Na sexta-feira passada, a capa do Honolulu Advertiser estampava um quadro de meia página com uma foto de um amigo nosso ajudando a colocar um tag (marcação) em um tubarão-tigre, que estava em imobilidade tônica. A reportagem contava os resultados da pesquisa recente publicada no jornal peer-reviewed MEPS [abstract only] sobre o comportamento de tubarão tigre aqui no Havaí. E, pela reportagem de divulgação que saiu no Honolulu Advertiser, fascinante.
O pesquisador Carl Meyer monitorou com transmissores de ultra-som por 4 anos o movimento de tubarões-tigre na costa havaiana. Então descobriu que esses animais, quando adultos, fazem incursões bate-volta nas áreas mais rasas perto das praias. Fazem isso possivelmente para patrulhar a região atrás de presas fáceis, sem padrão reconhecível nem de periodicidade nem de tempo gasto no local à procura de comida.
A estratégia de caça parece ser: quanto menos padrão, melhor. Ou seja, mudar de estratégia sempre é a melhor estratégia. Assim, a presa nunca está preparada para fugir pois nunca sabe quando o animal estará por perto ou chegando. O tubarão-tigre é uma espécie generalista, ou seja, não faz muita escolha de presa, come o que estiver à vista dele se movendo – e por isso, é um dos poucos que atacam humanos. Dos tubarões-tigre estudados, vários nadaram algumas vezes em áreas rasas de praias famosas do litoral do Havaí, como Kealakekua Bay. Ainda por cima, sem aparentemente terem incomodado os banhistas – que muito provavelmente nem perceberam a presença dele ali.
Leia mais: Como foi minha experiência de mergulhar com o tubarão-tigre nas Bahamas.
Além disso, uma notícia de ecologia sobre comportamento a longo-prazo de um animal selvagem (ciência!) descrita na primeira página de um jornal (o mais lido do estado) com um texto de qualidade e clareza bastante razoável – podia ser muito pior, convenhamos; sabemos o nível que as “editorias” de ciência em um jornal podem chegar, salvo raríssimas exceções. Confesso que fiquei impressionada.
Tudo de sub sempre.
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
Começo 2021 no blog resenhando um dos livros que mais me marcou em 2020, "Slavery…
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Eis que chegamos à maioridade votante. 16 anos de blog. Muitas viagens, aventuras, reflexões e…
O ano de 2020 tem sido realmente intenso. Ou como bem disse a neozelandesa Jacinda…
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Eu li algo sobre isso no site do Animal Planet. Interessante!
Vc tem o link, Diogo?
Ola, Lúcia. Há tempos acompanho seu site, mas em off. Desta vez, peço-lhe o especial favor de comentar comigo a realidade sobre se existe ou não perigo de surfistas serem atacados por tubarão no Hawaii, sua opinião pessoal. Desde já agraceço, te desejando muita proteção e muito sucesso!
Oi Richard, eu acho q probabilidade há, sim. Mas é pequena por vários motivos, sendo o principal deles de que há peixe suficiente para a alimentação deles, portanto eles não precisam atacar pq não estão em geral "com fome". Obrigada pelo comentário! :)
esse tubarao é muito esquisito, magro,de olho saltado.um tubarao tigre? só se for filhote porque o tubarao tigre é muito grande
eu achei ele muito esquisito.