foi: “Where’s the form?”
Tive que entrar numa outra fila enorme para preencher o formulário, voltar até o mesmo agente e ele me liberar. Sair primeiro do avião de nada adiantara, gastei quase uma hora ali entre fila, preenchimento de papel e interrogatório do agente – que foi até bem camarada.
Quando cheguei na esteira de bagagens, uma das minhas malas ainda não aparecera. Enquanto esperava a mala e o gato, o cachorro farejador do policial começou a latir escandalosamente ao lado da minha mochila, que estava no chão. O policial: “Você tem comida na bolsa?” “Sim, tenho ração para gato.” “Preciso ver.” Abro a mochila e mostro o potinho, quase ao mesmo tempo que o gato aparece na esteira. O policial pega meu formulário de alfândega americana e escreve com caneta hidrocor em letras garrafais “Animal food”. Pego as malas e o gato, ponho no carrinho, e vou para a alfândega correndo. Faltavam 40 minutos pro vôo da Lan Peru.
Na alfândega, o policial pede para abrir a mochila. Mostro a comida, e ele me fala que “aquela quantidade pode, mais de 1kg é proibido carregar.” Ok, moço, mas estou atrasada, dá para me liberar logo? O policial dá o aval, e saio correndo com a gaiola em cima do carrinho em direção ao guichê da Lan Peru. No meio do caminho, devolvo as malas para o re-check-in automático, e continuo correndo apenas com a mochila e a casinha do gato. Ainda não havia tido tempo livre para dar água pro bicho.
Quando cheguei ao balcão da Lan (que pelas leis de Murphy era o mais distante no gigantesco aeroporto de LA), a atendente, ao ver o gato, gritou no rádio: “The freaking cat arrived!” Bom, pelo menos eles estavam cientes do passageiro especial.
Faltava menos de meia hora pro vôo e a mocinha foi sincera: “Olha, você precisa fazer 3 coisas para pegar esse vôo ainda. Primeiro, passar a gaiola do gato no raio-X especial. Depois, pagar a passagem do gato no caixa. Por último, fazer o check-in do gato. Não dá pra fazer tudo isso em 20 minutos. Você vai perder esse vôo.”
Respirei fundo. Ciente de que perderia o vôo, a Lan Peru foi finíssima e me garantiu que eu iria, sem custo adicional, no próximo vôo para Lima meia hora depois. Afinal, meu atraso foi causado pela imigração americana, fora do meu controle.
Segui então para o raio-X especial. Entretanto, era só a gaiola que passava no raio-X, não o gato. Tive que tirar o gato da gaiola. Talvez o momento mais difícil de toda essa maratona, porque ele estava tão amedrontado que se agarrou ao travesseiro. Quando finalmente persuadi-o a sair e entreguei a gaiola ao agente do raio-X, fiquei rodando com ele no colo pelo saguão do aeroporto. Ele, estranhando aquele monte de gente ao redor, se agarrava com as unhas no meu ombro. Um pouco de sangue começou a escorrer na minha blusa.
Dei água finalmente nesse meio-tempo, com o algodãozinho molhado. A gaiola voltou, e recoloquei-o em seu lar temporário. Voltei ao guichê da Lan. Paguei a passagem do gato. E entreguei-o a um rapaz muito bonzinho, que, mesmo já atrasada pro novo vôo ganho, me deixou dar água, ração e carinho pro bichinho num cantinho mais calmo do guichê. Ele pegou depois a gaiola e levou o gato para a segunda etapa da jornada.
Eu já estava dentro do avião numa janelinha do fundo quando vi a gaiola ser colocada no compartimento de bagagem aquecido do avião. O moço que o trouxe pôs a casa com o maior cuidado na esteira. Milhares de pontos para a Lan Peru. O vôo foi tranquilo, incluindo a conexão em Lima. 14 horas depois, eu aterrisava, exausta, em Guarulhos.
Cansada, mas não menos preocupada. Afinal, estaria o gato vivo? Passei pela imigração brasileira rapidamente, e corri para a esteira de bagagens. As malas vinham, de todos, menos as minhas. De repente, vejo uma mala, a outra… E finalmente, a casinha do gato. De olhos esbugalhados e rouco, ele parecia meio perdido no tempo e espaço, mas estava vivo.
Dei mais água para ele, peguei as outras malas, e fui em direção à alfândega. Eram 5 da manhã, e o oficial teve que ir acordar a veterinária de plantão. Que àquela hora esperava tudo por ali, menos um gato diabético vindo da Coréia do Sul num vôo de Lima. Sem passar mal, vomitar, ou desmaiar por 30 horas intermináveis. Vivo.
Ficou para mim o aprendizado. O apego de uma pessoa a um bichinho de estimação é mesmo incomensurável, incompreensível, transpõe barreiras (burocráticas, alfandegárias ou logísticas), e por ele, (quase) tudo vale a pena. Basta a alma não ser pequena, como já dizia o poeta.
Tudo de bom sempre ao Catupiry, um gato diabético havaiano que viajou meio mundo. Literalmente.
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
Começo 2021 no blog resenhando um dos livros que mais me marcou em 2020, "Slavery…
Quando pensamos em receitas para uma boa saúde e longevidade, geralmente incluímos boa dieta e…
Eis que chegamos à maioridade votante. 16 anos de blog. Muitas viagens, aventuras, reflexões e…
O ano de 2020 tem sido realmente intenso. Ou como bem disse a neozelandesa Jacinda…
Nesta maratona de resenha de livros que tenho publicado durante a pandemia, decidi escrever também…
Ver Comentários
Comentários que estavam neste post quando ainda hospedado no blogspot:
Lindo o post. Emocionante mesmo.
Eu nem sabia que você estava de mudança para o Brasil. E olha que interessante. Não foi só a trabalheira que você teve para trazê-lo. Você está de mudança, e em vez de falar de si mesma, fez um post enorme pra falar do seu gato.
Achei muito fofo isso.
Marcus | Homepage | 11.06.06 - 4:32 pm | #
**************
Que bom que deu tudo certo pro Catupiry (achei que não ia saber o nome dele).. fiquei nervosa por voce, pois adoro gatos!!
Imagino o que voce deve ter sentido!!
Agora é dar muito carinho pra ele faze-lo esquecer mais esse trauma!!
beijos!
Mercia | Homepage | 11.06.06 - 5:50 pm | #
**************
Agora eu sou fã do Catupiry !!!
Eu sei bem o que é gostar de gato.. Tenho dois malucos.. O Chicó, um siamês de 4 anos, e o Preto, um gato de rua que apareceu por aqui e ficou...
Por curiosidade, qual o peso do Catupiry ? Chicó já precisou fazer uma dieta e hoje tem o peso sob controle (controle da ração é claro !)
Abraço,
Chico | Homepage | 11.06.06 - 9:34 pm | #
**************
Neste momento Catupiry conseguiu superar não somente a condição de andar com as pernas de tras endurecidas, mas com todos os sete quilos dele consegue fazer um pulo de um metro ate o ninho do gato anfitrião (Peteleco) para tomar sol.
Wayne | 11.06.06 - 9:59 pm | #
**************
Nossa, quanta confusão! Mas que bom que no final deu tudo certo e o Catupiry (adorei o nome dele!) chegou vivo e bem.
Você está de volta ao Brasil definitivamente?
[]'s
Chris
Chris Pessoa | Homepage | 11.06.06 - 11:34 pm | #
**************
Importante frisar que há poucos anos atrás eu tinha uma certa implicancia por gatos...mas fiquei totalmente apaixonada por um himalaio de nome Miró(em homenagem ao pintor...hihi) e faço tudo pelo meu afilhado(que é de uma amiga e muito fofo e querido). Tô chorando pelo Catupiry....céus tadinho...mas ainda bem que deu tudo certo. Voltando pro Brasil, é Lu? Seja bem- vinda e beijos pra vc, André e Catupiry...
Manu | Homepage | 11.06.06 - 11:40 pm | #
**************
Oi Lucia,
Sei bem o que vc sentiu. Nao consegui deixar a Nina no Brasil e a burocracia foi enorme pra trazer para a Alemanha. Vc teve que voltar mesmo pro Brasil?
Beijos
Patricia | Homepage | 11.07.06 - 12:52 am | #
**************
Que bom que ele sobreviveu a essa aventura! Ele tem uma ótima mãe!
Leila | Homepage | 11.07.06 - 5:23 am | #
**************
Lucia, que ótimo ter notícias do Catupiry!
Eu queria ter perguntado dele pra você naquele encontro, mas esqueci completamente... tsc, tsc, tsc...
Eu sei muito bem o que é isso... já passei por cada situação com meus bichanos nas dezenas de mudanças que fiz pela vida, nossa...
Que bom que, mesmo com esta confusão toda (tadinho dele, deve ter se estressado bastante), o final foi feliz.
Um beijo e até mais.
Patrícia Köhler | Homepage | 11.07.06 - 6:59 am | #
**************
LUCIAAAAA! Na primeira frase vc tinha que colocar: " Catupiry está ótimo!" e depois contar a história. Quer me matar????????
Ufa, ainda bem que vcs estão bem. Eu sou assim também. Não tem jeito... essas criaturas são parte da gente.
Quando trouxe o Zé, para Rondônia, fui pegá-lo no aeroporto (ele veio sozinho de BH para cá). Minha sogra foi comigo! Foi o evento no aeroporto. Ninguém acreditava que alguém pudesse querer tanto um gato, ainda mais vira-lata!
Ao chegar na área de "encomendas", lá estava o Zé, viçosence, ronronando e rolando pela caixa. Quando me viu, começou a miar. Ninguém acreditou! Minha sogra então, ficou chocada com a receptividade da criaturinha.
É bom lembrar disso...
Beijos
Flávia Nogueira | Homepage | 11.07.06 - 9:37 am | #
**************
Mesmo já conhecendo por alto a estória do Catupiry ainda me espantei de como ele conseguiu sobreviver a esta viagem. Acho que ele gastou algumas de suas sete vidas nesse percurso...
Viva | 11.07.06 - 11:13 am | #
**************
Olaa
Nem li td teu blog ainda, e ja fiquei fascinada, pelo amor demonstrado. Parabéns! Já tens uma nova fa! hehehe
Achei tua luta expendida, teu amor imensurável... pois como tenho uma Gatinha(Siamesa) e uma cadelinha(York), sei como deve ter se sentido...
Aplausos p vc!!!!!!!!!!!!!
So gostaria de te questionar, pois ainda não pesquisei, qnto a valores de passagens p os animais. Não tenho noção alguma, e como estou na Índia, e após minhas férias no Brasil em Dezembro, voltarei p mais 6 meses, e cogito a possibilidade de trazer uma delas...
Pois estou sofrendo mt de saudades...nao eh fácil!
Se possível, gostaria imensamente que me explicasse os procedimentos.
Um grande abraço!
Liz
liz lima | Homepage | 11.07.06 - 6:07 pm | #
**************
Marcus, :)
Mercia, já estou dando carinho... é necessário.
Chico, Catupiry pesa 7.5 kg. Chicó é um nome engraçado!
S. Wayne, soon no food left for Peteleco.
Chris, não, estou apenas temporariamente no Brasil. Mas resolvi trazer o gato para evitar problemas.
Manu, Miró é um nome inspirado!
Pati, a Nina foi com vc?
Leila, obrigada pelo elogio!
Pat Kohler, eu lembro de um post q vc escreveu ainda no Striptease sobre seus bichinhos. Eu adorei.
Flávia, de Viçosa para a Amazônia. Essa é uma mudança e tanto pra um bichinho, vai dizer?
Viva, acho q gastou mais de uma vida, heheee!
Liz Lima, o animal geralmente viaja como excesso de bagagem, a passagem dele custa o valor do excesso, e isso varia de companhia para companhia aérea. Vc precisa ver com qual emrpeas vc vai voar e saber as regras da empresa. Pode ser um processo bastante frustrante, mas não desista!
Pessoal, obrigada por todos os comentários!! Catupiry tbm agradece com miados.
Beijos.
Lucia Malla | 11.07.06 - 9:22 pm | #
**************
Que bom que vc conseguiu. Já quase tive que fazer isso, qdo morei fora e voltei para o Brasil, mas um miserável envenenou o Frajola um mês antes da viagem. :_(
Frajola ia comigo para a padaria, caminhando ao meu lado como um cachorro. Na volta ele pulava no meu ombro, que ninguém é de ferro...
Carlos | 11.07.06 - 10:20 pm | #
**************
Eu sei bem o que é stress com bicho!
O meu Simba andou doente outra vez e eu quase adoeci com ele. hehehe
A gente tem os danadinhos ali e toda aquela coisa de "ah, mas é só um animal de estimação", mas isso é tudo treta... Eles fazem parte da família.
Patricia | 11.08.06 - 6:10 pm | #
**************
Fiquei um tempão sem Internet e agora vou dar uma olhada nas histórias que perdi. Viva o seu bichinho!!! Essa é uma das preocupações que tenho em "adotar" um cachorrinho.
Lili | Homepage | 11.09.06 - 3:19 am | #
**************
Obrigado Lucia! em dezembro qndo voltarmos ao Brasil, vou verificar td direitinho...espero q posa trazer uma delas p ficar comigo...sinto mt falta, q chego a sonhar tds os dias com elas...
grande abraco!
liz lima | Homepage | 11.09.06 - 12:59 pm | #
**************
Meu Deus, eu fiquei que nem a Flavinha, super nervosa para chegar logo o fim da história e saber que estava tdo bem com o Catu...
Mas que viagenzinha difícil, hein? Imagino vc, o tempo todo pensando se o encontraria vivo no destino final!!
Ótimo que deu tudo certo.
Bjos brasileiros no Catu e em vc.
Alline | Homepage | 11.10.06 - 5:08 am | #
**************
Que seu gato viva longamente! Mas, quando ele for se encontrar com Bubastis, se você quiser ter outro, fale com o Daniel Ferrante e veja se você consegue um Gato de Schroedinger.
João Carlos | Homepage | 11.11.06 - 11:57 am | #
**************
Eu fiquei emocionada com sua dedicacao...vc deve ser mesmo uma pessoa especial...vc voltou para o Brasil? felicidades com seu gato
Cilene | Homepage | 11.11.06 - 2:16 pm | #
**************
Nossa emocionante essa história do gato! hehe Eu como tenho duas gatas em casas (mas já tive outra que morreu) sei bem o significado desse apego pelo bichinho que vc disse.
Fiquei tenso lendo o post! haha. Mas feliz pq deu tudo certo! Beijos!
Pedro | Homepage | 11.11.06 - 11:44 pm | #
**************
Lucia,
Achei emocionante o seu post. Que bom saber que voce e o Catupiry sobreviveram essa jornada da Coreia ao Brasil.
Eu tambem sou muito apegada aos meus bichinhos. Temos dois gatos e um lagarto. No ano passado uma das minhas gatinhas foi atropelada e morreu nos meus bracos. Foi super triste. Eles sao parte da nossa familia. Eu te entendo plenamente.
Parabens para o maridao pelo premio.
Beijos,
Regina
Regina | Homepage | 11.12.06 - 8:49 am | #
**************
lucia, bem-vindos - você e o catupiry! imagino bem a angústia...
maria | Homepage | 11.13.06 - 1:31 am | #
**************
Eii passando pra dar uma espiadinha em tdo por aqui, me encantei. parabens.
Ofereço o award nota 10 do lua em Poemas. ...........
bjs e uma otima semana.
NANCY MOISES | Homepage | 11.13.06 - 4:06 am | #
**************
Que maldade, Carlos! Envenenar é coisa de quem não tem coração mesmo. Puxa, q pena.
Patricia, fazem mesmo parte da família. A parte mais miante e indefesa.
Lili, tem q pensar muito mesmo, pq eles requerem atenção e dedicação. Mas valea pena, viu...
Liz Lima, de nada.
Alline, vc e a Flávia me matam de diversão! Mas foi punk viajar com ele sim, mas no fim deu tudo certo. Catupiry é quase um tigre desde que chegou ao Brasil.
João, tentar um Gato de Schroedinger realmente é uma... mas acho q tenho mais cara de gato da Alice.
Cilene, estou temporariamente no Brasil...
Pedro, tbm fico feliz q tenha dado tudo certo. Vc não imagina o aperto no coração q eu tive quando vi de longe a casinha vindo na esteira...
Regina, tadinha da gatinha! É uma tristeza perdê-los, eu sei. Obrigada pelo elogio ao André, devidamente repassado.
Maria, obrigada!
Nancy Moises, obrigada pelo award!
Beijos a todos!
Lucia Malla | 11.13.06 - 5:01 am | #
**************
Oi Lucia!! Tudo bem ai? - Finalmente li a historia inteira e apesar de conhecer o final feliz confesso que fiquei num suspense so!!! UI!!! Emocionante!!
BJS
Ale | Homepage | 11.14.06 - 4:47 am | #
**************
Nem me fala nisso, que bom que deu tudo certo. Eu faço absurdos pelo meu, deixo até de sair de casa Beijocas.
Ana Lucia | Homepage | 11.16.06 - 11:51 am | #
**************
Oi,
pesquisando na internet sobre a filipinas, por uma possivel viajem, fui procurando brasileiros que moram lá, e acabei lendo a sua linda e emocionante historia!
Parabéns!
Fiquei super emocionada, tenho 2 gatas de rua 2 cachorras uma é adotda tb! Amo os animais!
Vc deve sr uma pessoa especial!
bjs
giseli campana
giseli campana | 11.18.06 - 7:10 am | #
**************
nossa, que linda história, lúcia. realmente me emocionei, o coração ficou apertadinho e até li o final antes de tudo só pra saber se o gatinho havia sobrevivido. um herói, ele. cheguei aqui nesse post meio atrasada, vinda lá do idelber, onde li o teu relato sobre os expatriados. gostei muito do que li por lá; gostei muito do que li por aqui. a cada dia mais a internet me surpreende com gente cheia de histórias especiais. voltarei. um bj
cris | Homepage | 11.21.06 - 12:08 am | #
**************
Ale, mas vc sabia o final, como podia ficar de suspense?
Ana Lucia, isso só mostra o quanto eles são importantes na nossa vida, né? Acho q depois dessa aventura, ele é mais amado ainda.
Giseli Campana, obrigada. Não sou especial... apenas tenho um bichinho fofo laranja dentro de casa!
Cris, sinta-se à vontade para viajar à vontade por aqui... Principalmente na maionese, onde meus pensamentos quase sempre terminam florescendo! hahahaha!
Beijos a todas 4.
Lucia Malla | Homepage | 11.21.06 - 5:10 am | #
**************
Lucia, poxa, da proxima vez que for viajar assim avisa com bastante antecedencia pois pode ter gente sempre pronta a ajudar. Eu, por exemplo, moro em Seattle. Se vc tivesse postado, podia passar uns dias aqui em casa. Entao seria Seoul/Seattle pela Asiana, Seattle/Miami por outra cia aerea, e de Mia pra Sao Paulo tem varias companhias aereas. Em Miami podia ate ficar na casa da minha tia...
Ja fiz Seoul/SP varias, vezes, se ja eh a maior canseira conosco, imagina o Catupiry, tadinho. Ainda bem que ele chegou bem!!!!
Bjs!
Mi | 11.29.06 - 2:50 pm | #
**************
Mi, obrigada pela oferta! Mas eu tinha que chegar ao Brasil logo, por causa da viagem pra Londres, saindo do Brasil. Então a logística ficou complicada... mas muitíssimo obrigada pela oferta, pode deixar q eu um dia apareço por aí e a gente toma um café! Beijos.
Lucia Malla | Homepage | 11.29.06 - 11:38 pm | #
**************
Chorei com a história do seu gato. E fiquei pensando em como eu ainda sou pequena, porque eu , com certeza, não teria todo este trabalho por um bicho de estimação, (apesar de me esforçar pra ser uma pessoa do bem). Adorei o seu blog.
bjs
sonia | 06.17.07 - 5:05 am | #
**************
Li,ri e quase chorei!Amo gatos!tenho 03 persas e estou lutando com uma que volta e meia tem problemas no trato urinário.Veio prá mim doentinha e faço tudo para dar a ela uma qualidade de vida boa e tratamento com bons veterinários.
Além de água fesca,sempra limpa, bandejas de areia bem asseadas,dou muito amor!
Ah! esses gatos!!!
TUDO DE BOM PRÁ VC E O SEU CATUPIRY!
Gely | Homepage | 09.10.07 - 11:04 am | #
**************
a vc e a ele, toda a minha solidariedade. passo por isso duas vezes por ano. sempre tenho que pegar o voo mais caro nova orleans-rio pq os mais baratos sempre tem uma perna de conexao em uma empresa que nao aceita cachorro. sempre tem algumas exigencia louca de ultima hora. sempre quase perco o voo fazendo o raio x da caixa. sempre dá algum problema com os documentos dele. sempre, sempre, sempre dá algum chabu. mas vale a pena
Alex Castro | Homepage | 09.28.07 - 11:49 pm | #
Lúcia, eu adorei este post.
Me diverti e me emocionei com a história do Catupiry.
Além disso, seu blog é ótimo, os textos excelentes, uma delícia de ler.
Parabéns!
Mô, e vc é a primeirona a comentar aqui no blog versão Interney!!! Uma honra para mim. Q legal!!! :)
Lúcia,
Nem sei como entrei no seu sítio, mas a história do Catupiry mexeu muito comigo.
Há pouco, tive que me afastar de uma gata que estava comigo há 14 anos. Meu companheiro é muito alérgico e apesar de termos tentado conviver com a Ingrid Blergh [ela foi um filhote horroroso (cabeção, barriga e pernas) daí o nome] por mais de 05 anos, não foi possível continuar. Belas sua luta e coragem.
Hamilton
Nossa eu tava torcendo pra tdo ficar bem, heuheu. Estou admirado pelo amor dedicado ao Catupiry, a maioria das pessoas apenas mandaria o gato sem pensar nas consequencias x/. Vlww x]s
Adorei o nome do seu gato! Muito original, adoro nomes assim pra bichinhos!
E é isso aí! Ohana!!! Não dá pra deixar os bichinhos amados pra trás! Eu mesma, já levei minha gata pro Brasil dos Estates e voltei com mais uma! E nunca as deixaria.
Acabei de encontrar o seu blog e adorei...
Essa historinha me emocionou também!
:~(
amei o texto
de mais
muuuuuuuuuuuuuuito bom !!
ta de parbens!!!!!!!!!!!!!!!!
Eu já passei por isso quando me mudei para Belo Horizonte. Todo mundo dizia que era para eu abandonar minhas gatinhas, mas não tive coragem. Uma porque sou muito apegada a elas e outra porque certamente não sobreviveriam, creio. A Rafaella apareceu em minha casa, no final do ano passado, desnutrida, doente e toda ferida, dei todo o cuidado e carinho que um animalzinho merece, mesmo sendo uma viralata da rua. A Jully, foi abandonada na frente do meu local de traalho ao meio dia, mal sabia andar de tão novinha, iam jogá-la no mato. Vi que aquele pobre animalzinho não ia sobreviver e resolvi levar pra mim mesmo sabendo que dentro de um mês eu ia me mudar pra BH. A única pessoa que me incentivou a levá-las foi a veterinária da cidade, me deu todos os passos de como escolher qual empresa de ônibus eu deveria optar para ir a BH. Chegando aqui, mais um problema, tiveram de ficar num pet shop por umas tres semanas até eu conseguir alugar um apartamento. Não foi fácil mas valeu a pena, amo minhas gatinhas.