Hoje, 14 de novembro, é o dia mundial de conscientização sobre a diabetes. É mais uma dessas datas criadas para em um só esforço gerar discussão, fazer as pessoas lembrarem de tal problema e tentarem se mobilizar para fazer algo sobre ele, principalmente para quem está vivendo com diabetes. Claro, não é só no dia 14 de novembro que devemos pensar na diabetes. Mas a data serve para reforçar a sua importância, pôr na pauta de legisladores, pacientes, familiares etc. a demonstração do quanto perdemos anualmente se deixarmos os diabéticos ao deusdará, de quão fundamentais são os cuidados com a patologia.
Como todo ano, a intenção da campanha é trazer a diabetes para a pauta do dia. Para simbolizar esta pauta, luzes azuis serão acendidas nas principais cidades do planeta. São muitos assuntos no mundo que precisam entrar na pauta do dia, e a diabetes é apenas mais um deles. Mas nem por isso deve ser menosprezada. Afinal, só nos EUA são 23 milhões de diabético e 50 milhões de pessoas em estado de pré-diabetes, num total de mais de 20% da população afetada de alguma forma pela doença. Não pensem que o Brasil está muito atrás na estatística: a estimativa é que haja quase 12 milhões de diabéticos brasileiros (baseado nos dados populacionais de 2007), sem contar os pré-diabéticos. No mundo todo, são 283 milhões de de pessoas vivendo com diabetes – and counting.
Minha proximidade com o problema vem de 2 frentes diferentes. Primeiro, trabalhei por 3 anos com pesquisa de diabetes na Coréia. Nesse período, estudei a patologia do ponto de vista científico, esbarrei com a “pergunta de 1 bilhão de dólares” que toda grande empresa farmacêutica quer responder: uma cura. A outra frente é a minha prima diabética tipo 1, que descobriu sua condição ainda (pré-)adolescente. Ao ver uma pessoa próxima diagnosticada diabética, a questão até então científica moveu-se de certa forma para o lado pessoal. Ou pelo menos passou a tocar mais fundo. E, humana que sou, fez então a motivação ser mais intensa, para estudar e aprender mais.
Minha prima, coincidentemente, está num hospital do Rio neste momento, aguardando alta. Acabou de ter um bebê, que nasceu prematuro por causa das complicações de sua diabetes durante a gravidez. Ela passa bem. Mas o bebê precisará crescer mais antes de ter alta. Apesar do senso comum da família e dos médicos que aconselhavam que ela não tivesse filhos nunca (por causa da diabetes, blablabla), ela não se intimidou. Preferiu então arriscar pelo sonho de ser mãe. E hoje ela é. Tenho certeza que, seu bebê passando este período complicado em incubadora, ela será uma ótima mãe. Com seus defeitos e qualidades particulares, como quase todas mães são.
É este exemplo, que me faz hoje simbolicamente acender uma luz azul neste blog que já é azul por outros motivos. De como se vai vivendo com diabetes sem medo caso se foque no seu controle bem-feito. O que não é fácil, mas também não é impossível. Acender uma luz pela minha prima. Pelos amigos que fiz na comunidade Diabetes Brasil do orkut. Pelos pesquisadores que não desgrudam do assunto querendo sempre trazer uma melhoria a mais para os milhões de pessoas que dependem de insulina para terem uma vida normal.
Tudo de azul sempre a eles.
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
Começo 2021 no blog resenhando um dos livros que mais me marcou em 2020, "Slavery…
Quando pensamos em receitas para uma boa saúde e longevidade, geralmente incluímos boa dieta e…
Eis que chegamos à maioridade votante. 16 anos de blog. Muitas viagens, aventuras, reflexões e…
O ano de 2020 tem sido realmente intenso. Ou como bem disse a neozelandesa Jacinda…
Nesta maratona de resenha de livros que tenho publicado durante a pandemia, decidi escrever também…
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Tarde, mas bem tarde eu digo... Obrigada por lembrar da nossa "doce" vida.
oi falando de saude visite o meu blog sobre sindrome do panico, obrigadão.