Como os que frequentam o blog há mais tempo sabem, eu adoro uma lista. E de todas as listas do planeta, a mais inspiradora é sem dúvida a oficial do site da UNESCO (link), com todos os pontos considerados patrimônios culturais e/ou naturais da humanidade. Um verdadeiro rol de destinos dos sonhos, para você encher todas as férias por umas 3 gerações, no mínimo.
É claro que esta lista tem um fundamento maior, mais sério, digamos assim, de alertar o mundo sobre a importância histórica e/ou natural daquele pontinho no mapa. Há verba investida para recuperação, repassada para o país/estado/cidade onde o sítio escolhido se encontra. Isto obviamente gera uma certa disputa toda vez que a chefia da UNESCO se reúne, como aconteceu semana passada em Brasília. Mas para mim, viajante sonhadora de tantos recantos espalhados pelo mundo, esta lista também é inspiração.
Neste ano, foram adicionadas durante a reunião 21 novos locais como patrimônios da humanidade: 15 culturais, 5 naturais e um misto. A boa surpresa foi exatamente o misto: o Parque Marinho Nacional de Papahānaumokuākea, na região das ilhas Northwestern aqui do Havaí. O lugar se tornou parque nacional no último suspiro do governo Bush (talvez a única atitude decente que ele tenha feito enquanto governo). Ser reconhecido agora como uma área a ser cuidadosamente conservada por todos no planeta, é simplesmente fenomenal. Um aval da importância da preservação daquele ecossistema de recifes de corais pristinos, onde inúmeras focas havaianas ameaçadíssimas de extinção vivem.
Foca havaiana.
Ainda entre os novatos da lista da UNESCO, destaco a inclusão dos Everglades como patrimônio natural em perigo (acorda, USA!). Também destaco a inclusão do vilarejo de Yangdong (êêêê!), a 16 km de Gyeongju, também patrimônio cultural mundial, cidade muito pitoresca da Coréia do Sul; a inclusão da Praça de São Francisco em São Cristóvão (no estado natal da minha mamãe querida, Sergipe), e do atol de Bikini como patrimônio cultural apenas. A meu ver, esta última foi uma adição pra lá de controversa, embora as Ilhas Marshall precisem dessa verba para quem sabe, começar a instaurar um programa de preservação dos recursos marinhos naturais.
Dos menos falados, sempre me encantam os africanos e os ilhéus. Portanto, Ilhas Phoenix (Kiribati) e florestas de Atsinanana (Madagascar) foram os que mais encheram meus olhos na nova lista. (E já corri diversos recantos da web lendo sobre eles, que delícia. Quem sabe um dia, não é mesmo? Sonhar não custa nada…)
Tudo de bom sempre.
– Sobre as ilhas Northwestern havaianas, a Christie está neste momento numa expedição científica por lá. Postou suas observações nerdianas sobre a herança cultural da área, assim como a natural. Vale ler.
– Fotos de alguns patrimônios da UNESCO em perigo de desaparecimento, de uma reportagem antiga do Guardian.
– O que não deveria acontecer: parece que Angkor virou um zoológico do turismo. Tristeza.
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
Começo 2021 no blog resenhando um dos livros que mais me marcou em 2020, "Slavery…
Quando pensamos em receitas para uma boa saúde e longevidade, geralmente incluímos boa dieta e…
Eis que chegamos à maioridade votante. 16 anos de blog. Muitas viagens, aventuras, reflexões e…
O ano de 2020 tem sido realmente intenso. Ou como bem disse a neozelandesa Jacinda…
Nesta maratona de resenha de livros que tenho publicado durante a pandemia, decidi escrever também…
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Comecei a ler este post ontem. Viajei, literalmente, nos links e nas imagens. Por isso só voltei hoje para comentar. :)