Big Island

Arredores de Hilo: o Jardim Botânico de Hilo

Como disse no post passado, Hilo é uma cidadezinha pacata da Big Island, sem muitas atrações turísticas de destaque. São seus arredores que realmente fazem você ficar embasbacado, e vou dedicar alguns posts a lugares que valem a pena ser relembrados. Um dos destaques é o Jardim Botânico de Hilo.

Jardins botânicos não são tão diferentes uns dos outros a meu ver. Sempre um arsenal de plantas maravilhosas dos lugares mais exóticos imagináveis misturadas à exemplos da vegetação da própria região que não é menos maravilhosa.

(Plantas são lindas, e eu sou suspeita para fazer qualquer julgamento, pois as adoro.)

Destaques do Jardim Botânico de Hilo

O Jardim Botânico de Hilo não é diferente. Mas há algumas “ênfases” interessantes, como uma variedade imensa de helicônias, orquídeas e figueiras, além de uma cachoeira natural, a Onomea Falls. Mas talvez o mais diferente de tudo seja a localização do Jardim Botânico de Hilo, na Baía de Onomea. Esta baía é uma reentrância escondida numa ravina lindíssima.

Passeamos durante uma tarde pelo Jardim Botânico de Hilo debaixo de intensa garoa. A baía de Onomea de vez em quando aparecia por entre as árvores, com baleias jubarte e golfinhos fazendo festa perto das ondas furiosas que quebravam com força nas rochas vulcânicas. Um belo e delicioso passeio, em mais uma das surpresas de Hilo.

A baía de Onomea (o Jardim Botânico fica em suas encostas).
A cachoeira de Onomea, dentro do Jardim Botânico de Hilo.


A lenda da baía de Onomea

A pedra da lenda.


 “Diz a lenda que em algum momento do passado, a tribo havaiana de Kahali’i morava na baía de Onomea. Um dia, o chefe da tribo avistou embarcações se aproximando da área. Pensou que estavam sendo atacados. Imediatamente, reuniu-se um conselho tribal, e decidiu-se então construir uma proteção. Entretanto, vendo que a construção não seria terminada a tempo, o chefe pediu que dois jovens enamorados fossem oferecidos aos deuses numa noite em que ninguém ousasse sair de casa. E assim os havaianos de Kahali’i fizeram. No dia seguinte, entretanto, ao acordarem, descobriram que o casal de apaixonados havia se transformado em uma rocha, protegendo a baía para todo o sempre.”

(Retirado da placa que está na foto.)

Bonitinha a história, né?

Olha então a foto da estrada cênica que leva ao Jardim Botânico.

Estrada cência para o Jardim Botânico de Hilo.

Eis aqui algumas fotos das belezas que vimos neste pedaço verde da Big Island. Acho que, aliás, elas falam mais que as minhas palavras. Plantas não são realmente maravilhosas? Viva os cloroplastos!

Tudo de bom sempre.

Booking.com

Lucia Malla

Uma Malla pelo mundo.

Disqus Comments Loading...
Compartilhar
Publicado por
Lucia Malla

Artigos Recentes

Maioridade: 18 Anos de Uma Malla pelo Mundo

Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.

4 anos ago

Viagem pela memória da escravidão

Começo 2021 no blog resenhando um dos livros que mais me marcou em 2020, "Slavery…

5 anos ago

Por que nós dormimos

Quando pensamos em receitas para uma boa saúde e longevidade, geralmente incluímos boa dieta e…

5 anos ago

Sexta Sub: 16 anos de uma Malla pelo mundo

Eis que chegamos à maioridade votante. 16 anos de blog. Muitas viagens, aventuras, reflexões e…

6 anos ago

O fim de tudo

O ano de 2020 tem sido realmente intenso. Ou como bem disse a neozelandesa Jacinda…

6 anos ago

Darwin dormiu aqui

Nesta maratona de resenha de livros que tenho publicado durante a pandemia, decidi escrever também…

6 anos ago