Hoje é o Dia Mundial da Terra. E, para celebrar a data, a NASA está organizando uma mega-diversão nas redes sociais com a hashtag #NoPlaceLikeHome , convidando a todos para responder (e postar sua resposta…) a seguinte pergunta: qual é o seu lugar favorito no planeta?

Parece uma questão simples, né? Mas nada pode ser mais difícil de responder que isso para mim.

Onde é a minha casa?

Como o nome deste blog remete, estou pelo mundo, porque é nele que me sinto em casa. O mundo é minha casa, e tudo que diz respeito a ele, sua saúde física e mental, portanto me afeta. Embora tenha endereço fixo em um ponto do planeta que escolhi para viver, não há como negar que todo o planeta Terra me fascina. Desde suas belezas às bizarrices, passando além disso pelas inquietações e lições que diversos lugares suscitam. Todos os caminhos levam à Terra, afinal; minha (nossa!) única casa.

E como não amar cada esquina paradoxal e específica que este mundo oferece? Como não amar esta colcha de retalhos que são os diversos lugares por onde passamos durante nosso breve período de vida? Como não amar as ladeiras de Ouro Preto? Os cheiros de Taipei? As praias do Havaí? As torres da Sagrada Família em Barcelona? As Cataratas do Iguaçu? As memórias de Berlim? As ruínas mexicanas? As paisagens de cinema da Nova Zelândia? A história pelas ruas da Itália? A música urbana de NY? O verde da Amazônia? O sol do Rio? O Morro do Moreno?

Há muito mais detalhes emocionantes nesse mundo que sonha nossa nada vã filosofia. E são estes detalhes que nos permitem aceitar este conceito retalhado de casa, com uma janela de cada cor, paredes enfeitadas, telhado de vidro pro sol entrar. Tudo dentro de um coração que pulsa, onde todas as milhas emocionais acumuladas habitam.

Planeta Água

Mas acontece que nossa “Terra” é 70%… água. Ainda mais: a maior parte dela salgada. E, para não cair em auto-incoerência, não nego que parte significativa da minha casa é líquida. Está portanto nesta fração enorme que inspira e acalma. No ritmo das ondas que balançam pra lá e pra cá, ao compasso da maré que sobe e desce. Em cada criatura que também chama o ecossistema salgado de casa. Nas pessoas que tiram dali sua subsistência. Nos corais filipinos, nas ondas de Fernando de Noronha, nas correntes marítimas africanas ou nas profundezas marianas. Todos os caminhos da Terra levam a muitas milhas de emoção azul, a perder de vista.

Como não amar… o mar?

No place like Earth? No place like Ocean Earth, our incredible home.

Tudo de bom sempre.

Lucia Malla

Uma Malla pelo mundo.

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  • Que texto, Lúcia! Amo esses posts cheios de "viagens" e "mallices". O importante é que tenhamos amor e respeito por esta Terra que nos foi dada para viver e cuidar. Beijos.

  • Bela reflexão, Lucia, e ninguém poderá nem arranhar sua razão nisso!
    Mas eu, imensamente restrito, cuja maior distância viajada foi Aracaju-Belém
    ou Aracaju-Curitiba (não sei a maior distância), também não tenho um lugar
    específico para gostar. Nem meu lugar de origem (Recife), nem meu lugar
    de morada (Aracaju), nem lugares onde passei algum tempo (Rio de Janeiro,
    Salvador, Maceió). Porém, ao contrário de você, minha pátria não é o mundo,
    apenas minnha casa me comove. Oh, pequenez! Mas é isso!
    Beijos.

    • Nossa, tesco! Você mora em Aracaju! A família da minha mãe é daí, tenho muitas saudades dos tempos que visitava minha avó na Atalaia... taí um lugar que não só gosto como mexe com minha memória mais profunda. E a saudade de ninguém jamais será pequenez... é o que de mais pessoal a gente carrega, e só isso já vale muito. ;) Aloha!

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Lucia Malla

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