Itália

Visita rápida ao Aquário de Milão

Quando estive em Milão em 2013, tive uma tarde livre para andar pela cidade com minha amiga Alline e sua fofíssima filha. Milão é conhecida por sua atitude fashion, sua arquitetura belíssima e seus museus sensacionais, mundialmente famosos. Mas foi enquanto andávamos pelo Parque Sempione que a Alline sugeriu a visita ao Aquário de Milão, uma estrutura meio esquecida nesta cidade de superlativas construções.

E eu curto visitar aquários. Principalmente para aprender sobre a perspectiva educativa de cada um deles, o quanto se empenham e se dedicam à conservação, e os programas que oferecem além da visita (voluntariado, atividades para crianças etc.). Milão não é uma cidade praiana, portanto também imagino que manter um aquário ali funcionando deve gerar um desafio extra à prefeitura, e muitas vezes as respostas a estas adversidades falam bastante sobre uma cidade e sua filosofia com os habitantes dela.

Histórico Aquário de Milão

Escultura representando coral-dedo.

O Acquario Civico Milano é o terceiro mais antigo da Europa, inaugurado em 1906. Portanto, há uma importância histórica de sua presença ali, num recanto do parque. De longe seu prédio não impressiona tanto. Mas quando a gente chega perto e percebe os detalhes da arquitetura, aí começa a admiração: o Aquário tem diversos pontos de arte com temática marinha. No jardim do Aquário, as esculturas modernas todas aludem a corais, peixes e afins. O jardim, aliás, é uma ótima área para as crianças se divertirem. Além de perfeito para uma respirada das caminhadas do dia.

Gárgula de polvo! <3

No dia em que fomos, o Aquário estava bem vazio. Era fim de tarde num dia de semana no início de outono, e fazia um friozinho razoável. A entrada custa 5 euros, e se você chegar na última meia hora, é gratuita. Se bem me lembro, foi exatamente o que fizemos.

O que ver no Aquário de Milão?

Há dois principais focos de exibição do Aquário: o túnel arredondado no maior tanque, onde ficam os peixes grandes (tubarões, raias etc.) e os peixes de água doce – dado que Milão está no interior, faz sentido. Há pinceladas em diferentes ecossistemas costeiros tropicais do mundo, com comentários específicos sobre a Itália.

Entretanto, confesso que esperava um Aquário um pouco maior. Acho que, enfim, em menos de meia hora conseguimos ver todas as exibições que estavam ali. Mas vale pelo descanso. Afinal, o arco formado pelo túnel funciona como um portal para a dimensão dos peixes em exibição no resto da estrutura. Onde você pode sentar e apreciar com calma os animais. É interessante.

Meus dois centavos: acho que a cidade poderia se esmerar mais para cuidar dele. É nítido a quem visita que o Aquário tem importância terciária na estratégia de turismo da cidade. Usá-lo como instrumento educativo, o que possivelmente também atrairia mais turistas, principalmente os que viajam com crianças e ficam enfadados de tanta igreja e museu e loja de griffe. O Aquário serviria como um break mais interessante destas atividades.

Uma das esculturas de peixe do jardim do Aquário.

Por ser uma visita fácil e rápida de se fazer, recomendo ir, nem que seja para descansar olhando os peixes. Não precisa de mais de uma hora para ver tudo no Aquário. E o prédio com seus detalhes marinhos é fofo! Vale pelo menos dar um alô pro deus romano Netuno, que fica nos recepcionando na porta de entrada.

Tudo de bom sempre.

Lucia Malla

Uma Malla pelo mundo.

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Lucia Malla

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