No mês de outubro (que já está em seu último suspiro), o tema de discussão no Roda de Ciência foi “Relação entre Ciência e Arte”. Que é, aliás, uma encruzilhada tão intangível para muitos cientistas e tão necessária para o entendimento do público leigo sobre ciência. Embora particularmente tenha passado o mês inteiro viajando “a lazer”, de certa forma o motivo que me levou a Londres tem a ver exatamente com a interrelação sugerida pelo tema. Aproveito a coincidência então para pedir licença e explorar alguns aspectos pessoais que vivenciamos, questionamos, aprendemos, nos deparamos a partir do momento que André soube que havia vencido o Wildlife Photographer of the Year 2006.
Turtle Grooming, por André Seale. <3
Aliás, soubemos dessa novidade em junho, quando estávamos na Coréia. André tinha então acabado de chegar de mais uma expedição nas Ilhas Marshall. É óbvio, a alegria foi enorme, indescritível. Entretanto, a comemoração teve que ser silenciosa, devido ao embargo para a imprensa estabelecido pelo Museu Britânico. Fiquei portanto explodindo de vontade de contar pra todos. Mas não podia – que tortura.
Afinal, ao vencer uma categoria, André imediatamente concorria ao prêmio máximo, que é o Wildlife Photographer of the Year mesmo. Este prêmio só é revelado na hora da entrega dos demais prêmios. Aliás, esta alegria final terminou indo para o sueco Göran Ehlmé pela foto de uma morsa se alimentando de sedimentos numa região da Groenlândia. Göran levou 10 anos para conseguir a imagem, e é uma foto definitivamente única no mundo, do comportamento de um animal difícil por si só de ser fotografado, e pouco entendido pela ciência.
Merecido o prêmio. Embora houve controvérsias nos bastidores… Afinal, muitos não gostaram da qualidade fotográfica em si da imagem, ou seja, da arte. Nesse caso, podemos de certa forma dizer que a ciência falou mais alto na hora da decisão do júri, já que o comportamento animal foi mais relevante que a beleza artística. Comentários como “a foto é muito verde e ciano, tem áreas desfocadas em demasia, o canto superior direito é espaço morto indesejado, e se fosse qualquer outro animal ali, a foto seria considerada ruim para envio, etc.” abundaram. Aliás, essas foram as frases mais entreouvidas à boca-miúda e captadas pela minha parabólica pessoal na semana de atividades do Museu.
Göran e sua imagem vencedora de uma morsa
O fotógrafo Göran e sua controversa morsa premiada, abaixo. Na foto, ele conversa com o CEO da Shell.
Mas vejo por outro lado. No momento em que a ciência é preponderante num concurso de fotografia tão reconhecido mundialmente, acho que o objetivo pragmático da arte (pelo menos aquela que se pretende a tangenciar com a ciência) foi alcançado. A arte como veículo de aprendizagem da ciência: não é isso que boa parte dos cientistas esperam? Parabéns ao simpático fotógrafo, que trouxe a desconhecida etologia da morsa para as páginas do noticiário mundial.
Voltemos ao prêmio em si. O Wildlife Photographer of the Year deste ano gerou também um outro tipo de controvérsia. Esta controvérsia, entretanto, estava muito mais relacionada à política de conservação do ambiente. Era com o patrocinador do concurso.
Percebemos indícios iniciais dessa controvérsia ao chegarmos no dia da cerimônia de premiação ao Museu de História Natural Britânico. Ao sairmos do metrô, vestidos elegantemente, nos deparamos na porta do museu com um grupo de ativistas ambientais do Friends of the Earth (alguns fantasiados de animais ameaçados de extinção) nos saudando com panfletos e frases irônicas/ácidas sobre a presença da Shell como patrocinadora do evento. Protesto pacífico, e de certa forma, com razão.
A Shell, uma empresa petrolífera, já esteve envolvida (dados do Friends of the Earth) em diversos acidentes ambientais. Acidentes estes que prejudicaram a vida selvagem de ecossistemas pristinos e de comunidades locais que dependiam desses recursos para subsistência. Uma demonstração de atitude nada ecológica. E de repente, a empresa, para tentar melhorar sua imagem, decide patrocinar o prêmio mais importante de Fotografia da Vida Selvagem. Isto mesmo, a mesma vida que ela acidentalmente ajuda a destruir ao longo do tempo de sua existência.
Contraditório, não? Até o CEO da Shell, em seu discurso de abertura da Cerimônia de Premiação, confessou estranhamento nessa dicotomia difícil de engolir. Mas, é claro, a história é mais reveladora que as desculpas ambientais do discurso dele.
Esse foi o primeiro ano em que houve protestos contra o patrocinador do concurso. Não contra o concurso em si, que todos entendem unanimemente como uma oportunidade fundamental de divulgação da vida selvagem, acima de qualquer suspeita. E, claro, foi o primeiro ano da Shell nesse papel.
Como sabemos que o orçamento necessário para a organização de um concurso desses não é nada baixo e também sabemos que a fotografia é uma arte já menosprezada pela maioria do público e que precisa de incentivos como esse para sobreviver dignamente, fomos atrás de mais informações. Perguntamos diretamente à diretora do Museu Britânico, responsável pela organização desse concurso há mais de 20 anos. E a resposta dela nos surpreendeu deveras.
Por muitos anos no passado, o patrocínio para o evento veio da British Gas, também uma empresa petrolífera, “destruidora do ambiente”. Aparentemente, a British Gas possui uma melhor reputação frente aos grupos ambientais (Menos desastres? Mais programas de auxílio?). E por esta reputação, nos anos anteriores jamais foi cogitado protesto algum mesmo sendo também uma petrolífera a patrocinar tal evento.
A única alteração foi mesmo o nome da empresa patrocinadora. Porque a indústria do petróleo, uma das mais ricas do planeta, já auxiliava há anos a competição, e com isso amenizava sua propaganda negativa de causadora de desastres ecológicos.
E por que então os grupos ambientais estavam calados no passado, e esse ano apenas, resolveram agir? Essa pergunta ainda me incomoda, porque imagino que a resposta possa trazer à tona um double standard perigoso para os grupos ambientalistas, que tanto prezo por sua luta valiosíssima pelo bem-estar do planetinha azul e de seus habitantes. Fica o mistério.
À noite, com as mesas para a festa sob a cauda do dinossauro.
A cerimônia de premiação aconteceu numa quarta-feira, no Dinosaur Hall do Museu de História Natural de Londres. Essa sala principal do Museu estava toda modificada, com luzes vermelhas e amarelas, e uma cortina de “céu” ao fundo, para dar a sensação de universo àquele momento. No dia seguinte, revisitei o local, e nostalgicamente percebi que havia vivido um momento de sonho. Olha o contraste!
De dia, como os visitantes vêem – que já é impressionante.
E na quinta de manhã, houve a abertura oficial da Exposição Fotográfica do Shell Wildlife Photographer of the Year para a imprensa. A exposição correrá por alguns países do mundo e infelizmente não virá ao Brasil.
Ficamos a manhã inteira e parte da tarde conversando com fotógrafos renomados e profissionais da National Geographic, BBC Wildlife, Getty Images, jurados do concurso… Enfim, um festival de papos agradáveis. Mas também um assunto triste em comum em quase todos: o quão irreversível pode estar a situação da natureza em nosso planeta.
Momento de explicação das fotos em exposição. O contato direto com a imprensa e com os profissionais da fotografia teve uma constatação interessante para a vida selvagem: saber bem a ciência do que se fotografa é crucial para o sucesso do seu clique.
A cabine de votação popular das imagens prediletas na exposição – é possível votar online também.
Para a maioria dos profissionais tarimbados que lidam com vida selvagem no seu dia-a-dia, são claros os indícios de que algo não vai bem nos ecossistemas do mundo inteiro. O próprio vencedor geral, Goran, nos disse que as morsas costumavam aparecer num certo mês na Groenlândia. E que de uns tempos para cá, têm vindo cada vez mais cedo, provavelmente devido (adivinhem?) ao degelo da região. Degelo este provocado pelo aquecimento global, é claro. Lamentável.
Será que ainda há como negar que o planeta está pedindo socorro? E a pergunta mais importante que todos se faziam era a mesma: como podemos agir para amenizar os percalços naturais que vêm por aí? Como será que a arte da fotografia pode auxiliar na construção de um mundo melhor, no aumento da conscientização pelo meio ambiente, na disseminação do conhecimento científico sobre o ambiente que vivemos? Como integrar arte e ciência em benefício do futuro?
Foca saindo no gelo, foto de Baard Naess que ficou em segundo lugar na categoria “Animal portraits”. Eu amei essa foto, que simbolicamente mostra apenas uma saída de respiro ao animal para sua sobrevivência: questionar o humano que a olha. Demais, não?
“Fotógrafo Jovem de vida selvagem” do ano Rick Stanley, de 17 anos. Ele já mostra virtuose com a lente, nesse clique de uma perereca sendo predada por uma cobra. De certa forma, o prêmio é um incentivo à juventude: pare e olhe o ambiente natural ao seu redor, porque ele ensina sobre a vida em diversos âmbitos.
Além de conversar com pessoas, nessa manhã de “encontro com a mídia” tive mais tempo para admirar melhor as fotos vencedoras desse ano. Difícil escolher qual a mais bonita, e imagino o trabalhão que os jurados tiveram para selecionar entre as 18,000 enviadas aquelas 80 que ali estavam expostas como as melhores do mundo. O cd que ganhei com todas as fotos do concurso me permite mostrar apenas 5 na internet sem pagar – e escolhi para publicar aqui as 5 que me marcaram mais (quem quiser ver as demais, dê uma passada pela galeria online do Museu, vale a pena). Ei-las abaixo.
Precisa explicar? Eu, que sonho em visitar a Namíbia exatamente por causa do deserto, delirei ao ver essa foto de Bernard Van Dierendonck, vencedora da categoria “Wild places”. Essa duna vermelha… Parece até uma pintura, não uma foto! Fantástico.
O autor dessa foto, o sueco Jocke Berglund, estava sentado na mesma mesa que a gente durante a cerimônia de premiação. Apesar das poucas palavras, ele trouxe uma forte mensagem com sua imagem vencedora da categoria “The world in our hands”. A foto é do trabalho de limpeza por caminhões de uma clareira aberta por um furacão numa floresta sueca. Vista de cima, a foto fala por si: é a esperança sob a forma de uma árvore. A foto mais tematicamente impactante da exposição, em minha opinião.
Confesso que fiquei impressionada com a força do olhar desse leopardo já morto, virado tapete e encontrado por Alessandro Bee à venda numa loja da Tanzânia. Ela parece pedir socorro. A foto ficou em terceiro lugar da categoria “The world in our hands”.
Levou um tempo para eu entender o que era essa foto. Já havia conversado com o fotógrafo Juhani Kosonen e seu filho na noite de terça, num pub onde os vencedores se reuniram para o warm-up da festa, e sabia o tema da foto. Mas só depois de vê-la é que entendi a genialidade do clique: são gotas de orvalho numa janela. Algo tão simples retratado de forma tão esplêndida: merecidíssimo o primeiro lugar na categoria “Creative visions of nature”.
Outro exemplo de simplicidade genial para revelar um comportamento. O caranguejo-côco fotografado em ação: subindo coqueiros. Mas a composição da foto é tão linda e simples que estonteia a gente. A foto é de Jan Vermeer e venceu a categoria “Animals in their environment”.
Constatação randômica: Apenas uma mulher premiada com o terceiro lugar numa categoria – sinceramente, custo a entender por quê, já que em geral mulheres tendem a ser mais pacientes, e fotografar vida selvagem requer toneladas dessa virtude. Uma das juradas com quem conversei quer incentivar mais mulheres a submeter fotos ao concurso – só não sabe ainda como. De acordo com ela, 80% das fotos submetidas são por homens. Dado interessante.
Como tudo que se preza na Inglaterra, a festa da fotografia selvagem terminou… num pub. Mais chavão britânico, impossível. Cheers!
Tudo de bom sempre.
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
Começo 2021 no blog resenhando um dos livros que mais me marcou em 2020, "Slavery…
Quando pensamos em receitas para uma boa saúde e longevidade, geralmente incluímos boa dieta e…
Eis que chegamos à maioridade votante. 16 anos de blog. Muitas viagens, aventuras, reflexões e…
O ano de 2020 tem sido realmente intenso. Ou como bem disse a neozelandesa Jacinda…
Nesta maratona de resenha de livros que tenho publicado durante a pandemia, decidi escrever também…
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Comentários que estavam neste post quando ainda hospedado no blogspot:
Lindas, lindas as fotos. A mais impactante é a da pele de onça. Que olhos! Aliás, a da foca também tem isso, os olhos que olham para a câmera com grande expressividade.
Um amigo meu viu "O Rei Leão" e ficou impaciente com a abordagem infantil do filme, onde o leão não come nenhum animal, a não ser larvas. Ele disse: "as larvas não têm olhos, elas não parecem realmente vivas, por isso podem ser comidas".
Beijos,
Marcus | Homepage | 11.01.06 - 2:11 pm | #
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Lindas..lindas...falam por si! A foto da foquinha é de chorar, pois a impressão que ela me passou foi de pedor socorro tanto quanto a onça morta. A da duna...é uma pintura..a do orvalho...eu jurava que era uma foto sub-aquatica :0...Incrível...eu vou votar on-line, sim...sabe que adoro fotografia, né? Sobre o assunto Terra...semana passada até fiz outro texto sobre o assunto...até meio parecido com o do "Dia da Terra", para chamar a atenção sobre o problema...teve uma entevista super interessante na Vela intitulada "A vingança de Gaia"...só me lembrei de vc...se tiver como ver..acho q vai gostar...é sobre a "Hipotese de Gaia".....
Um beijão, Lu...e tudo de bom!!!
Manu | Homepage | 11.01.06 - 11:46 pm | #
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P.S: To pessima como digitadora...:S.....a entrevista saiu na Veja...páginas amarelas...agora sim...
Manu | Homepage | 11.01.06 - 11:48 pm | #
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Mallinha, em resposta a sua pergunta nos meus comentários, já estive em Valdes, no inicio do mes, as fotos estao no flickr (o link tah no blog). Lugar fantastico, dos mais lindos que jah vi. Estarah em meu relato patagonico. Bjos.
Camburizinho | 11.02.06 - 5:00 am | #
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Tudo de lindo, essas fotos!
Que bom que você está de volta. Estava sentindo falta!
Abracinho,
Issana
Issana | Homepage | 11.02.06 - 5:16 am | #
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Nossa, um espetáculo!
Mas não entendi a foto da morsa... na verdade, não vi nada... Nem a morsa nem os dejetos... Mas é porque eu sou ignorante nesse assunto mesmo.
Ah, e a foto que eu mais gostei mesmo foi a da foca. Que coisa mais linda.
E a da árvore na clareira, ficou perfeita.
Amei.
Beijos
Flávia Nogueira | Homepage | 11.02.06 - 9:31 am | #
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Marcus, a foto vencedora tbm o é de certa forma por causa do olhar. Ampliada, a morsa parece estar inquisitivamente olhando a lente. Aliás, de acordo com muitos, era o q "salvava" de certa forma a foto, o olhar. Mas o olhar da onça pra mim é imbatível, muito marcante.
Manu, vou dar uma olhada na Veja... Gaia é um tema confuso hoje em dia.
Camburizinho, relato aguardadíssimo desde já!
Issana! Q feliz ao ler o seu comentário! Obrigada pelo carinho!
Flávia, a morsa está meio q no meio daquela poeira. Não é uma foto fácil de ver: eu fiquei um tempo tbm para entender a imagem - dificuladde q para muitos já era sinal suficiente para q não fosse a melhor... enfim. Mas a da árvore para mim tbm é demais. Muito linda.
Beijos a todos, e q alegria pessoal voltar a responder com calma os comentários amigos!
Lucia Malla | 11.03.06 - 4:43 am | #
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Dando uma de chato, se a foto é da Namíbia, não deve ser uma onça, mas um leopardo.
Fabricio Neves | 11.03.06 - 8:45 am | #
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Voce estah certo, Fabricio, eh um leopardo. Deslize meu, jah corrigido no post. Valeu o toque.
Lucia Malla | 11.03.06 - 9:14 am | #
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Também não gostei da foto da morsa. Primeiro fiquei olhando e parecia mais uma lagosta, ou outro tipo de bicho. As outras todas são muito mais lindas. Ele podia ter ganho alguma menção especial, mas não o prêmio máximo.
Leila | Homepage | 11.04.06 - 2:12 am | #
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Olá Lucia! Poxa, como é difícil achar ums blogs com bom conteúdo! Olha aí o seu! Gostaria de lhe fazer uma proposta, quero tornar-me visitante frequente do seu espaço, e com isso linkar o seu blog ao meu, você faria o mesmo! Afinal de contas a união é a alma do negócio...o que acha? Ainda por cima podemos contar como uma nova amizade....aguardo o seu retorno!
Zero | Homepage | 11.04.06 - 2:25 am | #
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Arte não é rigor técnico. É expressar uma visão que só o artista viue provocar reflexão. Todas as fotos acima são arte.
Daniela Castilho | Homepage | 11.06.06 - 12:37 am | #
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Oi Lúcia,
Maravilhosas fotos... Outro dia lembrei de vocês... Costumo ouvir uma rádio web chamada Radio Paradise (www.radioparadise.com)... Eles tem um plug-in desenvlvido pelo Sun Labs capaz de relacionar fotos às músicas que estão sendo tocadas..
As fotos são obtidas da base de dados do Flickr e relacionam as tags da foto às tags da música.. O resultado às vezes é incrível! No meio disso tudo surgem ótimas fotos..
É meio fútil eu sei.. Mas às vezes deixo o som rolando e o browser mostrando as fotos no monitor do lado.. Pra quem gosta de foto, é uma janelinha que vai passando ao som da música.. Divertido quando a atenção não é tão exigida..
Bom, quanto ao seu post, não há o que dizer !!!
Já dei os parabéns antes.. Mas volto a fazer isso.. Parabéns !!! Ótimo post, ótimas fotos..
Abraço,
Chico | Homepage | 11.06.06 - 8:12 am | #
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Uau. Só isso, uau.
Thuin | Homepage | 11.06.06 - 11:36 pm | #
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Amei tudo, inclusive a foto da morsa. Achei maravilhosa. Parabéns novamente pelo maridão. Muito merecido!
Lili | Homepage | 11.09.06 - 3:26 am | #
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Malla,
É minha primeira vez por aqui, adorei o post do Shell Wildlife Photographer of the Year simplismente o máximo eu fiquei horas no museu em dezembro babando e tentando aprender com as fotos. Fiquei super feliz de saber que o "A Janela Laranja" tem um link aqui. Os blogs tem muito em comum, viagens, climate change e muita fotografia.
Abs ao casal!!
Marcio
marcio http://ajanelalaranja.b | Homepage | 03.06.07 - 5:15 pm | #
Se a fotos pertencem à albúns privados porque coloca o hiperlink?
Pq é a forma de gerar html q eu escolhi para o meu blog. No álbum do flickr, elas estão do mesmo tamanho q aparecem aqui. Portanto, mesmo se o acesso fosse aberto, ninguém veria nada de diferente do que já se vê aqui.
Além do mais, as fotos que realmente importam neste post (as vencedoras maravilhosas) estão no site do NHM. Basta procurar lá.