Antes que eu sequer começasse a entrevista, Edney, que está sempre ocupado tentando manter a ordem dos códigos e bons cliques do portal Interney, já queria se esquivar: “Você já leu minha auto-entrevista? Lá você pode encontrar tudo que precisa saber sobre mim.” Tive que explicar que, apesar de eu já ter lido sua (quase-esquizofrênica) auto-entrevista, ao convidá-lo para uma entrevista em meu blog, não ia tratar de absolutamente nada relacionado a blogs, internet ou similares. Uma novidade em sua vida, enfim. Aqui, nesta entrevista, portanto falamos de viagens e outras amenidades. Depois de clarear esse “pequeno” detalhe, começamos então um bate-papo divertidíssimo sobre os lugares (e cervejas!) que marcaram o super-Interney, um cara tão simpático quanto eficiente no mundo dos blogs.
Era uma manhã de domingo (!!) quando consegui roubar alguns minutos da agenda do Edney no MSN para uma entrevista. E eis aí para que todos aproveitem o que o grande guru (para usar a nomenclatura da Nospheratt) tem a dizer sobre um assunto que, de acordo com ele próprio, não é muito a sua praia. Mas que em minha opinião, é um pouco a praia de todos. Divirtam-se!
Edney: Pra ser sincero eu me considero sedentário… Passeio urbano pra mim = ir ao bar beber (bar = lugar onde você fica sentado conversando). Viajar pra mim geralmente é a trabalho ou pra rever a família, poucas vezes viajei para conhecer lugares.
Edney: Aracaju, pela hospitalidade das pessoas e pelas praias lindas que eu tive oportunidade de conhecer. Vitória/Vila Velha ficaria com um segundo lugar e Salvador em terceiro – pelos mesmos motivos. Mas o lugar mais bonito que fui foi Maragogi, na minha lua-de-mel.
Edney: Pois é, eu gostei mais de Vila Velha porque na verdade praia mesmo é lá, Vitória só é bom pra jantar. 😛 E tinha um amigo meu que me deu dicas de lugares, isso ajudou.
Edney: Então, tem um cara que morava na Serra que eu conheci jogando ragnarok. Ele me deu a maioria das dicas de passeio por lá. Agora ele se mudou pra São Paulo esse final do ano que passou. Além das praias de Vila Velha, eu fui no Convento da Penha e na fábrica da Garoto.
Edney: Puxa, eu não faço nada sem internet, não só viagens. Eu compro passagem pela internet. Olho dicas de pontos turísticos, falo com amigos que moram no local ou já visitaram…
Edney: Eu pesquiso no Google, acabo achando a maioria das dicas em blogs. Mas se eu for planejar uma viagem um dia, porque já fazem 5 anos que não planejo viajar pra lugar algum, aí sim penso em ler blogs de viagens para decidir onde ir. A última vez que escolhi pra onde ia foi na minha lua-de-mel. 😛
Edney: Tenho vontade de conhecer a Europa, fazer uma espécie de tour da cerveja. 😛
Edney: A La Trape holandesa é uma cerveja do tipo Abadia que tem uma ótima relação custo-benefício, mais barata que as famosas abadias belgas e quase tão boa quanto.
Edney: No máximo cervejas com aroma frutado, mas o gosto não é de fruta.
Edney: Eu não conheço cervejas checas, é um lapso na minha lista. Eu trocaria a Irlanda pela Inglaterra, gosto das Ale inglesas. E não sou muito fã da famosa Guinness…
Edney: Olha só, fui pesquisar por cervejas tchecas e descobri que a cerveja pilsen nasceu lá. Não sabia disso.
Edney: Pois é, realmente precisaria passar por lá pela carga histórica!
Edney: Eu viajei a trabalho pro Beto Carreiro World, não me lembro se foi em abril ou maio, ou seja, fora de temporada. As praias próximas geladas, ninguém na areia, hotéis vazios… Parecia que eu estava numa cidade fantasma. Agora, cômica foi minha viagem pra Porto Rico. Fiquei 25 dias lá a trabalho. Sozinho, nenhum outro brasileiro comigo. Falava quase nada de espanhol. Fiquei num apartamento em Guaynabo, cidade-dormitório de San Juan. Não visitei nenhum cassino, mas fiquei especialista em tacos, burritos e junkie food americana.
Edney: É o que tem em Porto Rico. Burger King, Taco Bell, KFC, Subway. E a melhor cerveja que tinha era uma local ‘Medalla’.
Edney: Eu comecei a comer em restaurantes locais, a comida típica de lá é arroz, feijão e carne. Feijão lá se chama Habichuelas, inclusive. 😛
Edney: Guacamole tinha nos burritos.
Edney: Hahahahahaha!
Edney: Puxa, tudo que lembro na verdade foi bom. Até essa overdose de junk food. Eu tive uma certa decepção em Sergipe por causa dos nomes, descobri que um monte de comidas ‘típicas’ eram coisas que eu já conhecia em Minas com nomes trocados. Mas a comida é uma delícia.
Edney: Então, eu fui experimentar mugunzá e era canjica doce; torta de macaxeira com jabá era mandioca com carne seca. Na verdade eu gosto de chegar no lugar e pedir alguma coisa local. Por exemplo, em Vila Velha e Vitória eu comi camarão todos os dias, de muitas formas diferentes. Mas minha overdose preferida de camarão foi em Santa Catarina. Você faz um pedido e vem umas quatro bandejas de camarão de maneiras diferentes, chama-se “sequência de camarão”.
Edney: Eu fui nesse bar, mas não comi caranguejada. 🙁
Edney: Eu não sou um cara com muitas manias. Não tenho nenhuma roupa da sorte, ou amuleto, ou sinal antes de fazer alguma coisa. Não sou adepto de superstições de nenhum tipo e não sou muito obsessivo com organização também.
Edney: Não, eu levo o mínimo necessário. Antes eu levava muita tralha eletrônica, mas depois que comprei o smartphone levo menos coisas. Ele já é mp3 player, celular e camera num só.
Edney: Sim, ainda mais que com o Google Maps você vê ruas do mundo todo. 😛
Edney: É sempre Suicidal Tendencies + alguma coisa. Alguma coisa pode ser rock, pop, rap, funk (não carioca)…
Edney: Agora eu precisaria perguntar isso pra minha esposa. Porque eu sempre esqueço o que compro pros outros. Sempre que vou viajar de avião geralmente compro um livro, mas é um best-seller do momento, nada especial. E geralmente compro coisas do mesmo tipo que você acha na loja de souvenirs do aeroporto. Tipo trazer doces de Minas, panela de barro de Vitória, coisas mais tradicionais mesmo.
Edney: Eu comprei na fábrica da Garoto uma panela de barro que veio cheia de bombons. Foi embalada com isopor, colocada numa caixa a parte. Tive que despachar com muito cuidado.
Edney: Então, eu sempre vou pelo tradicional na hora das lembranças, não pelo exótico.
Edney: Uma vez no destino, eu prefiro seguir dicas de amigos e montar passeios por conta própria. Essa coisa programada com vans para lugares badalados deixa tudo muito mecânico e sem graça na minha opinião. E se eu não conheço nenhum amigo que mora ou já visitou o destino dificilmente eu me aventuraria, não é meu estilo.
Edney: Provavelmente Presidente Bernardes (MG) para rever parentes.
Edney: Zona da Mata, sudeste de Minas, perto de Viçosa. A cidade tambem é conhecida pelo nome de Calambau. Tem Festival da Cachaça todo ano. Se você estudou em Viçosa, já ouviu falar da Festa da Cana/Festival da Cachaça! Em julho, geralmente último final de semana, começa na quarta/quinta e vai até domingo. Qualquer ser humano não nativo de lá geralmente bebe até perder a memória. O que não é difícil, já que 4 doses daquela cachaça artesanal já matam a maioria. Os caras fazem cachaça com mais de 50 graus. Ali nas redondezas tem umas 50 cachaças sem exagero. Não me assustaria se catalogassem uns 100 alambiques nas cidades próximas…
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
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Foi uma viagem bacana essa entrevista sobre meus passeios por esse mundo maluco, obrigado pelo papo agradável no MSN moça! :)
Gostei da entrevista (viagem). É bom ver outros lados das pessoas por quem nos interessamos. Não conheço o Edney, mas nas minhas viagens pela bloggosfera ele é muito citado.
Além disso, parece que o cara entende de cerveja. Que legal!
Edney, eu q agradeço! :)
Wolney, obrigada. O Edney parece entender mesmo de cerveja. Mais q ele, na blogosfera, acho q só o Bender. :P