Entrevistas

Entrevista viajante: André Marmota

Estou inaugurando uma brincadeira/semi-idéia que tive há pouco tempo. Neste caso, principalmente, colada do Gadling. A ideia é selecionar amigos para uma entrevista sobre (adivinhem?) viagens. Bater um papo com conhecidos, que revelem um pouco mais sobre cada um. O Gadling faz com os blogueiros que lá participam. Eu, entretanto, faria com quem eu quisesse. A regra é simples: feita via MSN ou email, tem um corpo básico de perguntas. Mas este corpo básico não prepondera sobre a premissa de deixar o papo fluir. Se a entrevista cair pra uma viagem na maionese total, aliás, que assim o seja enfim. Meu amigo André Marmota topou ser cobaia da primeira entrevista. O resultado, portanto, saiu mais ou menos assim.

Entrevista viajante: André Marmota

Você se considera mais ecoturista ou é ainda mais adepto aos passeios urbanos?

Marmota: Bom, eu estou acostumado a passeios urbanos, claro… Se for contar todas as viagens que fiz, a maioria sem dúvida alguma contaram com um mínimo de conforto, sabe? Mas já acampei algumas vezes, longe de infra-estrutura, e até me adaptei numa boa.

Qual foi sua viagem inesquecível? Por quê?

Marmota: Resposta curta: a última, sempre! Resposta longa: Europa, outubro de 2004, ao lado de dois amigos, Lello e Luciana. Foi inesquecível porque surgiu despretensiosamente, em um bate-papo beirando à fossa, em fevereiro daquele ano. Tava todo mundo tão pra baixo que, naturalmente, surgiu uma idéia: “- Que tal uma viagem? – Ah, pode ser. Que tal Buenos Aires? – E que tal Europa? – disse um deles Eu juro que duvidava daquilo, acreditava realmente que a viagem não ia sair de jeito algum. Tinha tanta certeza que fiz uma aposta: “se esse passeio rolar, eu pago um jantar pra vocês dois, em Paris”.

E pagou?

Marmota: O jantar foi pago na noite do dia 22 de outubro, no Bistrot Romain, perto dos Boulevares, em Paris. Custou uns cento e poucos euros. Mas tava bom,viu?

Imagino!

Marmota: Naquele mês, separamos 20 dias pra visitar sete cidades: Porto, Lisboa, Madri, Barcelona, Paris, Veneza e Roma.

E qual foi então a pior viagem que fez? Por quê?

Marmota: Puxa, uma roubada… Roubadas eu costumo esquecer. Acho que as piores roubadas que já me meti viajando foram decisões entre amigos envolvendo litoral sul paulista e algum feriado prolongado. Daqueles que a maior lembrança é a fila do pedágio. É quando a gente se pergunta “por que diabos estamos aqui”.

Credo.

Marmota: … pior que já fiz isso algumas vezes… 😛

Qual a comida mais exótica/ estranha que já comeu numa viagem?

Marmota: Ah, não costumo ter essas frescuras, não. Pelo contrário, acho que isso faz parte do passeio! Quando estive na Alemanha, em 2005, eu simplesmente ignorava o fato de não entender alguns itens do cardápio e pedia, sem constrangimento. Depois comia, numa boa! Se bem que, na Alemanha, é fácil. Normalmente é salsicha e batata. Ah, lembrei de um caso. E nem foi longe: Buenos Aires.

O que aconteceu lá?

Marmota: Fui com dois amigos, o Narazaki e o Sakate, a uma churrascaria rodízio. Chamava-se Rodizio. Original, né? O esquema era o de sempre: vinha uma empanada, depois abria o buffet de saladas, e antes da sobremesa vinha aquele desfile de carnes argentinas. Eu, que adoro um churrasco, peguei de tudo. A questão é que um deles não era muito afeito a carnes muito gordas… De repente, veio costela de cordeiro. Tinha até carne e osso naquele pedaço de gordura.

Urgh! Meu fígado dói só de pensar…

Marmota: Naquela noite descobri ainda que eles têm um corte “nobre”, que parece vindo da garganta do animal. Carne de goela!

Você tem alguma mania ao viajar? Tipo colecionar fotos de orelhões, beijar o chão ao chegar, etc.?

Marmota: Comprar cartões postais! É o meu souvenir, sempre. Eu não dou bola quando perco um passeio considerado imperdível, ou alguma oferta… mas já fiquei triste por ter esquecido postais numa mesa de restaurante…. 😛

Qual o souvenir mais exótico que já trouxe de algum lugar?

Marmota: Hmmmmm… Puxa, difícil essa. Lembrei de um souvenir perdulário, daqueles que eu jamais compraria de novo: uma mágica imbecil envolvendo moedinhas, logo depois de um japonês em Paris ter me convencido de que era engraçadinha. No fim, a mágica dele foi ter tirado alguns euros do meu bolso… 😛 Mas normalmente, só trago souvenir clichê…

Uma dica sua especial, afinal.

Marmota: Uma dica? Pra passear? Florianópolis! Vá de carro, ou arrume um lá, e tire uma semana para constatar a diferença entre alguns pontos da ilha, especialmente as praias sossegadas do sul com o agito efervescente do norte.

E a próxima viagem é para…

Marmota: Europa, “parte dois”! Na verdade, seria “parte três”. Mas como a viagem que fiz pra Alemanha em 2005 teve origem profissional, não conto como “férias”…

Ah, conta sim, vai!

Marmota: Serão outras sete cidades. Algumas, revival total. Amsterdã, Copenhague, Estocolmo, Praga, Atenas, Paris e Colônia.

Você vai amar!

Marmota: Tomara!!! Ah, mas eu estou bem entusiasmado, já!

Então boa viagem!

Marmota: Obrigado!!!

Que tal? Será que dá pra continuar com outra entrevista? O que vocês acham que precisa melhorar?

Ah, e coincidentemente, hoje, quando publico esta entrevista, é aniversário de 5 anos do blog do Marmota. Aliás, ele está lá em Amsterdam, comemorando a data! Parabéns a ele!!

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Lucia Malla

Uma Malla pelo mundo.

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  • Adorei a idéia. Ficou muito legal, conhecer a personalidade viajante de cada um. Parabéns e é cada coisa que a gente vê nessa blogosfera. Curti demais.

  • Jorge e Emilia, valeu pela força. Assim eu me empolgo e termino entrevistando vcs tbm... :D
    (Sim, isso é uma indireta direta para que vcs sejam meus convidados!)

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Lucia Malla

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