Uma joaninha que voa pelos pixels da web sem porteira e que mexe as asinhas de felicidade a cada novo projeto bacana que surge. Eis a melhor definição do blog da Lucia Freitas para mim. A Xará Freitas, como a conheço, tem afinal milhares de tentáculos virutais. Além do seu blog, participa de muitos outros, sempre com animação e alto astral. Idéias legais pipocam quando ela está num grupo. Aliás, tenho a sorte de postar ao lado dela em dois desses projetos, o Faça a sua parte e o Goitacá. Posso comprovar, portanto, que sua energia é tamanha para abraçar o mundo de boas atitudes. Saber das suas aventuras viajantes foi muito legal. Compartilho então com vocês a entrevista feita por email com a Lucia Freitas.
A Lucia me autorizou a fuçar em seu flickr para pegar uma foto dela e pôr nesta entrevista. Escolhi a que fica na página do perfil dela do blog, que é muito bonita. Mas lá no flickr, achei o álbum do Boris, o gato laranja fofíssimo que a Lucia tem. Então não resisti. Então resolvi apresentar a vocês também, nesta mesma entrevista. Não é um fofo?
Lucia Freitas: Os dois. Adoro destinos ecológicos – praia ou montanha, tanto faz. E adoro descobrir as cidades, suas áreas verdes, pontos culturais… depende da inspiração.
Lucia Freitas: Curiosidade, vontade de conhecer. O próximo será uma das Chapadas que não conheço ainda: Diamantina, Guimarães ou dos Veadeiros… Para escolher onde ficar, como chegar, etc, internet, sempre. Vale de site oficial a blog.
Lucia Freitas: Jericoacoara, 2000. Já tinha escrito e visto absolutamente tudo sobre o lugar e foi magnífico conhecer ao vivo – mesmo que tenha chegado lá junto com a chuva… A companhia também ajudou muito, um casal de amigos ótimo, aventureiro, do tipo topa-tudo. Exploramos cada detalhe do lugar e voltamos cheios de fotos e histórias (pena que foi antes da digital…)
Lucia Freitas: A viagem de volta da excursão com a Esquadrilha da Fumaça. Explico: entrar num boeing depois de 20 dias conhecendo Nordeste e Norte do Brasil a bordo dos Tucanos da FAB – tá, também fiz vários pedaços de Bandeirantes (arght), o “conforto” foi um horror. Depois das acrobacias, da convivência com os pilotos e mecânicos, dos shows, aquilo foi o fim da picadinha. Nem o livro por escrever à frente animava… Aliás, já está na hora de alguém fazer outro livro comemorativo do Esquadrão de Demonstração Aérea – EDA. Lá vão quase 60 anos de história…
Lucia Freitas: Confissão: eu fujo de comidas estranhas. No Nordeste, nunca evitei pimenta e temperos – até porque gosto. Mas este negócio de buchada de bode e outros acepipes não é comigo. Nem Israel e Jordânia conseguiram me tirar do trilho.
Lucia Freitas: Levar itens importantes (passaporte, grana, cartões) naquele saquinho que vai pendurado no corpo.
Lucia Freitas: Descobrir a trilha de cada lugar. Músicas novas, outras línguas e ritmos. Foi assim que encontrei Buenos Aires 8 e ótimos sons em Israel.
Lucia Freitas: É uma lembrança, na verdade: um passeio noturno em Tel Aviv, na única noite em que passei na cidade. Os verdes, o mar, o bairro boêmio e a companhia de um amigo israelense até então desconhecido, entre novas palavras em hebraico se tornaram algo inesquecível. Na noite escura, luzes, as altas palmeiras da universidade e os predinhos ainda marcados por tiros…
Lucia Freitas: Não é minha. Ouvi de um editor meu: o melhor jeito para conhecer uma cidade é se perder. Adoro me perder nas cidades pelo mundo afora. Confesso que gostaria de ter mais coragem para me perder no mato ou no campo.
Lucia Freitas: Quero ir a Bogotá para o próximo Campus Party… e fazer o caminho de Santiago de Compostela, a pé, como se deve.
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
Começo 2021 no blog resenhando um dos livros que mais me marcou em 2020, "Slavery…
Quando pensamos em receitas para uma boa saúde e longevidade, geralmente incluímos boa dieta e…
Eis que chegamos à maioridade votante. 16 anos de blog. Muitas viagens, aventuras, reflexões e…
O ano de 2020 tem sido realmente intenso. Ou como bem disse a neozelandesa Jacinda…
Nesta maratona de resenha de livros que tenho publicado durante a pandemia, decidi escrever também…
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Muito legal a entrevista... sempre bom conhecer pessoas :D
Essa dica de se perder quando viaja é ótima. A gente só conhece uma cidade quando anda a pé por ela - inevitavelmente, isso inclui perder-se uma hora ou outra. :)
Bela entrevista.
Certa vez, ao final de uma palestra na empresa em que trabalhava, fui escalado para dar uma carona ao palestrante até o aeroporto. Uma hora de bate-papo com Amyr Klink, que resultou num convite: "passe por Paraty para conversarmos com calma. Acho que você seria um ótimo companheiro de viagem." Nunca apareci.
A Lúcia Freitas me fez lembrar do comentário por que acho que ela seria uma boa companheira de viagem. Por que não uma ótima companheira? Porque sou um limpa-trilhos que prova de tudo o que encontra pela frente. Depois, reclamo. Mas não desisto.
Manu, valeu!
Lu Monte, eu tbm adoro me perder por uma cidade. Há cidades, como Veneza por exemplo, que se vc não se perde, vc definitivamente não conheceu a cidade. :)
Allan! Como vc perde a oportunidade de viajar com o Amyr Klink? Ele é meu ídolo viajante. Aaaaa....
Lucas, é o q eu comentei com a Lu Monte: se perder pode ser a melhor parte do roteiro. ;)
Beijos a todos.
Adoro a Lu(Joaninha). Fiz um post contando como conheci o blog dela e porque ele chamou minha atenção.
Lúcia é uma pessoa muito especial.
Taí, mais coisas sobre a Joaninha que eu não sabia. Agora, me perder em um lugar estranho é comigo mesmo, nem preciso fazer força, hehe.
beijo, menina