Estou inaugurando uma brincadeira/semi-idéia que tive há pouco tempo. Neste caso, principalmente, colada do Gadling. A ideia é selecionar amigos para uma entrevista sobre (adivinhem?) viagens. Bater um papo com conhecidos, que revelem um pouco mais sobre cada um. O Gadling faz com os blogueiros que lá participam. Eu, entretanto, faria com quem eu quisesse. A regra é simples: feita via MSN ou email, tem um corpo básico de perguntas. Mas este corpo básico não prepondera sobre a premissa de deixar o papo fluir. Se a entrevista cair pra uma viagem na maionese total, aliás, que assim o seja enfim. Meu amigo André Marmota topou ser cobaia da primeira entrevista. O resultado, portanto, saiu mais ou menos assim.
Marmota: Bom, eu estou acostumado a passeios urbanos, claro… Se for contar todas as viagens que fiz, a maioria sem dúvida alguma contaram com um mínimo de conforto, sabe? Mas já acampei algumas vezes, longe de infra-estrutura, e até me adaptei numa boa.
Marmota: Resposta curta: a última, sempre! Resposta longa: Europa, outubro de 2004, ao lado de dois amigos, Lello e Luciana. Foi inesquecível porque surgiu despretensiosamente, em um bate-papo beirando à fossa, em fevereiro daquele ano. Tava todo mundo tão pra baixo que, naturalmente, surgiu uma idéia: “- Que tal uma viagem? – Ah, pode ser. Que tal Buenos Aires? – E que tal Europa? – disse um deles Eu juro que duvidava daquilo, acreditava realmente que a viagem não ia sair de jeito algum. Tinha tanta certeza que fiz uma aposta: “se esse passeio rolar, eu pago um jantar pra vocês dois, em Paris”.
Marmota: O jantar foi pago na noite do dia 22 de outubro, no Bistrot Romain, perto dos Boulevares, em Paris. Custou uns cento e poucos euros. Mas tava bom,viu?
Marmota: Naquele mês, separamos 20 dias pra visitar sete cidades: Porto, Lisboa, Madri, Barcelona, Paris, Veneza e Roma.
Marmota: Puxa, uma roubada… Roubadas eu costumo esquecer. Acho que as piores roubadas que já me meti viajando foram decisões entre amigos envolvendo litoral sul paulista e algum feriado prolongado. Daqueles que a maior lembrança é a fila do pedágio. É quando a gente se pergunta “por que diabos estamos aqui”.
Marmota: … pior que já fiz isso algumas vezes… 😛
Marmota: Ah, não costumo ter essas frescuras, não. Pelo contrário, acho que isso faz parte do passeio! Quando estive na Alemanha, em 2005, eu simplesmente ignorava o fato de não entender alguns itens do cardápio e pedia, sem constrangimento. Depois comia, numa boa! Se bem que, na Alemanha, é fácil. Normalmente é salsicha e batata. Ah, lembrei de um caso. E nem foi longe: Buenos Aires.
Marmota: Fui com dois amigos, o Narazaki e o Sakate, a uma churrascaria rodízio. Chamava-se Rodizio. Original, né? O esquema era o de sempre: vinha uma empanada, depois abria o buffet de saladas, e antes da sobremesa vinha aquele desfile de carnes argentinas. Eu, que adoro um churrasco, peguei de tudo. A questão é que um deles não era muito afeito a carnes muito gordas… De repente, veio costela de cordeiro. Tinha até carne e osso naquele pedaço de gordura.
Marmota: Naquela noite descobri ainda que eles têm um corte “nobre”, que parece vindo da garganta do animal. Carne de goela!
Marmota: Comprar cartões postais! É o meu souvenir, sempre. Eu não dou bola quando perco um passeio considerado imperdível, ou alguma oferta… mas já fiquei triste por ter esquecido postais numa mesa de restaurante…. 😛
Marmota: Hmmmmm… Puxa, difícil essa. Lembrei de um souvenir perdulário, daqueles que eu jamais compraria de novo: uma mágica imbecil envolvendo moedinhas, logo depois de um japonês em Paris ter me convencido de que era engraçadinha. No fim, a mágica dele foi ter tirado alguns euros do meu bolso… 😛 Mas normalmente, só trago souvenir clichê…
Marmota: Uma dica? Pra passear? Florianópolis! Vá de carro, ou arrume um lá, e tire uma semana para constatar a diferença entre alguns pontos da ilha, especialmente as praias sossegadas do sul com o agito efervescente do norte.
Marmota: Europa, “parte dois”! Na verdade, seria “parte três”. Mas como a viagem que fiz pra Alemanha em 2005 teve origem profissional, não conto como “férias”…
Marmota: Serão outras sete cidades. Algumas, revival total. Amsterdã, Copenhague, Estocolmo, Praga, Atenas, Paris e Colônia.
Marmota: Tomara!!! Ah, mas eu estou bem entusiasmado, já!
Marmota: Obrigado!!!
Que tal? Será que dá pra continuar com outra entrevista? O que vocês acham que precisa melhorar?
Ah, e coincidentemente, hoje, quando publico esta entrevista, é aniversário de 5 anos do blog do Marmota. Aliás, ele está lá em Amsterdam, comemorando a data! Parabéns a ele!!
Booking.comMaioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
Começo 2021 no blog resenhando um dos livros que mais me marcou em 2020, "Slavery…
Quando pensamos em receitas para uma boa saúde e longevidade, geralmente incluímos boa dieta e…
Eis que chegamos à maioridade votante. 16 anos de blog. Muitas viagens, aventuras, reflexões e…
O ano de 2020 tem sido realmente intenso. Ou como bem disse a neozelandesa Jacinda…
Nesta maratona de resenha de livros que tenho publicado durante a pandemia, decidi escrever também…
Ver Comentários
Adorei a idéia. Ficou muito legal, conhecer a personalidade viajante de cada um. Parabéns e é cada coisa que a gente vê nessa blogosfera. Curti demais.
Muito legal a tua entrevista, ótima idéia. E já vou dar uma olhada no blog dele...
Jorge e Emilia, valeu pela força. Assim eu me empolgo e termino entrevistando vcs tbm... :D
(Sim, isso é uma indireta direta para que vcs sejam meus convidados!)