Uma coincidência envolvendo a atual briga entre a Micronésia e República Checa.
Temos um casal de amigos que mora na Micronésia. Aliás, por coincidência, visitamo-los em janeiro e de vez em quando os cito no blog. Ele é britânico, ela americana. E todo verão, os dois vão passar um período na Inglaterra, para visitar a família dele. É uma viagem longa, praticamente uma RTW a cada temporada e sempre que fazem essa jornada, separam uns dias para ficar com a gente em Honolulu e pôr as fofocas em dia.
Enfim, fato é que fofocas e notícias da Micronésia chegam à Europa em geral como chegam ao Brasil: uma vez a cada década (e olhe lá!). Ninguém ouve falar direito dessa parte do mundo. Ai de você, aliás, se se empolgar ingenuamente a explicar a diferença abissal que existe entre as Ilhas Marianas e as Ilhas Gilbert. Para o jornalista, afinal, é tudo “lá”, na imensidão azul distante e desconhecida. Se você detalhar física de partículas ou explicar as reações da cadeia respiratória mitocondrial, provavelmente será visto como menos “alienígena” por ele do que se quiser se esmiuçar sobre a geografia da região.
Mas aí que saiu num jornal britânico uma notícia micronésia pra lá de estranha: os Estados Federados da Micronésia estavam processando a República Checa por querer renovar o contrato de funcionamento de uma grande usina termelétrica na própria República Checa. A Micronésia, claro, alega que a usina contribui para o aumento do CO2 na atmosfera, o que colabora para o degelo das calotas polares e consequentemente para o aumento do nível dos mares – e a Micronésia está perdendo áreas de costa por conta disso. É a primeira vez na história que uma querela judicial dessas é oficializada.
Sem entrar nos detalhes legais e/ou no mérito da questão, o fato é que tal notícia apareceu também num jornal de papel, e um vizinho da família do meu amigo lá na Inglaterra veio todo contente mostrar aquele recorte de jornal para ele, contando algo do país “tão distante em que você mora“.
Aí nosso amigo pega a reportagem e vê a foto.
E dá uma risada daquelas. Porque a foto “da Micronésia” que ilustra a reportagem é do André. (E já esteve aqui no blog antes.)
Pior: não foi tirada nos Estados Federados da Micronésia. Foi tirada nas Ilhas Marshall – que fazem parte da região micronésia, mas são um país separado.
Tudo bem, a coincidência releva os detalhes errôneos. Nosso amigo trouxe o recorte pra gente, para também curtirmos tal serendipidade. Adoramos. 🙂
Thanks, Simon!
Tudo de bom sempre.
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
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Ver Comentários
Grande Bigfoot! Faltou, não. A foto estava creditada direitinho no jornal. :)
Muito bacana a história do Nobel de Química! Obrigada pelo link. Beijão!
Como diriam algumas correntes filosóficas (e eu tendo a acreditar), se você analisar com a devida profundidade, não existem coincidências separadas da Providência! Mais uma prova que o mundo é micro num universo em crescimento acelerado!
Isso não muda a dimensão da maravilha do encontro. Aliás, maravilha de fotografia, como usual...
Faltou o crédito na foto?
PS offtopic (não existem offtopics): Já viu a história por trás do nobel de química deste ano?
http://www.pbs.org/newshour/rundown/2011/10/quasicrystals-win-chemistry-nobel.html
Abraços e tudo de bom sempre!
Sincronicidade! Adoro este tema.
(Lembra quando você me deu uma carona para o prédio onde eu estava hospedada em Moema e o endereço era o mesmo onde você tinha morado há anos?!)
Viva, lembro demais dessa coincidência!!! Um barato, não? Adoro também. :)
Beijão!