Livros

Viagens em torno do DNA

Hoje no metrô acabei de ler o livro “Genes, Girls and Gamow”, de James Watson, o cientista que desvendou em 1953 a estrutura em torno do DNA.

O livro é uma narrativa dos bastidores da biologia molecular no período pós-DNA e pré-Prêmio Nobel de Watson. Muito focado em sua busca eterna da mulher amada. Um livro bem leve, a meu ver.

Ao narrar suas desventuras amorosas (seria melhor falar desastres), Watson consegue entremear o texto com um retrato pessoal e apaixonante dos desafios da ciência na época. O relato é recheado de detalhes pessoais sutis sobre as personalidades envolvidas com as grandes descobertas da metade do século passado. Adorei a narrativa de seu encontro com Salvador Dalí em NY, por exemplo. Neste encontro, Watson, implorando para ser atendido por Dalí, escreveu o seguinte bilhete.

“The second brightest person in the world wants to meet the brightest.”

Mais arrogância Watsoniana, impossível. “Genes, girls and gamow” é, portanto, um livro de entretenimento para biólogos. E também para não-biólogos interessados nos dilemas humanos que existem por trás das pessoas que têm idéias brilhantes.

Isso me deu a deixa para cumprir uma promessa feita a um amigo especial.

No dia 17 de novembro de 2004, escrevi um post sobre o DNA bastante viajandão. Meio fora de contexto, mas com uma mensagem pessoal filosófico-biológica profunda: o sentido da vida para mim. Um post que o meu amigo Renato pediu pessoalmente para ser reprisado aqui.

Então, Renatão, eis o prometido presente. A republicação na íntegra do seu post predileto.

Um abraço Mallístico.

DNA: a viagem

“Ainda me pego admirando – e amando! – estrutura do DNA. Embora hoje vivamos na era de “proteomics” (o universo biológico em 2004 gira em torno de proteínas e suas estrepolias), ainda é a simplicidade enigmática do DNA que me fascina.

A viagem do DNA é ser complexo em sua simplicidade. Apenas fosfato, 4 bases nitrogenadas, açúcar. Não dá pra entender tanta simplicidade trazendo tanta complexidade com ela. Mas sua simplicidade pelo menos esclarece uma das grandes questões do universo: qual o sentido da vida.

Sentido da vida: 5′ – 3′. Fácil.

Tudo de bom sempre.

Lucia Malla

Uma Malla pelo mundo.

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Lucia Malla

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