São Paulo

Um sábado no Embu das Artes

No final do ano passado, quando ainda estávamos morando em São Paulo, fomos visitar o amigo Doni em sua casa no Embu das Artes. Na verdade, levá-lo uma vitrola, objeto sem utilidade para a gente e que estava empoeirando na nossa casa – e que ele se mostrou bastante interessado em cuidar.

Na ocasião da visita, conheci seus pais. Além de sua cadela pulante Buffy e seu cão grandão Lex Luthor, todos uns amores.

Daí que decidimos que, já que dirigimos até o Embu, melhor aproveitar o dia por lá. Fizemos um pequeno “tour” pelas ruas e cantinhos cheios de arte que o local oferece.

O Doni, morador desde sempre do Embu, foi o guia perfeito. Contou algumas histórias interessantes sobre o local. Empolgado que estava com sua vitrola nova, comprou uns discos de vinil numa barraquinha perto da igreja.

Passeamos pela feirinha, conversando, dando risadas e observando os produtos à venda. Muitas antiguidades e coisinhas para decoração da casa interessantes. Pena que eu já sabia que estava de mudança

As Artes do Embu das Artes

Há também muitas barraquinhas com objetos de arte, dos artesãos locais. Alguns de qualidade duvidosa, mas outros muito interessantes. Goste-se ou não das artes de cada um, pelo menos ali há um espaço e uma opção para a exposição e comercialização das obras, o que é, no final das contas, muito bom para o artista. Além de trazer os turistas da capital, que movimentam o local e trazem a animação da novidade a ser vista.

Guloseimas do Embu

E, claro, não podíamos deixar de nos deliciar com um monte de guloseimas que vendiam pelas ruas. Paramos num desses bares com mesinhas na rua e decidimos comer uns tira-gostos, escolhidos pelo Doni. Afinal, ele conhecia cada recanto da gastronomia de rua local.

Conversamos um tanto de coisas interessantes, sobre psicologia, filosofias, comportamento humano, política e… a vida em geral. Por mais que o local tenha se tornado pop… Que fique lotado nos fins de semana com os visitantes da capital que agora não é mais tão longe dali… Ainda assim, há um clima interiorano no Embu que insiste em prevalecer e ritmar quem se aventura por suas ruelas cheias de arte e bucolismo.

O resultado de nosso passeio: arte de rua, papo agradável, risadas, numa tarde de sol ameno e sendo anfitriada por um amigo querido.

Uma Malla no Embu das Artes.

Precisa de mais? Com o pensamento bem leve, foi então chegada a hora de pegar a Raposo e voltar pra casa em Sampa.

Obrigada pela companhia, Doni. (Demoro a escrever, atraso com meus relatos, mas não esqueço.)

Tudo de bom sempre.

Lucia Malla

Uma Malla pelo mundo.

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Lucia Malla

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