Hoje, 14 de novembro, é o dia mundial da Diabetes. Uma data criada pela Organização Mundial de Saúde para reflexão sobre a patologia nos mais diversos âmbitos.
Diabetes nunca foi um tema científico que encheu meus olhos. Mas, depois que me vi “obrigada” a estudar o assunto, a escarafunchar as revistas e entender as nuances da informação sobre a condição do diabético, confesso que o tema passou a ter outra “vida” para mim. Mas também devo confessar. A experiência pessoal de ter minha querida prima Danielle diagnosticada com diabetes há pouco mais de dois anos contribuiu muito para esse interesse repentino. Afinal, nada como ter a experiência perto de você. Embora fisicamente nem esteja tão perto assim… Enfim, boa parte do que sei hoje sobre a doença vem dessa tentativa de me informar ao máximo para ajudar minha doce prima.
Atrás de informações sobre diabetes, terminei caindo na comunidade Diabetes Brasil, do Orkut. Onde li depoimentos interessantes sobre o dia-a-dia de um diabético. Injeções, medidores de glicose, a escolha da melhor insulina para cada caso, hipoglicemia e hipoglicemiantes, etc. Está tudo na experiência de vida desse grupo de pessoas doces.
Minha prima tem diabetes tipo 1. A diabetes tipo 1 aparece por causas até hoje não muito bem entendidas pela ciência. Trata-se de uma doença auto-imune, ou seja, o organismo, de uma hora pra outra, começa a produzir anticorpos contra as próprias células do pâncreas que produzem a insulina (células beta). Isto leva a um processo de rejeição do próprio órgão. As células beta vão sendo então destruídas. Em pouco tempo (semanas às vezes), já se foram todas. E a pessoa se torna dependente de insulina exógena pro resto da vida.
Uma das soluções efetivas existentes hoje aos diabéticos tipo 1 é o transplante de pâncreas. Há a promessa interessantíssima das células-tronco também. (O que desengata esse processo de auto-destruição ainda é uma incógnita, e estudos recentes puxam para o lado neurológico – stress, depressão, etc.) O diabético tipo 1 tem que tomar insulina todos os dias, sem falta. Os casos de tipo 1 são aproximadamente 10% de todos os casos de diabetes no mundo. Geralmente aparecem na infância ou juventude. É raro alguém se tornar diabético tipo 1 depois dos 50 anos de idade.
Já a diabetes tipo 2 (o mais comum) leva muitos anos se desenvolvendo no organismo. Em geral, aparece em pessoas com idade mais avançada – embora cada vez mais frequentemente pessoas jovens e até crianças e adolescentes estejam manifestando seus sintomas.
Basicamente, os tecidos que mais dependem da insulina no nosso corpo (os músculos, o fígado e o tecido adiposo, entre outros) começam a não responder de forma adequada à insulina. Ou seja, a insulina produzida não consegue iniciar seus efeitos como deveria. Isto gera um problema grave no abastecimento de glicose para as células. Porque elas entendem que não há insulina e, portanto, não permitem a entrada da glicose. Sem glicose, não há geração de ATP, a molécula de energia. Sem energia, a célula degringola. Esse processo chama-se resistência à insulina. Se não tratado, culminará portanto na diabetes tipo 2.
Entretanto, as nuances da diabetes tipo 2 são muitas. A patologia é um reflexo direto do nosso estilo de vida moderno, cheio de confortos e regalias, pouco exercício e muitas calorias. Uma dieta rica em açúcar, mesmo se você não é diabético, NÃO é saudável. Afinal, ela pode já estar iniciando um processo de resistência à insulina que, não-tratado, culminará na diabetes. Mas não só o açúcar em excesso gera essa cascata de eventos. Os estudos mostram que uma dieta rica em gorduras também pode desencadear diabetes tipo 2. Portanto, nada de torresmo e quindim de sobremesa.
Se diagnosticada numa etapa inicial, quando as células estão no início da resistência à insulina, a diabetes tipo 2 tem um tratamento simples: exercícios, sono e melhoria de dieta. A pessoa não precisa nem cortar de vez o açúcar. Basta, enfim, moderá-lo. Pode também tomar hipoglicemiantes orais em comprimidos, sem necessidade das injeções diárias de insulina. Ao contrário da diabetes tipo 1, aliás, em que a insulina diária é essencial.
Se não tratada devidamente, a diabetes pode gerar complicações graves, nos rins, na retina, nos ovários, na circulação periférica (como nos pés) e principalmente, no coração. Uma vez ouvi de um médico num seminário que fui a seguinte frase: “Todo paciente diabético é um paciente cardiovascular.” Ou seja, a condição “diabético” traz junto um potencial problema cardiovascular – e diabético que é esperto, faz sempre exames para ver como está o coração.
Outro problema grave é na circulação periférica. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, de cada 10 amputações que ocorrem no mundo, 7 são resultado de complicações da diabetes. Os diabéticos espertos também cuidam do pé, fazendo massagens, passando cremes, usando sapatos confortáveis (nada de saltos altos!) e evitando calos. Afinal, qualquer machucado num diabético pode demorar mais para cicatrizar, com maior risco de infeccionar. Aliás, boa parte das amputações diabéticas começam com infecções “simples” em machucados que nunca fecham.
Existem hoje uns adesivos que detectam neuropatias do pé através da medição do suor. O adesivo muda de cor de acordo com alguma molécula indicadora liberada no suor da pessoa. Ainda está sob investigação mais criteriosa se funciona ou não. (Aliás, não sei se está no mercado. Porque vi isso num stand de Congresso recente). Mas, caso funcione, pode ser uma ajuda no futuro.
Nos últimos anos, uma nova terminologia científica apareceu: a síndrome metabólica. Ela engloba várias patologias que alteram o metabolismo do organismo como um todo, e entre essas patologias está a diabetes tipo 2. Muita discussão sobre o termo “síndrome metabólica” ainda ocorre. Afinal, o conceito em si ainda não está maduro. Sexta passada fui num Congresso de Diabetes em Seul, e discutia-se, entre outras mil coisas, esse conceito. Hoje (2005), ele parece definir a seguinte sequência de desenvolvimento.
Em geral, a pessoa com síndrome metabólica é aconselhada por um médico a começar um tratamento que consiste em: dieta regrada, exercícios físicos, e muitas vezes agentes hipoglicemiantes orais. Estes remédios permitem a ação da insulina nas células-alvo, facilitando a entrada de glicose. A pessoa nesse estágio pode não desenvolver diabetes tipo 2, é apenas um “diabético em potencial”. Caso faça exercícios e tenha uma dieta regrada, pode haver uma estabilidade do quadro. Exames constantes da glicose no sangue são suficientes para uma pessoa se precaver e estar atenta a esse problema.
Entretanto, boa parte das pessoas infelizmente não descobre a síndrome a tempo, e quando vai ao médico, descobre que seu pâncreas já está comprometido: de tanto produzir insulina em excesso e esta não funcionar adequadamente, o pâncreas diminui (ou cessa) a produção de insulina. Ou seja, a pessoa tem um comprometimento do pâncreas, e com isso vai precisar, como o diabético tipo 1, de tomar doses diárias de insulina para metabolizar sua glicose.
Existem diversos tipos de insulina no mercado. Há pouco tempo a insulina nasal foi aprovada pelo FDA americano, finalmente. Sem dúvida alguma, um dos maiores avanços para os diabéticos no mundo. Afinal, é bastante incômodo tomar injeções diárias de insulina. Um desses avanços para serem aplaudidos de pé por horas a fio, enfim.
O governo brasileiro é obrigado por lei a fornecer gratuitamente insulina e seringas a todos os diabéticos do país. Caso a pessoa entre com um pedido especial, pode inclusive receber também as fitas de medição de glicose e diferentes tipos de insulina. Aparentemente, o processo é simples em alguns lugares. Um amigo meu de Brasília, por exemplo, recebe tudo que precisa, inclusive a insulina de ação lenta que aumenta o tempo entre uma injeção e outra. Entretanto, minha prima do Rio de Janeiro mal recebe a insulina comum. Parece, aliás, que o processo no Rio é “complexo”, depende de fortes “QIs”, se é que vocês me corruptendem.
Na próxima vez que for votar, vou olhar no programa de governo dos candidatos o que cada um pretende fazer pelos diabéticos. É uma forma de ajudar a causa, escolhendo políticos que possam se preocupar com o assunto.
Uma pessoa com IMC alto e elevada circunferência abdominal pode ser obesa. Nem todo obeso tem síndrome metabólica ou diabetes tipo 2, mas todo obeso PODE vir a ser um diabético. É esse PODE que faz a diferença, portanto. A prevenção básica passa por dieta, bom sono e exercícios físicos, ou seja, redução da gordura corpórea. Entretanto, deve-se encarar a obesidade não simplesmente como um “mal-hábito” pessoal, mas sim como uma patologia crônica, séria e complexa. Afinal, a obesidade não tem preconceito algum: é presente em todas as etnias, sem distinção de sexo ou religião. Além disso, a obesidade já é a segunda causa de aparecimento de cânceres que podem ser prevenidos. (Em primeiro lugar continua sendo o cigarro.)
Obesidade é, portanto, um problema de saúde pública dos mais graves no mundo de hoje.
Um estudo de 2004 sugere que encaremos a obesidade na realidade como um caso de tumor endócrino das células de gordura. Discussões mil ferveram na área por conta dessa idéia. Mas por enquanto, é apenas especulação.
Evolutivamente, nós, Homo sapiens, somos animais que estocam energia na forma de gordura, para momentos em que a alimentação fique escassa. A glicose extra que ingerimos na dieta é armazenada no tecido adiposo como gordura. Por milhares de anos foi assim. O advento tecnológico, que tantos avanços e melhorias propiciou, trouxe como efeito colateral um excesso de conforto. Este sedentarismo inerente, de acordo com muitos estudiosos da obesidade, culminou então na situação alarmante que vivemos. 300 milhões de pessoas no mundo obesas e cerca de 1.1 bilhão acima do peso. Portanto já com uma das características potenciais para desenvolvimento da síndrome metabólica.
Não somos animais para viver sentados em escritórios ou comer em excesso. Nosso organismo não está preparado para isso. Ele responde da forma como respondeu desde sempre. Ao ver excesso de comida, ele armazena. Afinal, o futuro é incerto. Com uma dieta crônica hiper-calórica e pouco exercício, esse excesso de gordura armazenada é entendido pelo corpo como um sinal de que várias moléculas (hormônios inclusive) devem parar de ser produzidas, enquanto outras devem começar a ser produzidas para garantir o estoque. É uma resposta evolutiva NORMAL do organismo. O que está errado não é o nosso organismo; é nosso excesso alimentar.
Comentei anteriormente sobre a pequena ilha de Nauru, no Pacífico. Como uma epidemia de diabetes tipo 2 se alastrou depois de uma pequena mudança no estilo de vida dos habitantes. Nauru é, aliás, um pequeno mundo dentro do nosso mundo. Mais simples de se analisar, certamente. O mundo que temos ao nosso redor é cheio de outros fatores mais complexos que podem fazer a diferença.
Entre esses outros fatores, um deles chama-se ciência.
No mundo da diabetes, fala-se sempre em bilhões. A diabetes é uma patologia que movimenta um mercado de aproximadamente 26.7 bilhões de dólares por ano, e que continua crescendo. Toda grande empresa farmacêutica tem pelo menos um departamento ou instituto dedicado a pesquisas com diabetes. Seja para melhorar a qualidade de vida do diabético (desenvolvimento de medidores de glicose mais eficientes, por exemplo), seja para procurar compostos que tragam uma possível cura (drogas novas derivadas de muitos anos de pesquisa científica). A indústria farmacêutica lucra apenas com venda de insulina cerca de 5 bilhões de dólares por ano. Só a Roche tem no momento 10 drogas em fases diferentes de testes em seu pipeline. Isso sem falar no que se pesquisa pelas outras empresas ou universidades mundo a fora. É simplesmente inacreditável.
Leia mais: Como funciona a indústria farmacêutica.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil gasta por ano 3.9 bilhões de dólares com tratamento para diabéticos. Isso em custo direto, fora custos indiretos. Não é muita coisa, comparada com os 44 bilhões de dólares que os EUA gastam. A diabetes custa caro, e tira muitos dias de trabalho de pessoas economicamente ativas, elevando o custo com saúde, e gerando uma série de gastos indiretos ao sistema.
Já ouvi várias vezes que “a cura da diabetes já existe, as indústrias é que não querem perder os lucros que têm com um paciente crônico”. Num mundo de teoria da conspiração isso pode até ser provável. Mas no mundo dos negócios, a realidade é outra. As grandes empresas não gastariam bilhões de seu orçamento para pesquisar uma patologia da qual já ganham muito dinheiro se não vissem a possibilidade de lucro ainda maior com uma possível cura. Seria melhor deixar como está, não? É claro que se há investimento em buscar melhorias, é porque há uma galinha dos ovos de ouro nessa área.
Em meu trabalho, lido diariamente com diversos aspectos da pesquisa em diabetes. Nunca li ou ouvi uma grande empresa, por mais necessitada de cortar orçamento que esteja, abandonando a pesquisa de diabetes tipo 2. Aliás, outras “doenças” saem muito mais fácil da “linha de produção” da indústria farmacêutica.
Porque o mercado consumidor para a diabetes tipo 2 não pára de crescer.
Porque a lei do mercado é mais forte que qualquer outro interesse altruístico no mundo em que vivemos, (in?)felizmente.
Se você tentar acompanhar o campo da diabetes ou da obesidade em tudo que ele contém, você fica louco. É muita informação. Praticamente todos os dias aparece uma notícia que diga respeito a diabetes (ou a obesidade), seja uma nova droga, uma nova perspectiva de tratamento, ou um rumor qualquer. Boa parte dos pesquisadores biomédicos tenta “flertar” com a temática detentora de tanto dinheiro para pesquisa. Nesse mar de informações e pesquisa, algumas são efêmeras, outras são etéreas, e uma pequena parcela é realmente validada.
Um dos grandes paradigmas quebrados na biologia nas duas últimas décadas foi a da função do tecido adiposo. Aliás, foram cientistas querendo resolver questões da diabetes quebraram este paradigma.
Antigamente, o tecido adiposo era um mero acumulador de gordura, estoque energético do corpo. Hoje, sabemos que é um tecido altamente dinâmico, importante produtor de uma série de hormônios (leptina, resistina, TNFalfa, adiponectina, e o mais recente de todos, a obstatina). Estes hormônios regulam desde a sensação de apetite até funções cardiovasculares. Além disso, o tecido adiposo é peça-chave para manutenção do equilíbrio térmico e metabólico dos animais vertebrados. Muito mais que apenas associá-lo à patologia e problemas, devemos associá-lo às benesses que seu bom funcionamento traz. Muito mais que incentivar o look esquelético da moda, devemos pensar em manter um organismo saudável, sempre.
Porque, como já dizia o famoso bordão da TV, “saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”.
Tudo de bom sempre aos diabéticos do mundo. Em especial, minha doce prima Danielle.
Maioridade: 18 Anos do blog Uma Malla pelo Mundo.
Começo 2021 no blog resenhando um dos livros que mais me marcou em 2020, "Slavery…
Quando pensamos em receitas para uma boa saúde e longevidade, geralmente incluímos boa dieta e…
Eis que chegamos à maioridade votante. 16 anos de blog. Muitas viagens, aventuras, reflexões e…
O ano de 2020 tem sido realmente intenso. Ou como bem disse a neozelandesa Jacinda…
Nesta maratona de resenha de livros que tenho publicado durante a pandemia, decidi escrever também…
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Comentários que estavam neste post lá no blogspot:
Lucia,
meu post é tipo pretinho básico, hehehe. mesmo tendo familiares diabéticos, mesmo tendo aceito as mudanças necessárias na alimentação, afinal os diabéticos tbém visitam minha casa, meus filhos precisam saber para previnir... meu post é solidário, apenas. algo como: a lucia lembrou e o assunto é muito sério, logo o mundo precisa tratar com mais seriedade disso, precisa estar mais atento... obrigado pela boa, bela e verdadeira publicação, tenho certeza que os visitantes de minha página estão agradecidos e satisfeitos com tua blogagem.
bjo
elenara | Homepage | 11.15.05 - 12:12 am | #
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Irretocável. Você está de parabéns, como de hábito.
Se eu postar alguma coisa sobre diabetes, vai ser um link pra cá.
bjs
smart shade of blue | Homepage | 11.15.05 - 1:09 am | #
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Lúcia, contrariando minha própria "profecia", acabei fazendo um post e linkando pra cá ;o)
beijos e parabéns pela campanha!
christiana | Homepage | 11.15.05 - 1:44 am | #
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Muito importante a sua atitude...vou colocar um link no meu blog para cá, posso? Adorei a campanha...Parabéns!!
Manu | 11.15.05 - 1:48 am | #
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Tenho pouco de adicionar, a nao ser mencionar que eu vi na TV ontem a noite uma propaganda estilo "servico publico" sobre diabetes e a sua prevencao. Domingo a noite daqui. Wayne
Wayne e Denise | 11.15.05 - 5:34 am | #
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Lúcia, que post! No entanto, fiquei sem entender como é que uma pessoa se dá conta de que está com diabetes. Quais os sintomas que fazem alguém procurar um médico e este descobrir, por um exame de sangue suponho, que é diabetes? bjs
D. Afonso XX, o Chato | Homepage | 11.15.05 - 5:40 am | #
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Lúcia, obrigada pelas informações valiosas, seu post é importantíssimo porque a falta de conhecimento na população sobre diabetes é muito grande.
Eu li há pouco tempo um livro super legal em que a personagem principal era uma diabética fazendo uma viagem de Chicago ao Alaska de bicicleta, enquanto tentava terminar sua tese sobre Beckett. O nome do livro em inglês é "Going to the Sun", de James McManus. Tem uma entrevista dele aqui:
http://www.beatrice.com/intervie...rviews/mcmanus/
Leila | Homepage | 11.15.05 - 6:00 am | #
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Oi Lúcia,
Excelente post sobre esta causa mais do que nobre...
Infelizmente essa não é minha área e portanto não tenho cacife para falar sobre o tema, mas fco feliz sobre sua iniciativa..
Que ela possa prosperar e render ótimos frutos...
Abraço,
Chico | Homepage | 11.15.05 - 8:29 am | #
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Pois é, meu pai se cuida muito. não come doce,segue a dieta,faz exercícios... c precisa ver1
Abs
Maitê | Homepage | 11.15.05 - 8:36 am | #
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Lucia, querida, mesmo dizendo que não ia postar, porque tô mortinha de cansada, depois da minha "maratona Sideways" com a Leiloca, e de um vôo de 6 horas, não resisti e fiz um postzinho sobre a data, focando no tema da campanha desse ano...
Parabéns pelo seu post, fantástico, como sempre!!!
Beijo enorme!
Denise Arcoverde | Homepage | 11.15.05 - 9:17 am | #
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Lucia, seu post ficou excelente. Parabéns!
Consegui arrumar um tempinho aqui, e fiz um post falando da minha experiência com as crises de hiperglicemia, como descobri o problema, etc. Nada que se compare ao seu post (já disse que ficou excelente?), mas creio que é melhor falar sobre diabetes bastante, para que as pessoas se cuidem melhor antes que seja tarde demais...
E mais uma vez: parabéns pelo seu post. Ficou excelente!
Cynthia Semíramis | Homepage | 11.15.05 - 12:42 pm | #
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Elenara, obrigada vc pelo seu pretinho basico!
Valeu, grande Smart!
Christiana, seu post tbm estah bem legal, com sua experiencia. Isso q eh o mais legal: ouvir a experiencia das pessoas. Parabens a vc tbm.
Manu, claro q pode! Vc jah eh de casa...
S. Wayne, adicao devidamente elogiavel!
Afonso, depende do tipo de diabetes. O tipo 1 tem como sintoma principal um excesso de sede - jah li de pessoas q chegam a tomar mais de 5 litros dagua em um dia - e obviamente, muita vontade de fazer xixi. Alem disso, uma perda de peso excessiva em pouco tempo (semanas as vezes) tbm eh sinal. Jah a diabetes tipo 2, como eh uma patologia de long-term, tem sintomas mais complicados de serem analisados. A pessoa pode ter uma crise hiperglicemica, pode estar gorda,... em geral, eh o somatorio dessas causas "aparentemente nada a ver". A melhor coisa a fazer eh o exame rotineiro de glicose e o perfil de lipidios do sangue. Com esse resultado, oa pessoa estah - ou se estah tudo devidamente saudavel.
(continua...)
Lucia Malla | 11.15.05 - 1:41 pm | #
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Leila, eu adoro esses relatos de experiencia pessoal de viagem! Vou conferir sim. Esse ano teve um diabetico tipo 1 q tentou chegar ao cume do Everest - ele chegou ateh o South Summit, e usava um pump de insulina. Pra mim, ele eh a maior prova de q uma pessoa eh responsavel pela forma como ela quer encarar a vida e suas complicacoes. O Everest eh um desafio inalcancavel para a maioria de nos, "normais", e ele mesmo sabendo que uma crise hipoglicemica (algo relativamente comum durante atividades extenuantes em diabeticos) a 8000m seria morte certa, nao se intimidou. Foi lah e fez. Um vencedor, sem duvida.
Chico, valeu pela forca. Informacao eh a alma do negocio.
Maiteh, deh os parabens a seu pai!
Denise, sua contribuicao eh mais q especial, principalmente pq vc estah cansada de viagem. Vc eh mesmo uma joia!
Cynthia, eu eh q gostei a beca do seu post!
Beijos a todos, e obrigada pelas opinioes, colcoacoes, etc.!
Lucia Malla | 11.15.05 - 1:47 pm | #
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Lucia, na verdade o livro é de ficção, mas o autor se baseou na filha dele, que é diabética.
denisearcoverde | Homepage | 11.15.05 - 3:14 pm | #
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Oi Lucia,
seu texto é uma verdadeira aula! Parabéns!!! Há uns tres anos meu pai recebeu um diagnostico de diabetes do tipo 2. Ele era alvo fácil: já tinha passado dos 50, era obeso, glutao, adora(va) um doce, tinha uma vida que mesclava sedentarismo com algumas caminhadas ocasinais e, pior de tudo, fumante inveterado.
Mesmo no comecinho e com uma orientacao mais positiva que negativa, ele nao levou muito a sério as recomendacoes médicas e continuou com um ritmo nada conveniente para uma pessoa com esse diagnóstico.
No ano passado, teve um piripaque logo depois do Natal e ficou quatro dias internado com a glicose altíssima. Foi um sinal que acabou colocando nao só a ele mas toda a familia em estado de alerta. Para voce ter uma ideia, quando nos encontramos, ele recebeu de presente dois medidores de glicose (esse da canetinha): a minha irma e eu tivemos a mesmíssima ideia de tao estressadas que ficamos!
Hoje em dia, ele já nao é mais obeso, está super rigoroso com a dieta e com o consumo de doces e tem se sentido super bem. Ainda nao precisa de insulina e pode controlar a diabetes com um bom estilo de vida. A luta agora é fazer com que ele pare de fumar... :-(
Beijos e super obrigada pelas preciosas informacoes,
Vanessa
PS: E desculpa ter tomado tanto do seu espaco para um comentário tao confessional!
Vanessa | Homepage | 11.15.05 - 4:13 pm | #
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Putz, Malla, esse texto foi uma verdadeira aula!
Biologia nunca foi uma das matérias que me faziam perder o sono na minha adolescência, porém tampouco me fascinava, porque os professores, em sua maioria eram uns pentelhos.
Fez falta uma Malla na época do vestibular...
Bjs,
Guilherme | Homepage | 11.15.05 - 5:43 pm | #
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Lucia, nada tenho a acrescentar ao seu post, perfeito! Fiz um link lá no PrasCabeças, encaminhando todos para cá!
Cláudio Costa | Homepage | 11.15.05 - 9:23 pm | #
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Oi Lúcia
Cada vez mais , gosto do mundo dos Blogs,pois é através dele, que temos oportunidade de descobrir pessoas como vc, simples, mas, de uma importância imensurável.Aí, nos dá aquele orgulho de ser mulher e brasileira ! Parabéns!
Beijos
Telma | Homepage | 11.16.05 - 4:06 am | #
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Denise, ficção tbm vale!
Lucia Malla | 11.16.05 - 9:50 pm | #
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Vanessa, ótimo seu depoimento, fique à vontade para viajar por aqui...
Gui, os professores de colégio são role models, né? No meu caso, meu professor de Biologia foi o máximo. Acho q eu não teria tanta certeza em ser uma bióloga se ele não tivesse me incentivado tanto...
Cláudio, valeu pelo link!
D. Telma, q depoimento lindo! A senhora tbm, uma mulher de fibra!
Beijos a todos.
Lucia Malla | 11.16.05 - 9:53 pm | #
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Nossa menina que aula!!! Estou estuperfada com a coisa. A namorada do meu enteado tem diabetes tipo 1. Foi descoberto a pouco mais de um ano depois dela quase morrer!!
Ciça | Homepage | 11.17.05 - 8:18 am | #
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Oi Lucia,
Estava lendo o blog do Bia, vi o post "alternativo" dele sobre diabetes e caí aqui. Como médico - não endocrinologista, mas casado com uma (isso conta como credencial?) - quero te parabenizar pelo que escreveste. É uma verdadeira aula sobre o assunto.
Parabéns.
abraço
Marcelo | Homepage | 11.17.05 - 11:40 am | #
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Lúcia, tô precisando de vc! Da sua opinião, lá no meu blog!
Bjos
Maitê | Homepage | 11.17.05 - 11:53 am | #
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Lúcia, com carteirinha cuido de um diabético desde os 5 anos de idade e hoje com 22. tudo que falar sobre diabéticos eu sei! Sem menosprezar os sabidos! E desde a data da descoberta da doença alimentaram a esperança sobre as novidades. Novidades que caminham com passos de tartaruga dada as novidades em outros setores da medicina. Quanto ao transprantes, só no caso de estar o paciente terminal, sem outros recursos.
Enquanto isso sabemos que s pessoa é o que come!
bela iniciativa! Que todos veiculassem nos blogs coisas construtivas! Parabéns!
Boa semana! Beijus
luma | Homepage | 11.21.05 - 9:37 am | #
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LUCIA EU E MINHA MAE CONHECEMOS A SUA PAGE E ADORAMOS EU SOU DIABETICA E SOFRO MUITO MAS TENHO VARIOS COMPANHEIROS QUE ME AJUDAM AMO TODOS ELES, MAS PERTO DA SUA INICIATIVA UMA LUTA PELA SUA DOCINHA PRIMA SO SE APROXIMA MINHA MAE E AS VEZES MEU PAI POR QUE ELE BRIGA MAIS, NO ENTANTO ME SINTO MEIO SOZINHA QUANDO FALAMOS DO MEU PROBLEMINHA PORQUE NA MINHA CIDADE SO EU SOU DMID1 E SE TIVER MAIS EU NAO CONHEÇO POIS NAO TEMOS COMUNICAÇAO, SOU UNIVERSITARIA E ENCHRGO MEIO MAL, MAS OQUE EU QUERO VER EU VEJO SABE1 ENFIM OBRIGADA POR TOMAR ESSA INICIATIVA!!!!!!!!!BEIJOS
VANESSA | 05.07.07 - 1:15 pm | #
poxa meu pai moreu de diabete as pesoa pensa a minha familia nao tem diabetico eu tamben nao vou ter mas nao e asim niguem da familia do meu pai tem diabete ou coisa paresida nem eu mas ele esta morto agora as pesoa que nao tem diabete que nao sabe que tem diabete procura um laboratorio para medir sua taxa de glicose an nao vai em um hospital particular eles mediram do me pai antes de morer tava 100 de glicose e no laboratoirio particular tava 150 e na contra prova no outro laboratori tava 151 2dias depois meu pai moreu faca o esame no laboratortio particular++++++++++++++++++adelmo++++++++++++ fleceu em 2006 em maio