Ir para a Disney foi uma dessas aventuras de criança que nunca me encheram os olhos. Naquela época em que todos os amigos da escola em que estudava iam passar férias em Orlando, meu sonho de consumo de viagens era simplesmente ir para a casa da minha vó em Aracaju, quem sabe esticar até Maceió.
E esse “desprezo” pela Disney continuou na minha vida adulta. Mesmo ouvindo de diversos amigos a avaliação chavão de que “Disney era muito divertido mesmo para adultos”, quando estive na Flórida em 2007 passamos por Orlando e… seguimos em frente, rumo a Gainesville, onde minha amiga Maria nos aguardava. Entre Orlando e Crystal River, fiquei com os peixes-boi – decisão da qual não me arrependo, aliás. A Disneylândia subaquática valeu a pena.
Mas a vida é irônica e dá voltas e rasteiras e vendavais incríveis. De modo que me vi de repente numa viagem de trabalho para Anaheim, California. Conferência com mais de 12,000 participantes. E o centro de convencões fica ao lado da Disneyland. (O que tem de pesquisador com os filhos pelas ruas não tá no gibi…) Vou ter que mergulhar no mundo de Mickey Mouse, Pato Donald e afins por osmose – logo eu, que sempre vesti a camisa da Turma da Mônica.
Em menos de 10 minutos em Anaheim, o motorista da van que me trouxe do aeroporto de LA, um libanês que não parava de falar nem contar histórias de Beirute por quase uma hora, já fez um mini-tour, com diversos comentários e dicas da cidade, no sentido mais sarcástico possível. Ao fim da corrida, recebi um cartão de business com um endereço em Beirute, “just in case someday you go there”. A van também foi aquele festival United Nations: um japonês que mora na França, uma brasileira que mora no Havaí (eu), um casal de australianos que mora no México, e uma família do Texas que vinha de Vancouver. O ser humano moderno é definitivamente uma espécie nômade.
Neste momento, estou no aconchego do hotel, tentando ajustar o jetlag. Mas meu feeling me diz que essa viagem vai ser lotada das bizarrices que normalmente acontecem comigo. Vamos ver.
Tudo de bom sempre.
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
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Quando lá estive já há bastantes anos obrigado por um sobrinho insistente prometi que nunca mais voltava.
Depois abriu em França e já me "obrigaram" a ir lá 2 vezes como estou na Europa ficou mais fácil a deslocação :)
Penso que o efeito Disney está a desaparecer e está cada vez menos no imaginário das crianças.
zentopeia, eu também tenho esta sensação. Já não vejo crianças pirando pelo Mickey. Mas aqui e Anaheim... parece q toda energia é canalizada para reviver o sonho do castelo mágico. Incrível.
Compartilho com você esta estranheza com relação à tal disneilândia e similares... Quando voltei de uma viagem aos EUA fui comentar que ela tinha sido ótima, especialmente pela visita que fiz aos parques daquele país... me perguntaram: "ah, então gostou da Disney?" Respondi: "estava me referindo a parques Naturais, como o "Bryce Canyon National Park" e o "Zion" (ambos em Utah)"... então, eu te entendo perfeitamente.
um abraço e viva a resistência!
ana claudia
Resistir sempre, Ana! :D :D :D
Não tem coisa melhor que viajar para Orlando! Somos apaixonados por lá e sempre que podemos a gente vai. Tem sempre novidades nos parques e para quem tem criança então, é o paraíso. Adoramos lá. Temos o blog dicasdadisneyeorlando.com.br para relatar as experiências. :)