300.000. Esse é o número aproximado de indianos e/ou descendentes de indianos que habitam Fiji na atualidade. Com tanta influência da cultura indiana nesse arquipélago do sul do Pacífico, um templo hindu em Nadi era quase parada obrigatória nos nossos planos (além de muitas samosas, claro).
Então decidimos visitar o templo que o Lonely Planet dizia ser bem perto e tranquilo de onde estávamos. O nome do templo? Ah, prepare a língua: Templo de Sri Siva Subramaniya Swami. Pois é. Mas o que o nome tem de complicado, o templo tem de bonito.
Chegamos de manhãzinha, o templo mal tinha aberto. O dia estava perfeito, um sol lindo em Nadi. Estávamos a caminho do Pacific Harbor, mas a parada estratégica não ia custar muito tempo.
De acordo com o Lonely Planet de papel, este é um dos pouquíssimos templos de arquitetura Dravidiana fora da Índia. A arquitetura Dravidiana nasceu no sul da Índia, e é caracterizada principalmente por essas formações de pirâmide no topo dos prédios. Além do colorido, claro, que é de alucinar. Uma jóia.
O Sri Siva Subramaniya Swami em Nadi é o maior templo hindu no hemisfério sul do planeta – mas não é muito grande pros padrões que a gente imaginava. E fica praticamente no centro de Nadi. Ou seja, ideal para aqueles que estão com pouco tempo na cidade. O que provavelmente deve ser a maioria dos turistas, já que Nadi é considerada um lugar de passagem, apenas um grande hub pra outras ilhas e áreas de Fiji.
Não sou inteirada nas tradições hindus, mas é proibido usar sapatos pela área do templo, então andamos descalços (o que eu adoro, diga-se) observando os detalhes magnetizantes da construção. É realmente de arrepiar. Aparentemente, os adornos e artefatos que estão à mostra ali foram trazidos direto da Índia, assim como o arquiteto que elaborou a construção.
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O templo é em honra à divindade de Shiva (ou uma de suas encarnações…) e o teto do varandão é todo decorado com afrescos coloridérrimos bem psicodélicos. Adorei demais.
É também proibido fotografar as partes internas do mesmo, mas ficamos só por fora nas áreas de visitação. Em menos de 30 minutos conseguimos não só visitar o templo todo, como apreciá-lo. É claro, um arquiteto provavelmente ficaria ali mais tempo, admirando cada recanto intricado e cor da construção. Para nós, entretanto, a visita foi suficiente: observamos um pouco da cultura hindu e de uma de suas jóias espalhadas pelo mundo.
Vale a visita se você tem um tempo extra por Nadi.
Tudo de bom sempre.
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
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Mari, a iluminação de manhã cedinho foi o q achei mais lindo tb. E esse passeio foi o 1º q fizemos em Fiji. Era o prelúdio de uma viagem inesquecível... ;)
Que lindo!!! Esse colorido impressionante com esse céuzão azulaço total tá incrível!
Esses templos hindus são mesmo muito interessantes.. Em Cingapura existem pelos menos uns 5 neste mesmo estilo.. Gostaria de conhecer um pouco mais do hinduísmo para entender melhor tudo o que via...
Fotos ficaram lindas o contraste com o céu azul ficou show
Oscar, eu fiquei mais curiosa sobre a arquitetura... achei lindíssimas as cores! É uma alegria só! :)